48 centros comunitários judaicos dos EUA receberam ameaças de bomba no último mês

Cinquenta e sete ameaças de bomba foram feitas a 48 centros comunitários judaicos nos Estados Unidos durante o mês de janeiro. As ameaças coordenadas, muitas vezes direcionadas a várias organizações na mesma hora, causaram a evacuação de 14 centros comunitários judaicos, apenas no dia 31 de janeiro.

Depois da varredura policial, os centros comunitários retomam as atividades, e alguns a passam a considerar as ameaças de bomba como se fossem meramente trotes. No entanto, mesmo que nenhuma bomba tenha sido encontrada, aqueles que frequentam regularmente as escolas e os centros comunitários ficam abalados e com medo.

Steve Schneider, cuja filha frequenta uma pré-escola perto de Chicago, foi notificado na terça-feira que as crianças foram evacuadas após uma ameaça de bomba. "Sinceramente, estou com medo", diz ele. "Muitos dos pais estão chateados. Estas crianças têm menos de 5 anos de idade”.

Como outros pais, Schneider está pensando em como explicar à sua filha o que está acontecendo Ele planeja dizer: "Há pessoas neste mundo que não são boas, e elas tentam machucar outras pessoas, e você tem que se conscientizar de que ficará segura", disse ele.

Tzivi Stern correu para pegar seus filhos em um centro de cultura judaica em Wisconsin. "Meu primeiro pensamento foi de medo total. São crianças pequenas que têm que passar por isso ", disse ela. "Muito assustador, mesmo que a retirada das crianças tenha sido bem organizada. "

Stern quer que haja mais consciência das ameaças de bombas feitas aos centros judaicos nas últimas semanas. "Gostaria que isso fosse mais abordado pela mídia. Deveríamos estar ouvindo mais sobre isso ", disse ela. "É como uma bofetada no rosto, que significa: a gente ainda odeia vocês. Mesmo que não houvesse nenhuma bomba, o ódio está lá. "

As ameaças estão sendo investigadas, e na segunda-feira a Liga Anti-Difamação [ADL] emitiu diretrizes para as organizações judaicas sobre como lidar com ameaças futuras. Elise Jarvis, diretora-associada da ADL para a Divulgação da Lei e Segurança Comunitária, disse que o FBI está tratando as chamadas como crimes de ódio. "A ADL e o FBI realizaram uma reunião de segurança conjunta para a comunidade judaica na semana passada. O FBI disse que as ameaças são uma questão prioritária de segurança pública e que são investigadas como crimes de ódio ", afirmou.

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