Adolescente é morta, pai e irmão ficam gravemente feridos, na explosão de uma bomba na Cisjordânia

Uma adolescente morreu e seu pai e seu irmão ficaram gravemente feridos em um bombardeio terrorista em uma fonte natural do vilarejo de Dolev, na Cisjordânia, na manhã de sexta-feira, informaram autoridades israelenses.
Rina Shnerb, 17, de Lod, foi gravemente ferida no ataque e recebeu tratamento médico no mas não resistiu aos ferimentos. Seu pai Eitan, um rabino em Lod, e seu irmão Dvir, de 19 anos, foram levados de helicóptero para um hospital em Jerusalém em estado grave, informou o serviço de ambulâncias Estrela de David Vermelha (Magen David Adom).

O exército disse que um dispositivo explosivo improvisado foi usado no ataque. A polícia determinou que a bomba havia sido plantada anteriormente e foi acionada quando a família se aproximou dela.

Os serviços de segurança teriam rastreado um carro que fugiu da cena logo após a explosão. “Soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF) estão revistando a área”, disseram os militares em um comunicado.

O porta-voz da IDF, Ronen Manelis disse que as Forças ainda não conheciam as identidades dos culpados, se pertenciam a um grupo terrorista estabelecido ou se estavam agindo sozinhos.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que também responde como ministro da Defesa, disse que estava recebendo atualizações constantes sobre o esforço de busca e que logo se reuniria com os comandantes das forças de segurança do país.

Em um comunicado, Netanyahu ofereceu suas “profundas condolências” à família e desejou rápida recuperação aos feridos. “Continuaremos a fortalecer as comunidades [judaicas]. Vamos espalhar nossas raízes mais fundo e golpear nossos inimigos”.

O funeral de Rina Shnerb estava marcado para as 15h30 esta sexta-feira em sua cidade natal.

As tropas estavam trabalhando para encontrar os terroristas por trás do ataque o mais rápido possível, sob o entendimento geral de que quanto mais tempo passar, mais difícil se torna o esforço de busca.

“As forças de segurança estão em busca dos terroristas. Nós vamos alcançá-los. Nosso braço longo lhes fará pagar suas dívidas”, disse Netanyahu.

A explosão ocorreu na primavera de Bubin – um popular local para caminhadas – distante aproximadamente 10 quilômetros a leste da cidade de Modiin.

A mídia palestina informou que as IDF começaram a montar bloqueios de estradas e a realizar buscas na área de Ramallah, no oeste de Dolev.

“Esta [busca] está sendo conduzida em várias frentes – a primeira é da inteligência com outros serviços desta área, a segunda frente é a caçada em campo com bloqueios de estradas… A terceira frente é o esforço regular de segurança para evitar eventos similares” disse Manelis.

Outro porta-voz das IDF afirmou que os militares estavam trabalhando com o serviço de segurança do Shin Bet e com a polícia de Israel para rastrear os culpados.

Ela disse que tropas adicionais também estão sendo enviadas para a Cisjordânia, tanto para encontrar os terroristas quanto para aumentar a segurança dos assentamentos na área.

Um grande número de médicos socorristas foi chamado para a área, incluindo o helicóptero das IDF que evacuou as vítimas.

Um dos médicos da Estrela de David Vermelha disse: “Quando chegamos ao local, a cena foi difícil… Vimos três vítimas deitadas no chão, um homem de 46 anos que estava totalmente consciente e sofrendo de ferimentos na parte superior do corpo. Ao lado dele estava um homem de 19 anos com ferimentos nos membros e parte superior do corpo e uma menina de 17 anos com lesões multissistêmicas”.

O porta-voz do Estrela de David Vermelha, Zaki Heller, disse que o pai, apesar dos ferimentos, chamou os médicos. Pai e filho foram levados para o Hospital Hadassah Ein Kerem, em Jerusalém.

Um porta-voz do hospital disse que agora o pai está em condições moderadas e estáveis. O filho de 19 anos sofreu ferimentos em todo o corpo, inclusive no estômago, devido à explosão. Ele estava inconsciente e conectado a um respirador.

O assentamento de Dolev disse aos moradores que eles não poderiam deixar a comunidade e que aqueles que estão do lado de fora deveriam permanecer lá por enquanto, por causa do bombardeio.

Oficiais militares israelenses alertaram nas últimas semanas um aumento nas atividades terroristas e na violência na Cisjordânia e na Faixa de Gaza no período que antecede as eleições israelenses do próximo mês.

“O exército está lidando com tentativas de ataques terroristas, com lobos solitários e com células terroristas”, disse Manelis.

Na sexta-feira passada, um terrorista palestino investiu seu carro contra dois irmãos adolescentes israelenses, ferindo gravemente um deles, do lado de fora do assentamento de Elazar, na região central da Cisjordânia, ao sul de Jerusalém.

O carro capotou após o ataque terrorista, e quando o agressor tentou sair, foi morto a tiros por um policial que estava em um veículo atrás dele.

No início deste mês, um estudante de um seminário religioso israelense, Dvir Sorek, foi encontrado esfaqueado até a morte fora do assentamento de Migdal Oz. As forças de segurança israelenses rastrearam os suspeitos em aproximadamente 48 horas, prendendo os primos palestinos Nasir Asafra, 24, e Qassem Asafra, 30, da aldeia de Beit Kahil, na região sul da Cisjordânia.

Centenas de pessoas se reuniram na sexta-feira para enterrar Rina Shnerb. Seu pai, pediu de seu leito de hospital, para que o funeral se concentrasse apenas no amor.

“Estamos em uma guerra de amor contra o ódio e esperança contra o desespero. Viemos aqui para acompanhar nossa amada”, disse Eli Weissberg, tio de Rina, no funeral ocorrido em Lod.

Weissberg disse que Eitan Shnerb, um rabino, pediu a ele para transmitir o pedido de que o funeral focasse apenas em mensagens de amor. “Ele nos pediu apenas para lidar com a nossa força e o amor e a maravilhosa nação que temos aqui nesta grande terra”, disse Weissberg.

Quando o funeral estava marcado para começar, Eitan Shnerb falou por telefone de seu leito de hospital com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “Com a ajuda de Deus, sairemos disso mais fortes”, disse Shnerb. Mais tarde, ele se dirigiu ao presentes no funeral por telefone: “Estamos tentando ser fortes aqui na terra de Israel, o povo de Israel, Rina acreditava nisso. Nossa resposta aos assassinos é que estamos aqui e somos fortes e vamos prevalecer”.