Após encontro com líderes israelenses, delegação do Egito vai à Gaza em busca de acordo de cessar-fogo

Uma delegação do Egito, formada por mediadores e funcionários de inteligência egípcios, se reuniu com líderes do Hamas na noite de ontem e na manhã de hoje em busca de um acordo de cessar-fogo entre os grupos palestinos e Israel e para pôr fim à violência na fronteira e impedir a realização de manifestações programadas para este fim de semana na região.

Grandes manifestações na fronteira de Gaza estão programadas para este fim de semana para marcar o aniversário dos protestos que começaram em 30 de março de 2018.

A delegação egípcia entrou na Faixa de Gaza através da passagem de Erez na noite de ontem, depois de se reunir com autoridades de defesa de Israel, que expuseram as exigências do país para um cessar-fogo.

Segundo o site Ynet, entre as exigências israelenses estão o fim dos protestos semanais na fronteira de Gaza e do lançamento de foguetes e de balões incendiários contra o território israelense.

Em troca, Israel se comprometeria a liberar a entrada em Gaza de um maior número de mercadorias através da passagem de Kerem Shalom; facilitar aprovações para importações e exportações; apoiar iniciativas de emprego da ONU (em Gaza); expandir a zona de pesca permitida para 12 milhas náuticas ao largo da costa da Faixa e melhorar o fornecimento de energia elétrica na região.

Duas reuniões foram realizadas no escritório do líder do Hamas, Yahya Sinwar, e duraram até as 2 da manhã, segundo informou Ynet citando fontes de Gaza. Também teriam participado do encontro representantes da Jihad Islâmica. A delegação egípcia deve retornar a Israel ainda hoje com uma resposta dos grupos palestinos.

Há informações de que os grupos terroristas concordaram em suspender as manifestações noturnas e interromper imediatamente o lançamento de dispositivos incendiários como uma “demonstração de boa vontade” com os egípcios. No entanto, hoje pela manhã vários desses dispositivos incendiários foram lançados contra Israel. Eles também teriam se recusado a suspender as manifestações semanais na fronteira.