|
|
| Declarações do Conselheiro Gilad Cohen da Missão Permanente de Israel na ONU |
| Declarações do Conselheiro Gilad Cohen
Encarregado de Negócios Missão Permanente de Israel nas Nações Unidas durante a Reunião do Conselho de Segurança a respeito do Oriente Médio. "A Situação no Oriente Médio Incluindo a Questão Palestina" Conselho de Segurança, ONU, New York, 22 de Janeiro de 2008 Senhor Presidente, a situação na região hoje não se desenvolveu da noite para o dia. A mesma é conseqüência de muitas escolhas, escolhas erradas repetidamente feitas pelos palestinos, ao adotar o terrorismoe violência em lugar da paz e negociações com Israel. Por outro lado, Israel mostrou que compreende as conseqüencias das escolhas corretas. Há mais de dois anos atrás, Israel escolheu deixar a Faixa de Gaza, retirar as famílias e remover todas as suas forças, para que pudesse ser criado um novo horizonte para a paz na região. Escolhemos o desengajamento, apesar de todas as dificuldades e apesar do fato que o Mapa de Caminhos não é exigido nesta fase. E desde então o Hamas domina a Faixa de Gaza - primeiro politicamente e agora fisicamente - usando a área como base para lançamentos de ataques com mísseis contra Israel. Os palestinos em Gaza não optaram por iniciar um diálogo com Israel e uma reconciliação para a visão de dois estados. Ao invés disso, optaram pelo Hamas que usa o terrorismo e a violência para dar continuidade ao seu plano de destruição de Israel. Desde o ano 2000, mais de 7.000 foguetes e morteiros foram disparados contra Israel pelos terroristas da Faixa de Gaza. Somente no ano passado este número foi de mais de 2.000. E desde a ocupação violenta de Gaza por parte do Hamas em Junho de 2007, a freqüência de ataques com mísseis subiu em 150%, para mais de 250 mísseis e morteiros por mês. Isto dá em média, um míssil disparado contra Israel a cada três horas. A maioria destes foguetes cai na cidade de Sderot, ao sul. A vida normal em Sderot é algo do passado. Não há um dia sequer no qual o Alerta Vermelho não seja disparado, o que dá as crianças em playgrounds e em escolas, os pais em casa e no trabalho, menos de 15 segundos para acharem o abrigo mais próximo antes que o míssil caia sobre suas cabeças. Liora Fima, uma mãe de Sderot e diretora da escola fundamental local, sabe em primeira mão a respeito do impacto traumático que estes mísseis causam à juventude em Sderot - onde cerca de 94% das crianças sofrem da Doença de Estresse Pós-Trauma, incluindo problemas de sono e concentração, até mesmo incontinência urinária noturna. Ouça suas palavras: "para as crianças em Sderot, vermelho não é a cor das rosas, mas sim de sangue e chamas". Por que o Conselho não se preocupa com a segurança das crianças, mulheres e cidadãos de 3ª idade de Israel que vivem na cidade de Sderot? Por que o Conselho permanece em silêncio enquanto estes cidadãos vivem no medo e no pânico todos os dias? Com o Hamas em controle da Faixa de Gaza e seus lançadores de mísseis apontados para Sderot, Israel encara uma situação inaceitável. Israel tem a obrigação e irá proteger sua população civil destes ataques com mísseis. É dever de todos os Estados assegurar o direito à vida e a segurança de seus povo, especialmente contra os atos vis de violência e terrorismo que são realizados com o único propósitode mutilar, aterrorizar e assassinar os inocentes. Eu pergunto a cada Membro deste Conselho: o que vocês fariam se Londres, Moscou, Paris ou Trípoli fossem atacadas ou recebessem disparos? Vocês ficariam quietos e não fariam nada? Tenho certeza que nenhum Estado Membro deste Conselho - e certamente nenhum país no mundo - ficaria em silêncio. E com Israel não é diferente. Agiremos de acordo com nossos direitos inerentes conforme o artigo 51 da Carta das Nações Unidas para proteger e defender nosso povo. Esta é a obrigação e direito de todos os Estados. Sendo assim, é muito perturbador Sr. Presidente, que alguns equacionam falsamente o terrorismo palestino com as ações que Israel toma em sua auto-defesa. Uma clara distinção deve ser feita entre o terrorismo palestino e o direito de defesa de Israel - não apenas na prática e tática mas também em termos de sua moralidade e legalidade. Os terroristas palestinos escolhem como alvo direto os civis israelenses, usando também seus próprios civis como escudos humanos. A brutalidade do Hamas em relação ao seu próprio povo também pode ser vista na violência diária nas ruas de Gaza, onde ataques a civis têm sido rotina. Os terroristas produzem, transportam e lançam foguetes e morteiros a partir de áreas residenciais palestinas densamente povoadas. E ao disparar contra as passagens, os terroristas forçam cinicamente o fechamento destas, atrapalhando os esforços de ajuda humanitária. Recentemente, vimos comboios humanitários usados por terroristas para contrabandear explosivos e armamentos para dentro da Faixa de Gaza, mais um ato cínico para prejudicar seu próprio povo. Em relação a isso, Israel prefere assegurar o bem estar humanitário dos palestinos em Gaza, mesmo que o Hamas escolha abusar destes esforços. O Hamas prefere desviar combustível de geradores domésticos para seus propósitos terroristas, incluindo a produção de foguetes Qassam. Da mesma maneira, Israel escolhe permitir a entrada de eletricidade e combustíveis, como também remédios para dentro da Faixa de Gaza, e trabalha junto a organizações humanitárias e agências relevantes para assegurar que estas necessidades são satisfeitas. Desde junho de 2007, meu governo permitiu que mais de 9.000 palestinos entrassem em Israel para obter tratamento médico. Contrastando com os mais de 1.700 foguetes e morteiros que o Hamas disparou contra Israel a partir da Faixa de Gaza nesse mesmo período. À medida que os foguetes atingem Sderot e outras cidades ao sul de Israel, não devemos nos esquecer que Gilad Shalit ainda se encontra preso por terroristas na Faixa de Gaza. Mais de vinte meses se passaram desde seu seqüestro, e seu paradeiro e estado de saúde são desconhecidos. O próprio Presidente Abbas disse na sexta-feira que o Hamas "destruiu e tenta destruir seus sonhos, futuro e aspirações nacionais". O Hamas controla o destino na Faixa de Gaza. Se o terrorismo cessar, a vida em Gaza mudará. Os palestinos devem entender que eles não lucrarão com o terrorismo. O Hamas não representa a visão nacional palestina. O Hamas é a antítese de dois estados vivendo lado a lado em paz e segurança. Esse movimentop não reconhece o direito de existência de Israel. Não há esperança em escolher o terrorismo, e com toda certeza não há esperança na liderança do Hamas. Sr. Presidente, mão pode haver equivalência moral entre as escolhas de Israel e as escolhas do Hamas. Israel não apenas se preocupa com as condições humanitárias na Faixa de Gaza. Israel é um vizinho interessado no bem estar da população morando ao lado com quem quer trabalhar e avançar na visão de dois-estados. A comunidade internacional deve deixar claro que as ações do Hamas são inaceitáveis, e que continuar a escolher o Hamas apenas levará à continuação do sofrimento - tanto para os iraelenses como para os palestinos. Depende da comunidade internacional dizer aos estados que iniciaram esse debate, e aqueles estados que acham que isolar e condenar Israel trará alguma mudança, que a segurança de Israel não pode ser sacrificada. A garantia do bem estar de todos os israelenses e palestinos começa, primeiramente, com o término do terrorismo e da violência. É a escolha da comunidade internacional deixar claro que o caminho da rejeição, violência e terrorismo, não será tolerado por esse Conselho. Aqueles que buscam subverter o processo bilateral e o uso da violência para conseguir seus objetivos, não conseguirão apoio da comunidade internacional. A paz começa com o povo e suas escolhas. A Dra. Adrianna Katz. uma médica israelense vivendo em Sderot foi perguntada recentemente sobre o que facilitaria sua vida. Sua resposta é um lembrete importante para todos nós do que precisa ser feito. Ela disse: "Precisamos de toda a ajuda possível. Mas a melhor coisa que poderia acontecer seria uma paz duradoura". Lembre-se dessas palavras. E deixe-nos ter a esperança de que as escolhas certas serão feitas. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Direito de Resposta Sr. Presidente, obrigado por permitir que minha Delegação se dirija ao Conselho mais uma vez. A organização terrorista Hamas que opera na Faixa de Gaza e é a responsável pela atual situação do povo palestino, não se materializou do próprio ar. O Hamas - e outras organizações terroristas - são apoiadas e financiadas por estados na região, como a Síria, em violação de suas obrigações sob as leis internacionais, e particularmente a Resolução 1383 do Conselho de Segurança. É então o máximo da hiprocrisia, cinismo e indecência que o distinto representante da Síria se dirija ao Conselho para condenar Israel por simplesmente defender-se dos terroristas do Hamas, o qual a Síria apóia. Damasco é o lar e quartel-general de numerosas organizações terroristas, incluindo a Jihad Islâmica e o Hamas. O líder político do Hamas - Khaled Mashal - vive em Damasco enquanto continua a orquestrar o assassinato de israelenses. Israel clama a todos os estados para cessar seu apoio aos terroristas e ao terrorismo, de acordo com as leis internacionais. Sr. Presidente, é profundamente lamentável que durante a declaração dessa manhã, um membro de um estado participante deste Conselho tenha se utilizado do termo "genocídio", para referir-se à situação na Faixa de Gaza. É altamente insensível para os sobreviventes do genocídio ao redor do mundo e à sensibilidade deste Conselho usar tal linguagem de uma maneira tão leviana. A minha Delegação conclama os estados membros a serem mais responsáveis com a linguagem usada em suas declarações. Finalmente, Sr. Presidente, é espantoso - apesar de não ser surpreendente - que algumas delegações que se dirigiram ao Conselho nesta data foram capazes de referir-se à situação na Faixa de Gaza por um prisma unilateral, sem compreensão das verdadeiras causas da situação. A falta de comentários sobre o Hamas corrobora o fato de que as deliberações nesta sala não estão em sintonia com a realidade. Reitero o compromisso de Israel de facilitar a ajuda humanitária necessária à população civil palestina na Faixa de Gaza. A atual situação que Israel encara é o mesmo desafio que toda democracia confronta quando lida com o terrorismo: assegurar os padrões das leis internacionais, mesmo que os terroristas contra quem combate, violem estas mesmas leis. |