Autoridade Palestina já pagou cerca de um milhão de dólares para autores intelectuais de atentado à pizzaria Sbarro em Jerusalém; um brasileiro morreu no ataque

Dezoito anos após o atentado terrorista que matou 15 pessoas numa pizzaria de Jerusalém, em 9 de agosto de 2001, a Autoridade Palestina (PA) já pagou cerca de um milhão de dólares para os sete autores intelectuais do crime. O brasileiro Jorge Balazs, de 69 anos, morreu no atentado. Sua esposa Flora Rosenbaum e sua filha Deborah Brando Balazs da Costa Faria ficaram feridas. Ela ficou internada no hospital Hadassah Ein Keren, em Jerusalém, por 17 dias, com queimaduras e estilhaços no corpo.

A terrorista Ahlam Tamimi, que planejou o atentado, disse que “não se arrepende”. “Nenhum prisioneiro palestino lamenta o que fez”, disse ela.

Desde aquele dia fatídico, em que 15 pessoas foram mortas, entre elas sete crianças e dois americanos – Malki Roth e Shoshana Yehudit Greenbaum -, a PA já pagou aos autores do atentado e a seus familiares US$ 910.823, segundo a mídia palestina.

Atualmente, a PA paga US$ 7.321 por mês para os autores do atentado terrorista à pizzaria Sbarro e a suas famílias, segundo a mídia palestina. Entre os beneficiários dos pagamentos estão a família do terrorista suicida Izz al-Din al-Masri e o fabricante de bombas Abdullah Barghouti. Tamimi recebeu 51.836 dólares até ser libertada e seguir para a Jordânia.

O atentado ocorreu às 14 horas de uma tarde de férias verão, em 9 de agosto de 2001, quando a pizzaria Sbarro, na esquina das ruas King George e Jaffa, em Jerusalém, estava lotada. O ato foi praticado pelo terrorista suicida Izz al-Din al-Masri, que carregava um violão e um cinturão carregados com cerca de 5 a 10 quilos de explosivos, contendo em seu interior também pregos, porcas e parafusos, que acabaram sendo lançados a longa distância com a detonação da bomba. Quinze pessoas morreram, sete delas crianças, e 130 ficaram feridas. Entre os mortos estava uma família de cinco pessoas (dois adultos e três crianças). O número de mortos provavelmente teria sido maior, caso o local não tivesse passado por uma reforma pouco antes para reforçar a sua estrutura.