Em dezembro de 2010, o New York Times tirou do ar um site chamado “New York Times de graça”, que instruía os leitores sobre como driblar a segurança do jornal e obter as notícias sem pagar. O que mais chama a atenção no caso não é a iniciativa do jornal americano, mas o perfil do criador do site: um jovem que tinha então apenas 16 anos de idade.
O israelense Ben Lang, hoje com 18 anos, pretende continuar seus dribles, mas de forma mais séria. Ele fundou a Innovation Israel, uma comunidade que reúne investidores, empresários e jovens inventores – como ele. O grupo já tem 2.500 membros no Facebook.
“Estive em uma ‘chocadeira’ no Vale do Silício – e depois de voltar a Israel, vejo o quão incrível é a comunidade de start-ups [empresas iniciantes em diversos setores de alta tecnologia] por aqui”, disse Ben. As áreas que mais lhe interessam são educação online e aplicativos para celulares.
17.841 crianças judias e 123 crianças das etnias roma e sinti que moravam na Holanda foram assassinadas pelos nazistas nas câmaras de gás de Auschwitz e Sobibor.
O escritor Guus Luijters e a pesquisadora Aline Pennewaard as tiraram do anonimato, com a publicação na Holanda do livro “In Memoriam, as crianças judias, roma e sinti deportadas e assassinadas, 1942-1945” (sem tradução para o português).
A obra é sóbria, com pouco mais que nomes, endereços, datas de nascimento e morte, e fotos. Mas isso foi feito propositalmente: “Não é um livro para ser lido, mas para existir”, disse Luijters à rádio Nederland.
O Arquivo Municipal de Amsterdã dedica uma exposição ao livro, na qual o ponto central é uma longa mesa com as 2.900 fotos encontradas. A mostra está em cartaz de 10 de fevereiro a 20 de maio de 2012.
Hamburgo, 1936. August Landmesser, um homem que sabia demais. Reprodução.
No porto de Hamburgo, em 1936, uma multidão faz a saudação nazista durante o lançamento de um navio militar. Menos August Landmesser. Ele já sabia que a história não acabaria bem.
August foi membro do Partido Nazista de 1931 a 1935 – para ajudar na busca de emprego -, mas depois de ter duas filhas com Irma Eckler, judia, foi detido várias vezes, acusado de "desonrar a raça". Os nazistas também impediram o casamento deles. Em 1938, August foi condenado a dois anos e meio de prisão. Irma também foi detida.
As crianças, Ingrid e Irene, foram separadas. O pai foi liberado da prisão, em 1941. Em 1944, foi convocado para a guerra e morreu em ação, pouco depois. Irma morreu em 1942.
Somente em 1991, August foi identificado, depois que uma de suas filhas viu a foto, no jornal alemão Die Zeit.
Esta imagem está correndo a internet, mas, segundo a Wikipédia alemã, não é certo que o homem na foto seja Landmesser.
Material de divulgação do filme “The Law in These Parts”.
2012 está sendo um grande ano para o cinema israelense. O documentário “The Law in These Parts”, de Ra’anan Alexandrowicz recebeu o prêmio de sua categoria no Festival de Cinema de Sundance, e “Footnote”, de Joseph Cedar, foi indicado ao Oscar melhor filme estrangeiro. Israel já está entre os 10 países com mais indicações ao prêmio da Academia – 10 ao todo; quatro nos últimos cinco anos.
A produção cinematográfica israelense entre as décadas de 50 e 70 era basicamente de chanchadas e de roteiros sem profundidade, afirma Daniela Kresch em artigo no jornal O Globo. Nos anos 1980, a falta de dinheiro impediu a mudança de cenário. Nos anos 90, Israel chegou a produzir somente cinco filmes por ano.
Com a criação do Fundo Nacional do Cinema pelo governo israelense, há 10 anos, as produções aumentaram em número, qualidade e prestígio internacional. Também a temática dos filmes parece estar mudando: dos quatro filmes israelenses indicados ao Oscar nos últimos cinco anos, três eram sobre o conflito árabe-israelense - “Beaufort” (2008), “Valsa com Bashir” (2009) e “Ajami” (2010). Já “Footnote”, o mais recente, traz a relação entre pai e filho como mote, um tema mais universal.