O professor Carlos Alberto Póvoa, especialista no processo migratório dos judeus em São Paulo, elaborou um roteiro de visita a pé ao bairro do Bom Retiro, o qual inclui ruas célebres e importantes sinagogas históricas.
Por meio deste passeio a um dos corações judaicos de São Paulo, serão abordados o processo migratório dos judeus no Brasil e sua inserção no espaço urbano, no processo de construir "o seu lugar", bem como sua identidade por meio da materialidade religiosa e cultural.
O passeio ocorrerá em 29 de junho, das 9h às 13h. Idade: a partir de 18 anos. Vagas limitadas a 40 participantes. Local de saída: ICIB – Rua Três Rios, 252. Preço: R$20,00 (a ser pago em dinheiro ou cheque).
As inscrições deverão ser realizadas antecipadamente via inscricao@culturajudaica.org.br , e o pagamento poderá ser feito no próprio Centro da Cultura Judaica, com Valéria ou Michella, de terça à sexta, das 10h às 18h, até 24 de junho, ou no próprio dia do evento.
Em plena ditadura militar, nos idos de 1965, um grupo de intelectuais, reunidos em São Paulo, em torno de Jacó e Guita Guinsburg, renovou a bibliografia das ciências humanas no Brasil.
Nascido na Bessarábia, há 92 anos, Jacó lançou a coleção Judaica, que abarcou, no plano ficcional e do pensamento, a produção dos quatro milênios de existência do povo judeu.
Depois, a editora partiu para a publicação da ensaística de ponta nos diferentes ramos das artes, literatura, filosofia, linguística, ciências humanas, criando a Coleção Debates, com contribuições de autores como: Umberto Eco, Roman Jakobson, Martin Buber, Tzvetan Todorov, Fernand Braudel, Gershom Scholem, Anatol Rosenfeld, Benedito Nunes, Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio de Almeida Prado, Sábato Magaldi.
Com escolhas pouco influenciadas pelas tendências do mercado, chegou ao milésimo título: "Coisas e Anjos de Rilke", de Augusto de Campos, ainda mantendo o famoso design conciso de Moysés Baustein (pedimos desculpas por interferir em sua obra, na imagem que usamos no Facebook).
"Cada década teve uma editora marcante: nos anos 1980, foi a Brasiliense; nos 90, a Companhia das Letras; nos 2000, a Cosac Naify. Nos 1970, foi a Perspectiva", disse à Folha de S. Paulo o editor da Edusp, Plínio Martins Filho, que trabalhou lá de 1971 a 1989.
Morreu neste domingo, aos 94 anos, em São Paulo, a escritora Tatiana Belinky, uma das principais autoras de livros infantojuvenis do Brasil.
Nascida na Rússia, ela veio com a família ao Brasil quando tinha dez anos. "Foi uma personalidade muito importante na cultura brasileira e de São Paulo. Não só na literatura, mas também no teatro e na televisão", disse sobre ela a escritora de literatura infantil Ruth Rocha, amiga da autora e companheira de Academia Paulista de Letras.
“Suas raízes russas e judaicas também se fizeram importantes na construção de suas histórias, muitas vezes recontadas a partir destas matrizes culturais”, disse à Folha de S. Paulo Marisa Lajolo, professora de literatura. “Figuras fantásticas, camponeses, cenários ora rurais ora urbanos, envolventes enredos sentimentais, discussões de fundo ético temperadas de humor são a espinha dorsal de seus livros”.
Belinky publicou mais de 100 títulos, entre eles o autobiográfico "Transplante de Menina - Da Rua dos Navios à Rua Jaguaribe" (editora Moderna) e o livro de poemas "Limeriques do Bípede Apaixonado" (editora 34), dois de seus prediletos, segundo a Folha.
Capa do LP “Jacob Revive Músicas de Ernesto Nazareth”. Foto: Divulgação.
O projeto Jazz ao Pôr-do-Sol, do Centro da Cultura Judaica, em São Paulo, homenageia aos grandes nomes da música popular. Neste domingo, Joseval Paes (guitarra e bandolim) e o Lelo Izar Trio (bateria, piano e baixo acústico) visitarão a obra de Jacob do Bandolim.
Filho do capixaba Francisco Gomes Bittencourt e da judia polonesa Raquel Pick, Jacob é autor de clássicos do choro, como “Doce de Coco”, “Noites Cariocas” e “Assanhado”.
O projeto Jazz ao Pôr-do-Sol tem caráter intercultural, dando destaque à contribuição de artistas consagrados, pertencentes a diferentes comunidades e tradições.
Além das diferentes homenagens, a série apresenta instrumentistas diversos a cada show, os quais atuam junto com o trio de Lelo Izar , baterista que já foi indicado ao Grammy.
Cada show é precedido por um bate-papo com o maestro Ricardo Calderoni, curador da série.
O evento ocorrerá às 17h30, com entrada gratuita. Retirada de ingresso com uma hora de antecedência.
Prece na Sinagoga Maghen David, na Tijuca. Foto: Divulgação.
O livro “Beit – Sinagogas do Rio”, do jornalista e fotógrafo Felipe Goifman, será lançado em 18 de junho, no Centro da Cultura Judaica, em São Paulo.
A obra traz um ensaio fotográfico sobre a presença judaica no Rio de Janeiro nos dias de hoje e entrevistas com pessoas que contribuíram para a formação das sinagogas.
Também mostra que várias famílias cariocas judias escolhem seu templo conforme a origem de seus ancestrais: judeus alemães vão à ARI, em Botafogo, ou ainda à sinagoga de Olaria; judeus do Egito, ao CIB, em Copacabana; marroquinos, à Shel Guemilut Hassadim, em Botafogo; libaneses vão ao templo Sidon e à sinagoga beirutense; os sírios, ao Templo União Israel; os belgas, à sinagoga de Copacabana.
Os mais ortodoxos seguem a linha Lubavitch, com templos no Leblon, Copacabana, Barra da Tijuca e na cidade de Petrópolis.
No lançamento, a partir das 20h30, o autor participará de um bate-papo com o professor e pesquisador José Luiz Goldfarb, presidente da Cátedra de Cultura Judaica da PUC-SP. Serão também exibidas as imagens que compõem o livro e trechos das entrevistas realizadas para a publicação.
“Beit – Sinagogas do Rio” foi lançado na capital fluminense em novembro de 2012.
Prece na Sinagoga Shel Guemilut Hassadim, em Botafogo. Foto: Divulgação.