Edição nº 12 - 17/08/2006 - Imprimir - Fale Conosco


Representantes da Conib solicitam dispensa de trabalho para membros da comunidade nas Eleições

Jack Terpins- presidente da Conib e Fernando Lottenberg-secretário–geral da Conib estiveram em audiência, em Brasília, com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio e com o desembargador Henrique Nelson Calandra, vice-presidente da Associação Paulista de Magistrados, para solicitar a dispensa de mesários judeus convocados para trabalhar nas próximas eleições, bem como das escolas judaicas designadas para o pleito. A reivindicação será analisada pelo Plenário do TSE. (foto: Ministro Marco Aurélio Melo recebendo a petição de Jack Terpins, também na foto, o desembargador Calandra e Fernando Lottenberg)



CARTA ABERTA

Os professores do Programa de Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas do Departamento de Letras Orientais da USP –FFLCH (Berta Waldman, Eliana Langer, Marta Francisca Topel, Moacir Amâncio, Suzana Chwarts, Rifka Berezin, Ana Szpiczkowski, Ruth Leftel, Nancy Rozenchan) angustiados, como todo o povo brasileiro, devido ao conflito entre o Hezbollah e o Estado de Israel, cujos desdobramentos todos lamentamos, ficaram consternados ao receber o e-mail com a informação sobre o “ATO PÚBLICO PELO FIM IMEDIATO DO MASSACRE AOS POVOS DO LÍBANO E DA PALESTINA PELO GOVERNO DE ISRAEL”, ato ao qual não foi convidado nenhum palestrante que pudesse explicar a posição de Israel. Indignados com esse unilateralismo e constrangidos pela falta de lealdade intelectual dos organizadores do evento, colegas da USP, lembramos uma lição que todos conhecemos: não existe uma única história a ser contada. Ou os acadêmicos da USP não tomaram conhecimento de que em uma guerra, em qualquer guerra, a primeira vítima fatal é a Verdade? Impedidos de participar do ato, consideramo-nos no dever de esclarecer algumas questões:

1. Enquanto o conflito entre Israel e o Hezbollah continua fazendo vítimas fatais dos dois lados, a maioria delas civis, diferentes vozes da comunidade internacional exigem a suspensão imediata dos ataques armados e a implementação de uma força internacional no sul do Líbano. Esta força deverá ser capaz de conter a beligerância de ambas as partes para imediatamente transformar-se no primeiro passo para o início de negociações que assegurem, se não uma paz duradoura na região, uma trégua sólida.

2. À guerra que milhões de brasileiros assistem cotidianamente na TV é uma guerra infame: uma guerra de retaguardas, na qual os civis constituem o alvo fundamental da estratégia militar ofensiva do Hezbollah, o Partido de Deus. Há três semanas, a guerrilha xiita lançou as primeiras rajadas de mísseis para iniciar sua ofensiva de Guerra Santa contra a população civil de Israel, adotando, simultaneamente, a estratégia de tomar como aliados cativos para sua defesa a população xiita do sul do Líbano, isto é, quase 35% dos habitantes desse país, entre os quais, dezenas de milhares de mulheres e crianças.

3. A retirada do exército israelense do sul do Líbano em maio de 2000 permitiu a reconstrução desse país e a delimitação de uma fronteira internacional entre dois estados soberanos: o Estado de Israel e o Líbano, reconhecida por ambos os países e legitimada pela comunidade internacional representada pela ONU. A partir desse momento, coube ao governo libanês a implementação da resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU de desarmar o Hezbollah, e impedi-lo de continuar atuando como uma guerrilha. Entretanto, durante os últimos seis anos, o Partido de Deus, apoiado e financiado pelo Irã e pela Síria, conseguiu se armar desmedidamente e esperar a oportunidade para desencadear uma nova guerra no Oriente Médio, guerra que fortalece seu fundamentalismo de forma diretamente proporcional ao número de vítimas fatais que aumenta a cada dia. Os fatos são claros: há três semanas, Nasrallah provocou Israel lançando uma guerra que tem por fim a população civil israelense, atacada pelo bombardeio de mísseis, concebida como um projeto visando a uma vitória audaz do fundamentalismo islâmico.

4. Entretanto, por trás da retórica do fundamentalismo do Hezbollah há considerações políticas internas que dizem respeito à partilha do poder no Líbano, bem como estratégias na disputa inter-islâmica que hoje enfrentam, não só no Líbano, xiitas e sunitas.

5. Atenção! Quanto maior o número de vítimas israelenses, maiores os ganhos políticos do fundamentalismo em sua Guerra Santa, cujo objetivo principal é a destruição do Estado de Israel, objetivo abertamente declarado, não só por Nasrallah, mas também pelo seu protetor: o presidente do Irã. Além do mais, esta guerra tem para ambos um outro objetivo: destruir a única democracia no Oriente Médio. Demonstrar a inviabilidade da única democracia no Oriente Médio.

6. A tragédia das vítimas civis libanesas é, com toda razão, mostrada, lembrada e lamentada diariamente na mídia de todos os países civilizados, despertando clamores éticos. Também na mídia israelense. O alto número de baixas do lado libanês e a desproporção com relação às baixas israelenses não se deve exclusivamente aos bombardeios realizados pelo exército de Israel, mas, principalmente, à estratégia covarde das milícias do Partido de Deus, que se entrincheiram no meio da população civil para proteger seu aparato bélico das forças israelenses.

7. Além do mais, na era do fundamentalismo criminal do Jihad, tudo indica que a ética ganha estatuto teológico segundo uma concepção sacrificial da resistência dos oprimidos. Ou seja: essa ética só vigora para as vítimas propiciatórias da Guerra Santa: os terroristas suicidas e a população civil xiita cativa do Partido de Deus. Os judeus civis assassinados não têm destaque na mídia internacional, nem são consideradas vítimas cativas do terrorismo islâmico. O assassinato de israelenses - judeus e árabes- em seus lares, hospitais e ruas não desperta um dilema ético: elas estão condenadas a priori por formar parte do “inimigo sionista”.

8. A única solução para pôr fim a uma lógica bélica que extirpou a política da cena são as negociações. Só o diálogo conseguirá colocar um ponto final ao massacre de milhares de civis inocentes. Mas aceitar a idéia do diálogo é difícil para as partes envolvidas no conflito, como é difícil para alguns intelectuais que privilegiam o unilateralismo ao debate.

* * * * * * * *

Entretanto, nem tudo está perdido. Intelectuais palestinos, como Edward Said, conseguiram se abrir ao diálogo na tentativa de superar uma dialética que pareceria não ter síntese. Intelectuais judeus e israelenses dialogam com seus pares palestinos tentando o difícil exercício de se colocar um na pele do outro. Em contrapartida, nossos colegas da Usp insistem no monólogo. Esse monólogo lembra as palavras do escritor israelense Amós Oz quando diz: “Quase sempre é mais fácil para mim dialogar com palestinos pragmáticos do que com os amigos europeus dos palestinos.

As discussões com os intelectuais europeus se baseiam exclusivamente no espanto moral e em expressões de desprezo, às vezes em relação a Israel, às vezes em relação ao Islã fanático. Em contraposição, os encontros com palestinos pragmáticos se parecem menos com processos jurídicos e mais com conversas entre médicos nas UTIs dos hospitais: às vezes temos entre nós diferenças sobre que é mais urgente, qual remédio vai ajudar e qual pode colocar em risco o ferido. Mas a discussão sobre quem é o culpado, ou quem é o mais culpado, ou quem começou, ou quem é merecedor de condenação, nós a protelamos até acabar a hemorragia”.


Resolução 1701 - Pontos de importância para Israel

A Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, adotada em 11 de agosto de 2006, contém os elementos essenciais que Israel acredita serem necessários para construir uma situação mais estável e mais segura, e que irá prevenir que o Hezbollah seja novamente capaz de criar o tipo de crise regional vista no último mês. O preâmbulo da Resolução claramente culpa o Hezbollah pela crise corrente, pede a libertação incondicional dos reféns israelenses e a implementação da Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU.

Nos parágrafos operacionais, a Resolução pede o fim de todos os ataques armados do Hezbollah, cria uma nova, e mais forte, UNIFIL (15 mil soldados), concede a UNIFIL um mandato mais apropriado (para tomar "toda ação necessária" para prevenir atividades hostis de qualquer tipo em sua área de operação), pede que não existam grupos armados, estrangeiros ou nacionais (em outras palavras, milícia armada do Hezbollah ou conselheiros militares sírios e iranianos) no Líbano, estabelece um embargo de armas para grupos libaneses que não sejam o governo, reforçado pela UNIFIL (em aeroportos, portos marítimos e cruzamentos de fronteiras), e proíbe elementos armados do Hezbollah de retornar ao sul do Líbano, da Linha Azul ao Rio Litani.

Assim, a Resolução contém os elementos fundamentais que o Governo de Israel buscou alcançar após o ataque transfronteiriço, e não provocado, e os bombardeiros do Hezbollah em 12 de julho: o retorno dos reféns israelenses, a remoção da ameaça do Hezbollah sobre as cidades israelenses no norte, e a implementação da Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU, que determina que o Líbano amplie sua soberania sobre todo seu território, posicione seu exército no sul do país e ao longo da fronteira com Israel e desarme o Hezbollah. Israel espera que a comunidade internacional tome todos os passos concretos necessários para a implementação total e efetiva da Resolução recentemente aprovada.

(Fonte: Depto de Comunicação e Relações Públicas - Embaixada de Israel no Brasil)


CIP apresenta "Vozes do Holocausto" em SP

Como um dos eventos comemorativos do 70º aniversário da Congregação Israelita Paulista (CIP), será apresentado no dia 29 de agosto, às 20h30, no Teatro Cultura Artística, um dos mais dramáticos musicais da história judaica contemporânea, "Vozes do Holocausto", de Sheridan Seyfried. O espetáculo é uma coletânea de 22 canções - em idish e inglês - dos guetos judaicos e campos de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial.

Compostas, originalmente, em idish, as canções representam as vozes de milhões de judeus que viram e conviveram com a morte e a devastação do seu povo, em um dos momentos mais bárbaros da sua história. Neste cenário dantesco, muitos judeus driblaram a dura realidade em que viviam e transformaram a dor em esperança. Neste desejo inerente do ser humano de sobreviver, a música foi o refrigério de muitas vítimas do Holocausto.

"Vozes do Holocausto" já apresentado nos Estados Unidos pelo maestro Russel Shelley, foi trazido para o Brasil pelo regente baiano Cícero Alves Filho. O concerto traz mais de 150 pessoas dentre elas, 90 adultos, cerca de 47 crianças de 8 a 13 anos de idade, integrantes do Coro Comunitário Cícero Alves Filho, Instituto de Educação Musical (IEM) e Coral dos Pequenos Cantores do Colégio Anchieta, além de quatro solistas acompanhados por violino, viola, violoncelo, flauta, oboé, piano e, na versão apresentada pela CIP, haverá a participação especial do ator Dan Stulbach que, nos intervalos do espetáculo, contextualiza cada uma das canções executadas.

Alves Filho teve seu primeiro contato com o "Vozes do Holocausto", em 2004, quando lecionava música brasileira para o Choral Society - um dos grupos regidos por Shelley - na Pensilvânia (EUA). Ao assistir uma das apresentações feitas por Shelley, durante a temporada norte-americana, Alves Filho recebeu o programa do espetáculo e a sugestão de criar sua versão brasileira. "Não podia deixar que tudo isso passasse em branco, sem um relato de tudo o que havia acontecido ao povo judeu", argumenta o maestro baiano.

Essas canções, segundo Alves Filho, passaram de boca em boca até a década de 70, quando duas pesquisadoras judias documentaram em livro a capacidade de seus antepassados de garimpar arte da própria desgraça. Selecionadas pelo pesquisador Philip Klein e orquestradas pelo jovem compositor norte-americano Sheridan Seyfried. As letras retratam situações cotidianas de quem era perseguido pelo nazismo, como a angústia das viagens de trem aos campos de concentração, até o contraditório bom humor que crianças e adultos judeus tinham que se valer para conseguir um pedaço de pão.

"A música que fala da dor tem o poder de extrair o que há de mais sublime no ser humano. As canções são muito bonitas e as letras são muito tristes. A maioria dos compositores morreu entre 1941 e 1945", revela Alves Filho. O evento tem o apoio da Sociedade Israelita da Bahia (SIB) e da Confederação Israelita do Brasil (Conib).

* * * * *

"Vozes do Holocausto"
Local: Teatro Cultura Artística
Endereço: Rua Nestor Pestana, 196 - Sala Esther Mesquita
Data: 29 de agosto de 2006 - Horário: 20h30
Informações e vendas de ingressos: 6808 6260 e 6808 6270
Horário: 2ª à 5ª feira: das 10 às 20 horas / 6ª feira:10h às 18h45
Estacionamento: c/desconto Estapar nº 45 e 129 da mesma rua


À direção e aos membros da SINTUSP

Mensagem de Jaques Gheiner - Professor UFRJ

A página http://www.sintusp.org.br/bole_2006/pdf/bol%2062.pdf prega o extermínio do estado de Israel, única democracia num Oriente Médio recheado de estados totalitários que mantém as populações na miséria apesar de sultanatos, ditadores viverem nababescamente dos petrodólares, para não falar de regimes facistas como o do Irã em que uma mistura de religião fundamentalista com poder político impede mulheres de estudarem e de se vestirem conforme sua própria vontade. A intolerância com outras religiões e com a liberdade individual em países como Irã e Síria não é reproduzida na democracia israeli onde vivem lado a lado cristãos, drusos, árabes muçulmanos, judeus com todos os direitos de cidadania e liberdade de expressão. 

Ataca portanto a SINTUSP nesta página o único regime do Oriente Médio que oferece liberdades individuais e democracia, se aliando na atitude ao que existe de mais atrasado e retrógrado no mundo político que são as ditaduras árabes do Oriente Médio e o facismo islâmico do Irã. O atual conflito entre Israel e Hezbollah é nada mais nada menos que uma guerra por procuração de estados totalitários Síria e Irã contra Israel que tem um modelo de democracia que não lhes interessa no Oriente Médio. Irã e Síria que armaram e deram condições para que o Hezbollah tomasse conta do sul do Líbano ursupando a soberania do próprio Líbano sobre parte importante do seu território.

E a SINTUSP defende o extermínio da democracia israeli. Via de regra os que defendem o extermínio do legítimo estado judaico, criado e aprovado pela ONU, numa região onde milenarmente os judeus nunca deixaram de habitar, têm por trás o anti-judaísmo, o ódio ao judeu que caricaturam para canalizar o ódio. Ocorre que racismo e anti-judaísmo são condenáveis pelas leis brasileiras. Assim, solicito que de acordo com os princípios de tolerância e convivência entre os povos a SINTUSP, e de acordo com as leis brasileiras, retire essa página racista do ar. Ao propagar a intolerância e o ódio esta página com certeza foge aos ideais mais caros de uma universidade que deve primar pela pluralidade e pela tolerância.

Boletim 01 - 05/05/2006
Boletim 02 - 15/05/2006
Boletim 03 - 19/05/2006
Boletim 04 - 06/06/2006
Boletim 05 - 19/06/2006
Boletim 06 - 27/06/2006
Boletim 07 - 02/07/2006
Boletim 08 - 17/07/2006
Boletim 09 - 19/07/2006
Boletim 10 - 02/08/2006
Boletim 11 - 07/08/2006
Boletim 12 - 17/08/2006


Para marcar os 60 anos de sua fundação, a Federação Israelita do Estado de São Paulo promove neste domingo, dia 20, às 19h30, no Palácio dos Bandeirantes, um evento para cerca de 800 convidados. Veja mais...


Festival do Cinema Judaico começa neste dia 17 de agosto
Local: Cine Espaço Unibanco 1
Patrocínio: CHL - RJZ - BBR - FIERJ - Hebraica/SP
Informações: 2236-4367.
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Uma Sociedade Israelita formada por 200 famílias e localizado no Centro de Campinas foi alvo, nesta madrugada, de um ataque com bomba de fabricação caseira. O ataque foi desferido por dois homens que se encontravam em um carro da cor preta e que, segundo investigações policiais, podiam estar sendo auxiliados por outras quatro pessoas. Veja mais...


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Eleições- Comunicado
Em 1º de Outubro acontecem as Eleições, e será véspera de Iom Kipur. A Confederação Israelita do Brasil (CONIB) informa às pessoas da comunidade que forem convocadas para trabalharem nas mesmas, que deverão enviar seu nome completo e RG para o email: conib@conib.org.br, a fim de que possamos levar os dados ao Tribunal Regional Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, solicitando dispensa.


BOLETIM CONIB - Informativo da Confederação Israelita do Brasil
A Conib é a representante política da comunidade judaica do Brasil
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www.conib.org.br - E-mail: info@conib.org.br