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Edição nº 14 -
06/09/2006 -
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ELEIÇÕES 2006 -
DISPENSA Como é de conhecimento geral, as eleições deste ano acontecem na véspera do Iom Kipur, uma das datas mais sagradas para o judaísmo. Ciente disso, a CONIB vem trabalhando arduamente perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para obtenção da dispensa dos mesários e eleitores judeus, bem como dos locais de votação que utilizem espaços de entidades
judaicas. Há pouco tempo, o presidente e o secretário-geral da CONIB - Jack Terpins e Fernando Lottenberg - estiveram em audiência, em Brasília, acompanhados do Desembargador Henrique Nelson Calandra - Vice-presidente da Associção Paulista de Magistrados, expondo tal questão a presidente do TSE - Ministro Marco Aurélio de Mello. Na ocasião, foi lá protocolado um requerimento(PET nº 2058), para o qual foi designado como relator o ministro José Delgado, pleiteando a dispensa da obrigação de membros da comunidade judaica atuarem como mesários, bem como no que se refere aos espaços de entidades da comunidade. Nesta semana foi apresentado ao ministro um memorial, e o processo deverá ser julgado nos próximos dias. |
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LANÇAMENTO DO LIVRO DE MARCOS LOSEKANN Na última sexta-feira, dia 1/9, o correspondente internacional da Rede Globo de Televisão, o jornalista Marcos Losekann lançou o livro 'O Dossiê
Iscariotes', na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Prestigiaram o evento, pela Conib - Gustavo Erlichman,
Ida Apor - secretária executiva e Silvia Perlov - assessora de imprensa, e pela Federação Israelita do Estado de S.Paulo - Ricardo Berkiensztat- vice-presidente de Política.
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NA’AMAT BRASIL
TEM NOVA PRESIDENTE Foi empossada, como presidente da Na'amat Pioneiras -Brasil, Léia Hecht, tendo como sua diretoria, as co-presidentes - Bela Katz (SP), Malvina Ghivelder(RJ), Ceres Bin (RS), Marina Hasson (Curitiba), presidente de honra - Ida Portnoi e assessoras da presidência - Myrian Roth e Sara Wulkan. Estarão sob sua coordenação, Centros de Na'amat de 11 estados brasileiros (Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul), que trabalharão com vistas a contribuir no desenvolvimento e valorização da mulher e preservar as tradições e a identidade
judaico-sionista. A cerimônia de posse da nova presidência encerrou o XVI Kinus Artzi (Congresso Nacional) de Na’amat Pioneiras Brasil, realizado a cada três anos alternadamente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, e que teve como tema este ano ‘A Missão de Na’amat Brasil para o Século XXI’, quando a CONIB esteve representada pelo seu diretor executivo - Luiz Sérgio Steinecke e por Ida Apor - secretária executiva.
O encontro foi realizado entre os dias 30 de agosto a 03 de setembro, em São Paulo, reunindo 115 voluntárias de todos os Centros da Organização, e contou com a participação especial da coordenadora do Depto de Relações com a Diáspora de Na’amat Israel - Shirli
Shavit. Léia Hecht sucede Myrian Mau Roth, que esteve à frente da Organização, nos últimos seis anos e foi homenageada por seu trabalho e dedicação à
Na’amat. A Na´amat é uma Organização Feminina Judaica Beneficente, atuando em vários países, e no Brasil existe desde 1948. 
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DIRIGENTES DO CJM SE REÚNEM EM
ISRAEL
Os principais líderes do Congresso Judaico Mundial reuniram-se em
Israel com governantes e comandos militares, com o intuito de se inteirar mais acerca do conflito entre o Hezbollah e Israel e a
crescente ameaça proveniente dos países que sustentam os movimentos terroristas islâmicos, como o Irã e a Síria.
Tomaram parte da delegação, o presidente do CJM, Edgar Bronfman; a
presidente do Congresso Judaico Norte-Americano, Evelyn Sommer; o presidente do Congresso Judaico Latino-Americano - Jack Terpins; o presidente do Congresso Judaico Euro-Asiático, Alexander Machkevitch; e Matityahu Droblas; Israel Singer; Yehiel Leket e Stephen
E.Herbits. Ao término do encontro com o primeiro-ministro Ehud Olmert, Edgar Bronfman declarou:
“Estes terroristas e os Estados que os patrocinam são nosso principal desafio”.
Ao finalizar a série de encontros, foi divulgado um comunicado em que se expressa a necessidade de se redobrarem os esforços conjuntos com o governo israelense para impedir a propagação do terrorismo e prevenir ataques anti-semitas que aumentaram desde o início desse conflito.
Jack Terpins, representante de América Latina, que também é membro de outras entidades israelis, como Instituto Científico Weizman e Macabi Mundial, pouco
de regressar ao Brasil conversou com o redator de ‘Aurora’ sobre sua visita, a 3ª nos últimos meses. Ele afirma que a guerra não foi improvisada pelas circunstâncias do momento, mas estava antecipadamente programada. “A guerra mudou o foco”. |
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LEIA A ENTREVISTA DE JACK TERPINS,
PRESIDENTE DA CONIB, AO JORNAL ISRAELENSE AURORA
Aurora: Quais foram os temas da conversa com o primeiro ministro?
Jack Terpins: Ehud Olmert mostrou sua preocupação com o
ressurgimento do anti-semitismo no mundo. A guerra não foi somente de Israel, e sim afetou todo o povo judeu. Assim mesmo,
gostaria de destacar as boas relações que mantemos com os presidentes de Argentina, Nestor Kirchner, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Solicitamos ajuda para explicar a posição de Israel frente
à tanta mentira propagada. Segundo a imprensa internacional, Israel perdeu a guerra, nos meios de comunicação não se viram refletidos o sofrimento das pessoas que estavam em Israel, e que tiveram de se refugiar em abrigos por semanas enquanto suas casas eram bombardeadas. A imprensa criou uma impressão de que Israel destruiu o Líbano por completo, o que não
é verdade. Vimos fotos de poucos dias que mostram pessoas tomando café nos bares de
Beirute.
Aurora: Vocês informaram aos governantes sobre a situação das comunidades da Diáspora?
J.T.: O Governo sabe perfeitamente quais são os problemas atuais.
Os representantes norte-americanos também falaram sobre isso, deixando claro o privilégio que a mídia dá ao Hezbollah. Isso, apesar de que tanto os
Estados Unidos como a Argentina sabem que o Hezbollah é responsável pelos atentados terroristas.
Aurora.:Nas últimas semanas, assistimos a um conjunto de ações
anti-semitas, como as manifestações do presidente da Venezuela Hugo Chávez, manifestações
na Argentina e em outros países, violentos ataques na imprensa boliviana etc. Qual sua opinião a respeito?
J.T.: De tudo o que menciona, o problema mais grave é o
anti-semitismo do presidente Hugo Chávez. Por mais que ele negue,
é um anti-semita. A decisão de retirar o encarregado de Negócios
em Israel mostra suas verdadeiras intenções: Desde o momento que
tomou esta iniciativa, ele “misturou” Israel com os judeus de todo o mundo. Os anti-semitas que estavam calados, receberam
como um “incentivo”, e renovaram seus ataques. Devo frisar que nossa relação com o presidente Lula é muito boa, e assim como ele, o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, tem uma outra visão. Cinco dos
assessores do presidente Lula são judeus, e sua relação com a comunidade judia e com seus dirigentes é muito positiva.
Um outro caso com o qual devemos ter cautela, mas não somente nós judeus, é o presidente de Bolívia - Evo Morales por seu nacionalismo exacerbado. De nossa parte, ajudamos no possível a comunidade judaica da Bolívia para que se mantenha firme.
Aurora.: Quais atividades vem sendo desenvolvidas no marco judaico brasileiro?
J.T.: No Brasil foi criado um Ministério de Integração Racial. Estão representados cinco grupos étnicos: índios, negros, ciganos, judeus e palestinos. Na qualidade de representante dos judeus, mantenho contatos com as demais comunidades.
Cooperamos com os delegados negros para reforçar as estruturas comunitárias que eles querem desenvolver. Vislumbramos a possibilidade de que cientistas dessa comunidade venham ao Instituto Científico Weizman para investigar uma enfermidade particular da raça negra e para a qual ainda não existe cura ainda. E que venham outros profissionais para conhecer a absorção dos imigrantes etíopes em Israel. Estamos programando a viagem de 20 líderes comunitários negros para que possam conhecer o país.
Aurora: O que pode falar sobre a juventude judia brasileira?
J.T.: Quando começou a intifada, houve uma aproximação dos
jovens a religião e às entidades judaicas. Apareceram jovens que
não tinham nenhum laço com a comunidade, o que é algo extremamente positivo. |
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DIÁSPORA - Registro on line para judeus expulsos dos países árabes.
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THOMAS FRIEDMAN NO BRASIL
- Thomas L. Friedman, autor do livro "O
mundo é plano", dará uma palestra na CIP Congregação Israelita
Paulista no próximo dia 13 de setembro.
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