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Visita do rabino Singer ao Brasil
O rabino Israel Singer, diretor do
Conselho Político do Congresso Judaico Mundial e principal
responsável pelo movimento de restituição às vítimas e seus
herdeiros dos bens tomados pelos nazistas durante o Holocausto
esteve no Brasil, juntamente com Aldo Donzis - Presidente da DAIA
(Argentina) - e Claudio Epelman, diretor executivo do Congresso
Judaico Latino-Americano, para cumprir extensa agenda, que incluiu
um almoço com representantes da comunidade judaica brasileira,
entrevista coletiva com a imprensa, participação no Cabalat Shabat
na CIP em homenagem ao Dia Internacional de Recordação do
Holocausto, com a presença do presidente Lula e outras
autoridades, além de falar aos presidentes de várias federações
israelitas estaduais, sobre o combate ao anti-semitismo. Essas
discussões sobre esse tema serviram também como uma prévia para o
Fórum Internacional sobre Anti-Semitismo, que acontece a partir de
11 de fevereiro, em Jerusalém, e no qual o Brasil estará
representado por Jack Terpins, presidente da Confederação
Israelita do Brasil e do Congresso Judaico Latino-Americano.

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Atuação da CONIB na Comunidade
Judaica no Século XXI Em
continuidade à reunião realizada no início de janeiro, entre a
diretoria da Confederação Israelita do Brasil - CONIB - e
presidentes das federações estaduais, objetivando elaborar seu
planejamento estratégico e, ao final do processo, reformular seus
estatutos, o grupo esteve nesse último final de semana novamente
reunido em São Paulo. A
programação teve início com a participação de todos no Cabalat
Shabat na CIP, que teve a presença do presidente Lula e de altas
autoridades. Na seqüência, foi oferecido pela CONIB um jantar de
Shabat, com um kidush feito pelo chazan Avi Bursztein, em
homenagem ao rabino Israel Singer, diretor do Conselho Político do
Congresso Judaico Mundial, tendo como convidados especiais Aldo
Donzis, Claudio Epelman, Clara Ant, assessora especial do
presidente Lula, da embaixadora de Israel no Brasil, Tzipora Rimon
e Alexander Ben Zvi, diretor do Ministério das Relações Exteriores
de Israel para a América do Sul.
No dia seguinte, a embaixadora Tzipora
Rimon abriu os trabalhos falando sobre a participação brasileira
no Fórum Internacional sobre Anti-Semitismo, demonstrando também
sua satisfação quanto à viagem dos escritores brasileiros a
Israel, que acontecerá a partir do dia 15 de fevereiro, quando
participarão da 23ª Feira Internacional do Livro de Jerusalém,
além de cumprir um extenso programa.
Fazendo uso da palavra, Alexander Ben
Zvi, diretor do Ministério das Relações Exteriores de Israel para
a América do Sul, expôs seus planos de trabalho, além de fazer um
diagnóstico da região. Com a coordenação de Bruno Laskowsky, foram
colocados em discussão pontos para a formulação do planejamento
estratégico da CONIB, atividade essa que teve a participação da
diretoria da entidade - Jack Terpins, Claudio Lottenberg, Fernando
Lottenberg e Horacio Lewinski, além de Maurice Sommer, Jayme Blay
(Fisesp), Izio Kowes (SIB), Silvio Musman (Fisemg), Henry
Chmelnitsky (FIRGS), Vivienne Landwehr (ACIB), Raquelita Athias (CIP),
Armando Fonseca (Grupo Parlamentar Brasil-Israel); Ricardo Levi (AIC);
Isac Baril (FIP);Sergio Niskier (FIERJ) e dos vice-presidentes da
Fisesp, Boris Ber e Ricardo Berkiensztat.
Encerrando essa primeira rodada, os
rabinos Israel Singer e Henry Sobel falaram sobre judaísmo e
anti-semitismo. Ficou acordado, após os debates, que uma nova
reunião em breve será agendada para que se dê prosseguimento ao
projeto.

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ONU e Fierj realizam cerimônia de
lembrança do holocausto
Com o salão do Palácio do Itamaraty
lotado, a ONU e a Federação Israelita do Rio de Janeiro (FIERJ)
realizaram ato solene em lembrança ao “Dia Internacional de
Recordação das Vítimas do Holocausto”. O evento reforçou a
importância de transmitir permanentemente as lições da tragédia,
sobretudo por meio da educação, e expressou o repúdio a todas as
formas de preconceito. A cerimônia foi prestigiada por
sobreviventes do Holocausto e inúmeras autoridades, como
secretários de Estado, parlamentares e dirigentes de entidades das
mais variadas religiões, raças, credos e etnias.
"O Holocausto ultrapassou uma raça,
uma religião, um grupo ou uma etnia. Negar o Holocausto é aprovar
o massacre, é concordar em sermos livres para destruir uns aos
outros. Queremos um mundo mais humano, repudiamos todo o tipo de
discriminação", disse Carlos dos Santos, diretor da Central de
Informações da ONU no Brasil. "O Holocausto é um fato histórico
sem paralelo. O expansionismo do regime nazista levou à morte mais
de 50 milhões de pessoas. Marcar este dia é a nossa obrigação.
Lembrar para sempre o horror do Holocausto é nosso dever para com
os que tombaram. E que, a cada ano, possamos ficar mais atentos
para que o racismo, a intolerância, o preconceito e a xenofobia
possam ser erradicados" afirmou Sergio Niskier, presidente da
FIERJ.

Carlos dos Santos, diretor do Centro
de Informação da ONU no Rio de Janeiro e Sergio Niskier,
Presidente da FIERJ.
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