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Edição nº 52 - 29/08/2007
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TERPINS RECEBE O PRÊMIO CICLA
Jack Terpins- presidente
do Congresso Judaico Latino-Americano (CJL) e da
Confederação Israelita do Brasil (CONIB) acaba de ser
agraciado com o Prêmio CICLA, concedido à pessoas que se
destacam por seus méritos na vida comunitária judaica e na
defesa de Israel.Segundo a CICLA- Centro Israelí para as
Comunidades Ibero-americanas, Terpins recebeu essa honraria,
por seu trabalho e aporte a comunidade judaica brasileira e
latino-americana, como presidente de tais, por sua
participação e desenvolvimento como judeu e dirigente
comunitário, por seus esforços contínuos no sentido de
estreitar e reforçar cada vez mais os laços entre as
comunidades judaicas da Diáspora e Israel, através de
programas e atividades, entre outras, que propiciam a
formadores de opinião e lideranças, um conhecimento real e
mais apurado acerca de Israel e da comunidade judaica lá e
na Diáspora. Na foto, Terpins recebe o Prêmio das mãos de
Arie Fainstein- pres. da CICLA e, junto com sua esposa
Denise,, se confraterniza com brasileiros que prestigiaram a
cerimônia, entre eles, o embaixador do Brasil em Israel
-Pedro Motta Pinto Coelho, sua esposa Moira Pinto Coelho, o
adido Cultural da Embaixada do Brasil, e amigos como Dorit
Shavit - chefe do Depto da América Latina no Ministério das
Relações Exteriores, Daniel Gazit, ex-embaixador de Israel
no Brasil.

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BEIT CHABAD DE CURITIB COMEMORA
25 ANOS
Curitiba e sua comunidade
judaica viveram no domingo, dia 26 de agosto, uma grande
alegria, ao comemorarem a cerimônia de conclusão do terceiro
Sefer Tora, as inaugurações da nova sinagoga do Beit Chabad,
na Água Verde, em Curitiba,e do Colel – Centro de Estudos,
além de festejarem os 25 anos da presença do Beit Chabad em
Curitiba. A conclusão da escrita e entrega do terceiro Sefer
Torá, começou logo pela manhã, no salão de festas do
edifício onde reside a família de Roland Hasson, que doou os
rolos com o pergaminho da Tora.
Logo
após, a Torá foi conduzida por uma multidão que seguia o
percurso acompanhada por um trio elétrico. Homenagearam
ainda os casais Saul e Sara Zugman, Miguel e Cecília
Krigsner, e Haroldo e Sarita Jacobovicz que, com sua
generosidade possibilitaram a concretização dos projetos do
Beit Chabad. As placas de foram entregues respectivamente
aos casais pelos rabinos, Shamai Ende, Shabsi Alpern e
Yossef Dubrawsky. Houve ainda uma homenagem especial a
Senhora Sara Burstein por constante apoio, dedicação
exclusiva e trabalho incansável que há anos vem realizando
no Chabad de Curitiba.
Após
os discursos, foram colocadas as mezuzót nas portas de
entrada do Chabad, do Colel e da Sinagoga, bem como
descerradas as placas com mais homenagens às famílias
benfeitoras e às pessoas que há 25 anos atrás deram tudo de
si para que o Chabad se instalasse em Curitiba. Igualmente
foi inaugurado um painel com azulejos pintados à mão por
alunos do 1º grau da Escola Israelita Brasileira Salomão
Guelmann com motivos judaicos. A seguir foi inaugurada a
sinagoga e introduzida a nova Torá, seguindo-se um farto
Lechaim. Na saída, todas as pessoas receberam de lembrança
uma revista comemorativa aos 25 anos do Beit Chabad de
Curitiba, contando a história do Chabad e também de parte da
vida da comunidade.
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CLARA ANT INAUGURA SÉRIE DE
ALMOÇOS NA FISESP
A Federação Israelita do
Estado de São Paulo recebeu na última sexta-feira (31/08),
Clara Ant - Assessora Especial do presidente da República do
Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para um almoço com um
grupo de 20 lideranças da comunidade judaica. Esseo foi o
primeiro de uma série, onde a Federação irá convidar sempre
uma personalidade do nosso País para um bate-papo olho no
olho com a comunidade judaica. Os participantes serão
escolhidos aleatoriamente em cada almoço, sempre em sistema
de rodízio.
Durante o almoço, Clara
Ant contou sobre a sua função no Palácio do Planalto,
enfatizou a simpatia que o presidente Lula pela comunidade
judaica, além de esclarecer algumas questões relevantes para
a o cotidiano dos judeus no Brasil, como por exemplo a
solicitação da comunidade para que o presidente faça uma
visita oficial ao Estado de Israel. O rabino Yossi Alpern
tocou o shofar, seguindo a tradição de que todos devem
escutá-lo nos dias que antecedem Rosh Hashaná e Iom Kipur.
Já o rabino Michel Schlesinger falou sobre o início do novo
ano, e afirmou que os homens precisam aprender novamente a
acreditar na palavra, e não somente em papéis assinados.
(Fonte:Fisesp) |
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MENSAGEM DO PRIMEIRO MINISTRO
DE ISRAEL
Mensagem do Primeiro
Ministro do Estado de Israel, Exmo. Sr. Ehud Olmert às
comunidades judaicas por ocasião de Rosh Hashana 5768
Setembro de 2007
Como estamos às vésperas
de um Novo Ano, tenho grande prazer em enviar a todos nosso
cordial afeto desde Jerusalém, a eterna e unida capital do
Estado de Israel e do povo Judeu. O período entre o Rosh
Hashaná e Yom Kippur exige introspecção e expiação.
Precisamos relembrar e aprender com o ano que se passou e
integrar estas lições enquanto contemplamos o futuro. Há
muitos anos pesquisadores e líderes falam a respeito dos
perigos que ameaçam o Povo Judeu - sejam estes na forma de
ódio e anti-semitismo ou devido à questões do casamento
inter-religioso, assimilação e erosão da identidade Judaica
e afinidades com o Estado de Israel.
O Estado de Israel e as
comunidades da Diáspora devem trabalhar juntos para
assegurar que o povo Judeu continue a crescer e se torne
mais unido. Devemos encorajar e apoiar a próxima geração de
liderança judaica nesta importante empreitada. Desde a
fundação do Estado de Israel temos sido parceiros na
iniciativa sionista e devemos ser parceiros agora para
assegurar nosso futuro como um povo vibrante e inclusivo.
Somos todos judeus, antes de mais nada. Jamais devemos
perder este foco nem mesmo esquecer o papel central que o
Estado de Israel desempenha nesta identidade. Um não pode
existir sem o outro e juntos devemos trabalhar para
fortalecermos ambas as metades do inteiro.
Desejando a todos um
Shaná Tová, um ano repleto de felicidades, amor e saúde.
Sinceramente, Ehud Olmert. |
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MENSAGEM DO PRESIDENTE DE
ISRAEL
Mensagem do Presidente do
Estado de Israel, S. Excia. o Senhor Shimon Peres, às
comunidades judaicas, por ocasião de Rosh Hashaná 5768 –
2007
Neste
momento em que estamos no limiar do Ano Novo judaico e em
que assumo a Presidência do Estado de Israel, desejo
primeiramente compartilhar com vocês o meu mais profundo e
sincero desejo de contínua prosperidade, segurança, riqueza
intelectual e bem-estar para o Povo Judeu, em todo o mundo,
assim como para todos aqueles que buscam a paz e a
tolerância.
È
tempo de união – tanto em casa quanto no exterior. Dentro do
espectro maior dos dilemas e desafios que enfrentamos na
Nova Era, o povo judeu está sendo convocado para tratar de
problemas e questões que dizem respeito à nossa existência,
ao nosso papel em iniciativas globais e ao delineamento de
nossa própria identidade. Durante muitos anos, Israel foi
visto como um “problema” mundial. Hoje, os desafios globais
são tanto da agenda israelense quanto o são as demais
questões que preocupam o mundo, como um todo.
Faz-se
necessário, portanto, que trabalhemos em conjunto para lidar
com os atuais e os futuros desafios – não bastando
simplesmente reagir aos mesmos, mas sonhar e criar ... e
conceber prioridades estratégicas de tanta profundidade
quanto as que nosso povo soube conceber ao longo da História
... acreditando nas mesmas e as executando... Pois que
somente através da consolidação de nossos esforços – os de
Israel e os do povo judeu – conseguiremos realmente fazer
algo de concreto para moldar o futuro e o bem-estar de nosso
povo.
Por
vivermos em um mundo globalizado, a “realidade”
inevitavelmente se torna um fenômeno dinâmico e
constantemente em mudança, no qual as diferentes comunidades
se defrontam com diferentes circunstâncias e desafios. O
povo judeu não pode negligenciar a importância de reunir as
vozes solitárias, em todo o mundo judeu, e harmonizá-las de
modo a formar um todo, íntegro e significativo. Nossa
responsabilidade, enquanto povo, é permitir que todas essas
vozes sejam ouvidas. É necessário aprendermos, tanto em
Israel quanto na Diáspora, a arte da sensibilidade e da
sabedoria, que nos permitirão extrair o potencial embutido
nessas vozes. Nosso objetivo, com tal processo, precisa
continuar sendo a promoção de uma parceria intelectual e
qualitativa, pelo bem de nosso povo.
Buscar
responsabilidades globais, dentro da estrutura do Tikun Olam,
é parte inerente à herança judaica. A despeito de suas
reduzidas dimensões de território, Israel tem comprovado ser
capaz de criar uma economia singular. De modo semelhante,
tornou-se um pioneiro mundial na esfera do desenvolvimento
científico. È crucial para Israel a busca continuada por
encontrar e determinar seu próprio papel no âmbito mundial
da ciência e da tecnologia, bem como por ser pioneiro na
busca, sem fim, por soluções para os desafios globais no
campo da educação, das telecomunicações, da agricultura, do
aquecimento global e de muito, muito mais. O povo judeu, no
mundo todo, tem sido e continua a ser a espinha dorsal de
tais realizações. Juntos, o Estado de Israel e os judeus da
diáspora têm o potencial inerente para contribuir para o
avanço no caminho da paz e da prosperidade em âmbito global,
em geral, e para a consolidação da existência judaica, em
particular.
Para
que possamos transformar em realidade as aspirações acima
descritas, as parcerias regionais precisam ser alimentadas,
utilizando-se com sabedoria todos os recursos humanos e
naturais disponíveis, como forma de promover o
desenvolvimento econômico regional e a educação para a paz.
Nenhuma oportunidade pode ser perdida e todas as pistas
devem ser seguidas, de modo a promover a paz entre nós
mesmos e com os nossos vizinhos. Ao mesmo tempo, precisamos
empreender as medidas necessárias para garantir a segurança
da vida judaica, onde quer que seja.
O
Estado de Israel valoriza profundamente a participação das
comunidades judaicas de todo o mundo no processo de
assegurar o nosso bem-estar nacional. Atribuímos um valor
muito especial à ininterrupta participação da juventude
judaica de hoje, líderes de nosso futuro. Precisamos
continuar a prezar, com orgulho, a herança e a ética de
nossos antepassados, ao mesmo tempo em que nossos olhos
devem, também, alcançar os nossos filhos – pois temos que
pavimentar o caminho para que eles se integrem e cresçam
dentro da Nova Era.
De
fato, estamos postados à Beira do Presente. Ainda nos
deparamos com todo o tipo de desafios, dos quais o maior é
não deixar que outras perspectivas galopantes nos deixem
para trás. Esta é a nossa determinação. Esta é a nossa
prece. Com a proximidade, dentro de poucos dias, de Rosh
Hashaná, apresento-lhes, uma vez mais, os meus mais
calorosos votos pessoais a vocês, suas famílias e suas
respectivas comunidades de um ano de paz e de bem-estar.
Cordialmente, Shimon Peres. |
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CELSO LAFER É O NOVO PRESIDENTE DA FAPESP

Celso
Lafer, professor titular do Departamento de Filosofia e
Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da
Universidade de São Paulo (USP), é o novo presidente da
FAPESP. Nomeado pelo governador José Serra, em decreto
publicado no Diário Oficial do Estado de 31 de agosto de
2007, Lafer assume a presidência da Fundação para um mandato
de três anos. “Agradeço a confiança do Conselho Superior,
que me indicou, e a do governador, que me nomeou. Trago para
o exercício da função aquilo que é o conjunto de minhas
experiências e pretendo dar continuidade a um trabalho de
grande qualidade que tem feito da FAPESP uma instituição
exemplar”, disse o novo presidente.
“Tenho
longa relação com a Fundação, tendo sido parecerista desde
os anos 1970, logo após a conclusão do doutorado. Na época,
também colaborei com os professores Oscar Sala e Paulo
Vanzolini em discussões sobre áreas prioritárias de
pesquisas. Trata-se de uma relação que se tornou ainda mais
próxima desde 2003, quando passei a integrar o Conselho
Superior”, destacou. “Em um mundo como o de hoje, que opera
através de redes, uma das importantes dimensões da atividade
da FAPESP tem sido a construção de redes. Também é preciso
destacar o papel da Fundação no desenvolvimento científico e
tecnológico do Estado e do país, pois o controle de uma
sociedade sobre o seu próprio destino, no mundo
contemporâneo, passa pela capacitação científica e
tecnológica. Por tudo isso, é uma grande honra e uma grande
responsabilidade poder continuar a contribuir com a papel
importante desempenhado pela Fundação”, disse.
Nascido em 1941, Lafer graduou-se pela Faculdade de Direito
da USP, onde leciona desde 1971. Obteve seu PhD em ciência
política na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, em
1970, a livre-docência em direito internacional público na
USP, em 1977, e a titularidade em filosofia do direito, em
1988. É coordenador da Área de Concentração de Direitos
Humanos da Faculdade de Direito da USP, presidente do
Conselho Deliberativo do Museu Lasar Segall e co-editor da
revista Política Externa. Desde 2002 é membro da Corte
Permanente de Arbitragem Internacional de Haia. Integra o
Conselho de Administração de Klabin.
Foi
chefe do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito
da Faculdade de Direito da USP, presidente do Conselho de
Administração da Metal Leve, presidente do Órgão de Solução
de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) e
presidente do Conselho Geral da OMC. Cels o Lafer foi
ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (1999) e
ministro das Relações Exteriores em duas ocasiões, em 1992 e
de 2001 a 2002, além de embaixador do Brasil junto à OMC e
embaixador do Brasil junto à Organização das Nações Unidas,
de 1995 a 1998. Doutor honoris causa da Universidade de
Buenos Aires (2001) e da Universidade Nacional de Córdoba
(2002), na Argentina, recebeu, em 2001, o Prêmio Moinho
Santista na área de Relações Internacionais. É membro
titular da Academia Brasileira de Ciências, eleito em 2004,
e da Academia Brasileira de Letras, eleito em 2006.
É
autor, entre outros livros, de A reconstrução dos direitos
humanos, um diálogo com o pensamento de Hannah Arendt
(1988), Desafios: Ética e política (1995), A OMC e a
regulamentação do comércio internacional: uma visão
brasileira (1998), Comércio, desarmamento, direitos humanos
– reflexões sobre uma experiência diplomática (1999),
Mudam-se os tempos – Diplo macia brasileira 2001-2002, vol.
1 e vol. 2 (2002), JK e o programa de metas (1956-1961) –
Processo de planejamento e sistema político no Brasil
(2002), Hannah Arendt – Pensamento, persuasão e poder (2ª
ed. revista e ampliada, 2003), A identidade internacional do
Brasil e a política externa brasileira (2ª ed. revista e
ampliada, 2004), A internacionalização dos direitos humanos:
Constituição, racismo e relações internacionais (2005), em
co-autoria com Alberto Filippi, e A presença de Bobbio –
América Espanhola, Brasil, Península Ibérica (2004). |
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JACK TERPINS ENCONTRA-SE COM SHIMON PERERS

"LAÇOS INQUEBRÁVEIS" -
Reunião do Presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, com
Jack Terpins, Presidente do CJL e CONIB.
"Esperamos que a Presidência de Israel possa fortalecer o
povo judeu, ajudando-o a construir pontes entre as
comunidades judaicas e o Estado de Israel". Assim começou o
diálogo de Jack Terpins com o Presidente Shimon Peres em uma
audiência particular em Jerusalém.
Terpins continuou expressando que "a solidariedade do
Congresso Judaico Latino Americano com o Estado de Israel e
seu povo é uma tradição inquebrável para nós, solidariedade
esta executada em diferentes programas de ação que sustentem
a vida judaica, da qual o Estado de Israel é o centro das
atenções".
O
Presidente Peres reconheceu o trabalho fundamental que
realiza o CJL, principalmente para as comunidades de sua
região. Ao finalizar a reunião, ambos analizaram a situação
das comunidades judaicas latino-americanas e Terpins
experessou a Peres seus melhores desejos para o ano novo
judaico 5768. |
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