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CONGRESSO JUDAICO MUNDIAL REÚNE O SEU BOARD
O
Congresso Judaico Mundial reuniu no dia 29
de janeiro, em Israel, sua Junta de
Governadores. Essa foi a 1ª reunião do
gênero presidida por Ronald Lauder e Matthew
Bronfman, eleitos no final do ano passado,
como presidente e chairman do Congresso
Judaico Mundial, respectivamente. A
delegação brasileira e latino-americana foi
encabeçada pelo presidente do Congresso
Judaico Latino-Americano (CJL) e da
Confederação Israelita do Brasil (CONIB)-
Jack Terpins, e contou com a participação de
Henry Chmelnitsky- presidente da Fed.
Israelita do Estado do Rio Grande do Sul e
do rabino Henry Sobel. Participaram da
reunião, o presidente de Israel Shimon
Peres, a ministra das Relações Exteriores-
Tzipi Livni e também, Binyamin Netaniahu,
que conferiram, com sua participação, um
aspecto mais político à reunião.
A agenda
incluiu temas como a possível ameaça do Irã
às comunidades judaicas e ao Estado de
Israel, bem como ao mundo ocidental. Na
reunião, Terpins assinalou a participação do
presidente Lula que, pelo 3º ano
consecutivo, participou do Ato de Recordação
às Vítimas do Holocausto, realizado desta
vez, no dia 25 de janeiro, no Río de
Janeiro. Nessa ocasião, Lula, ressaltou o
compromisso firmado por seu Governo em
manter viva essa memória e de impedir que se
repitam atos semelhantes. Terpins destacou
ainda, a liberdade e o respeito do Governo
de Lula por todas as raças e crenças. O
posicionamento do presidente Lula recebeu
uma salva de aplausos por todos os delegados
das comunidades judaicas do mundo. O
Congresso Judaico Mundial é a federação
internacional que nucleia comunidades e
organizações judaicas do mundo, e atua como
braço diplomático do povo judeu, combatendo
todas as formas de anti-semitismo,
fortalecendo os vínculos com outros credos e
apoiando o Estado de Israel.

Henry
Chmelnitsky - Presidente da FIRGS, Matthew
Bronfman - Chairman do WJC
e Jack Terpins - Presidente do CJL e CONIB

Ronald
Lauder - Presidente do WJC, Henry
Chmelnitsky - Presidente da FIRGS
e Jack Terpins - Presidente do CJL e CONIB |
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A BANALIZAÇÃO DO
HOLOCAUSTO
Nesta semana, manchetes
sobre enredo, e sobretudo, acerca das alegorias de uma
escola de samba ganharam uma repercussão diferente, e
mereceram uma profunda reflexão sobre o respeito. Para os
desfiles deste ano, duas escolas de samba elegeram o
Holocausto, uma ferida aberta da sociedade, como tema, uma
traria um carro alegórico representando esse episódio, e a
outra, teria uma de suas alas mostrando o assunto. A
Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro/FIERJ tentou
mostrar aos responsáveis das mesmas, a seriedade do assunto.
A primeira delas, a Estácio de Sá, pretendia levar à
avenida, fantasias com suásticas, o símbolo do nazismo, e
ter uma ala denominada 'Hitler'. Os responsáveis entenderam
a gravidade do assunto e conseqüências dessa proposta, e
resolveram por bem, abolí-las.
Já a Viradouro teve uma
postura bem diferente, quando até o último momento,
tencionava levar à passarela do samba, um de seus carros com
um monte de corpos esquálidos empilhados, e sobre os mesmos,
a figura de Hitler. A FIERJ entendeu, assim como muitos
brasileiros, judeus ou não, que isso seria um atentado à
memória das inúmeras vítimas e combatentes do nazismo, sendo
eles judeus ou não, e isso representaria uma banalização de
um dos mais terríveis episódios da História. O presidente da
FIERJ, Sergio Niskier, pediu ao carnavalesco Paulo Barros,
responsável pelas alegorias da Viradouro, que refletisse
sobre a adequação de se abordar o tema. Informados que o
carro traria a figura de Hitler por cima dos cadáveres
empilhados, a FIERJ buscou na ferramenta da democracia, uma
solução. Assim, na 5ª feira, dia 31/1, a juíza Juliana
Kalichsztejn concedeu uma liminar em favor da FIERJ.
A falta de liberdade de
expressão foi o argumento utilizado pelo carnavalesco Paulo
Barros, responsável pelas alegorias da Escola de Samba
Viradouro, para sustentar a proibição da Justiça, e buscou
mostrar isso no seu carro reformado, através de vendas nas
bocas. Mas, vale ressaltar aqui, a consideração feita pelo
respeitado sociólogo Roberto da Matta, e divulgada na
Revista Época desta semana: “O Holocausto não tem essa
proximidade com a maioria dos foliões, mas ainda é fato
histórico vivo para os parentes e sobreviventes dos campos
de concentração”. E ainda destaca: “Falando como cidadão,
será que algum carnavalesco faria o carro alegórico de um
menino sendo arrastado por assaltantes, mesmo que fosse para
alertar? Provavelmente, a população do Rio se sentiria
ofendia e iria achar de mau gosto”, diz, em referência ao
triste e terrível caso acontecido recentemente no Estado do
Rio de Janeiro.
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CONIB
E CORREIOS LANÇAM SELO E CARIMBO
COMEMORATIVO AOS 60 ANOS DE ISRAEL
A CONIB - Confederação Israelita do Brasil e
aa EBCT-Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos, estarão lançando no mês de abril
os selos comemorativos aos 60 anos do Estado
de Israel, bem como o carimbo alusivo à
data. A idéia, lançada durante a recente
Convenção da CONIB, realizada no Rio de
Janeiro, ganhou pronta adesão de suas
federadas. As empresas, instituições
federadas e federações estaduais, que
desejarem participar desta iniciativa,
poderão adquirir selos com antecedência,
fazendo seus pedidos para o e-mail
luiz@conib.org.br
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