Edição nº 70 - 05/02/2008 - Imprimir - Fale Conosco

CONGRESSO JUDAICO MUNDIAL REÚNE O SEU BOARD

O Congresso Judaico Mundial reuniu no dia 29 de janeiro, em Israel, sua Junta de Governadores. Essa foi a 1ª reunião do gênero presidida por Ronald Lauder e Matthew Bronfman, eleitos no final do ano passado, como presidente e chairman do Congresso Judaico Mundial, respectivamente. A delegação brasileira e latino-americana foi encabeçada pelo presidente do Congresso Judaico Latino-Americano (CJL) e da Confederação Israelita do Brasil (CONIB)- Jack Terpins, e contou com a participação de Henry Chmelnitsky- presidente da Fed. Israelita do Estado do Rio Grande do Sul e do rabino Henry Sobel. Participaram da reunião, o presidente de Israel Shimon Peres, a ministra das Relações Exteriores- Tzipi Livni e também, Binyamin Netaniahu, que conferiram, com sua participação, um aspecto mais político à reunião.

A agenda incluiu temas como a possível ameaça do Irã às comunidades judaicas e ao Estado de Israel, bem como ao mundo ocidental. Na reunião, Terpins assinalou a participação do presidente Lula que, pelo 3º ano consecutivo, participou do Ato de Recordação às Vítimas do Holocausto, realizado desta vez, no dia 25 de janeiro, no Río de Janeiro. Nessa ocasião, Lula, ressaltou o compromisso firmado por seu Governo em manter viva essa memória e de impedir que se repitam atos semelhantes. Terpins destacou ainda, a liberdade e o respeito do Governo de Lula por todas as raças e crenças. O posicionamento do presidente Lula recebeu uma salva de aplausos por todos os delegados das comunidades judaicas do mundo. O Congresso Judaico Mundial é a federação internacional que nucleia comunidades e organizações judaicas do mundo, e atua como braço diplomático do povo judeu, combatendo todas as formas de anti-semitismo, fortalecendo os vínculos com outros credos e apoiando o Estado de Israel.


Henry Chmelnitsky - Presidente da FIRGS, Matthew Bronfman - Chairman do WJC
e Jack Terpins - Presidente do CJL e CONIB


Ronald Lauder - Presidente do WJC, Henry Chmelnitsky - Presidente da FIRGS
e Jack Terpins - Presidente do CJL e CONIB




A BANALIZAÇÃO DO HOLOCAUSTO

Nesta semana, manchetes sobre enredo, e sobretudo, acerca das alegorias de uma escola de samba ganharam uma repercussão diferente, e mereceram uma profunda reflexão sobre o respeito. Para os desfiles deste ano, duas escolas de samba elegeram o Holocausto, uma ferida aberta da sociedade, como tema, uma traria um carro alegórico representando esse episódio, e a outra, teria uma de suas alas mostrando o assunto. A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro/FIERJ tentou mostrar aos responsáveis das mesmas, a seriedade do assunto. A primeira delas, a Estácio de Sá, pretendia levar à avenida, fantasias com suásticas, o símbolo do nazismo, e ter uma ala denominada 'Hitler'. Os responsáveis entenderam a gravidade do assunto e conseqüências dessa proposta, e resolveram por bem, abolí-las.

Já a Viradouro teve uma postura bem diferente, quando até o último momento, tencionava levar à passarela do samba, um de seus carros com um monte de corpos esquálidos empilhados, e sobre os mesmos, a figura de Hitler. A FIERJ entendeu, assim como muitos brasileiros, judeus ou não, que isso seria um atentado à memória das inúmeras vítimas e combatentes do nazismo, sendo eles judeus ou não, e isso representaria uma banalização de um dos mais terríveis episódios da História. O presidente da FIERJ, Sergio Niskier, pediu ao carnavalesco Paulo Barros, responsável pelas alegorias da Viradouro, que refletisse sobre a adequação de se abordar o tema. Informados que o carro traria a figura de Hitler por cima dos cadáveres empilhados, a FIERJ buscou na ferramenta da democracia, uma solução. Assim, na 5ª feira, dia 31/1, a juíza Juliana Kalichsztejn concedeu uma liminar em favor da FIERJ.

A falta de liberdade de expressão foi o argumento utilizado pelo carnavalesco Paulo Barros, responsável pelas alegorias da Escola de Samba Viradouro, para sustentar a proibição da Justiça, e buscou mostrar isso no seu carro reformado, através de vendas nas bocas. Mas, vale ressaltar aqui, a consideração feita pelo respeitado sociólogo Roberto da Matta, e divulgada na Revista Época desta semana: “O Holocausto não tem essa proximidade com a maioria dos foliões, mas ainda é fato histórico vivo para os parentes e sobreviventes dos campos de concentração”. E ainda destaca: “Falando como cidadão, será que algum carnavalesco faria o carro alegórico de um menino sendo arrastado por assaltantes, mesmo que fosse para alertar? Provavelmente, a população do Rio se sentiria ofendia e iria achar de mau gosto”, diz, em referência ao triste e terrível caso acontecido recentemente no Estado do Rio de Janeiro.
 


CONIB E CORREIOS LANÇAM SELO E CARIMBO COMEMORATIVO AOS 60 ANOS DE ISRAEL

A CONIB - Confederação Israelita do Brasil e aa EBCT-Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, estarão lançando no mês de abril os selos comemorativos aos 60 anos do Estado de Israel, bem como o carimbo alusivo à data. A idéia, lançada durante a recente Convenção da CONIB, realizada no Rio de Janeiro, ganhou pronta adesão de suas federadas. As empresas, instituições federadas e federações estaduais, que desejarem participar desta iniciativa, poderão adquirir selos com antecedência, fazendo seus pedidos para o e-mail luiz@conib.org.br



ESCOLHIDO NOVO EMBAIXADOR DE ISRAEL

Em reunião realizada neste domingo (03/2), o gabinete israelense indicou novos embaixadores que deverão assumir seus postos no próximo mês de junho de 2008. Para o Brasil, foi indicado Giora Becher, diretor da divisão do Sudoeste Asiático. Três mulheres fazem parte das novas indicações. (fonte: Notícias da Rua Judaica)


ATAQUE SUICIDA EM DIMONA

Um ataque suicida em Dimona, no sul de Israel, matou uma mulher e feriu outras 11 pessoas na manhã desta segunda-feira (04/2), no primeiro ataque terrorista do tipo em um ano. Uma mulher-bomba explodiu o próprio corpo por volta das 10h (6h de Brasília), matando uma mulher e ferindo outras 11 pessoas. A cidade de Dimona fica a 40 km de Beer Sheva, e 150 km de Jerusalém. O ataque ocorreu semanas depois que Israel e a ANP (Autoridade Nacional Palestina) retomaram as discussões de paz, às quais o Hamas --que se apropriou de Gaza em junho do último ano-- se opõe. (Fonte: Folha Online)


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