Edição nº 82 - 06/05/2008 - Imprimir - Fale Conosco

TUDO BEM NA MARCHA DA VIDA
esclarecimento oficial

Em relação às informações publicadas na mídia internacional e brasileira tranquilizamos a todos sobre o incidente ocorrido nesta manhã na Polônia. O diretor da MOTL Yossi Kedem entrou imediatamente em contato com o Brasil e informa que está tudo bem com os participantes. As informações deste momento são de que um Kwaitiano de 23 anos, desarmado, alegando possuir uma bomba, entrou no hotel Holiday Inn em Varsóvia e reteve num quarto três alunos do Colégio Eliezer-Max Nordau (uma das escolas judaicas do Rio). A segurança do programa Marcha da Vida e a polícia agiram imediatamente, detiveram o invasor e, o mais importante: ninguém sofreu nenhum ferimento. Os 3 jovens, acompanhados da responsável Stella Schorr, já prestaram depoimento e todo o grupo de alunos continua sua programação normal de hoje. Esta noite seguirão para Israel conforme programado. Cordial Shalom!

Márcia Rubinstein - Coord. ABPMV - RJ


VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO SÃO
LEMBRADAS PELA COMUNIDADE GAÚCHA

Desde o final da II Guerra e da criação do Estado de Israel foi instituído, no dia 26 de Nissan, do calendário judaico, o Iom Hashoá VeHagvurá - Dia do Holocausto e o Heroísmo - quando se honra a memória dos 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra. Neste dia, em Israel, as sirenes de alarme soam e guardam-se dois minutos de silêncio, sob o lema de "lembrar e recordar - jamais esquecer". A data escolhida, que neste ano coincidiu como feriado de 1º de maio, marca o fim da revolta do Levante do Gueto de Varsóvia, quando pela primeira vez, um grupo de judeus confinados no Gueto, chefiados pelo jovem Mordechai Anilevicz, desafiou durante vários dias o poderoso exército nazista , que acabou assassinando todos os judeus habitantes daquela área de confinamento.

No dia 30 abril, o Conselho Religioso da FIRGS, comandado pelo diretor e ex-presidente Mario Anspach, realizou o Ato de Iom Hashoá, em Porto Alegre, no Memorial ás Vítimas do holocausto que está situado numa área do Cemitério da União Israelita Porto-Alegrense. Cerca de 300 pessoas, entre jovens, membros da comunidade, sobreviventes, representantes das instituições judaicas, do consulado da Alemanha, e demais autoridades acompanharam a cerimônia que contou com as palavras do Presidente do Conselho Geral da FIRGS, Prof.Bóris Wainstein; do presidente do Conselho Juvenil Judaico, Marco Sadetski; e do Diretor da FIRGS, Daniel Berlim. Os alunos do Colégio Israelita Brasileiro acompanharam os sobreviventes no acendimento de seis velas simbolizando os seis milhões de judeus mortos pelos nazistas, logo após foram recitadas preces judaicas, pelos rabinos e guias espirituias da comunidade.

O público foi tocado pela emoção quando foi projetado, em vídeo, depoimentos dos sobreviventes que vivem em Porto Alegre. O evento foi encerrado com o cantor Ricardo Faertes interpretando o Hino dos Partizanim, a liga de resistência judaica da II Guerra Mundial. À noite, na sinagoga Centro Israelita Portoalegrense, foi realizada a palestra "Os reflexos da judeofobia na América Latina" com o jornalista e escritor argentino, Jorge Camarasa, uma autoridade na pesquisa do nazismo na argentina e na América do Sul, tendo escrito vários livros e roteiros de documentários sobre o assunto, além de ser consultor do Centro Simon Wiesenthal de seu país. Os eventos foram organizados pelo Conselho Religioso da FIRGS em conjunto com a diretora da FIRGS, Marili Berg - que também foi a apresentadora das duas atividades - e com a Rabino Ruben Najmanovich, da União Israelita.



LUCIANO HUCK AGITA A COMUNIDADE GAÚCHA

O empresário e apresentador paulista Luciano Huck foi o convidado do "Personalidades Judaicas Talk Show ", organizado pela FIRGS, que já trouxe a capital gaúcha judeus de notoriedade nacional como o rabino Nilton Bonder, o médico Cláudio Lottemberg, o empresário Pedro Herz e a assessora política Clara Ant. O evento que aconteceu no ginásio do Colégio Israelita, parceiro nesta edição, teve como público alvo a comunidade judaica, é foi conduzido pelo advogado e diretor da Federação, Sergio Lewin, que criou um ambiente descontraído, abordando temas relacionados com a atividade profissional, a vida e a identidade judaica dos entrevistados.

Já na chegada Huck causou frisson. A gritaria foi geral quando o apresentador do Caldeirão entrou no ginásio lotado. O público jovem queria uam foto ou autógrafo a qualquer custo. Durante e entrevista Luciano falou abertamente de sua trajetória, sua ligação com o judaísmo, sua vida pessoal e seus projetos. O público presente não se decepcionou, saiu do evento com uma impressão ainda melhor do comandante das tades de sábado da Globo. Como ingresso foram recolhidos alimentos não perecíveis que serão doados para entidades assistenciais de Porto Alegre.


ESCOLAS JUDAICAS PROMOVEM ATO
PARA RELEMBRAR O HOLOCAUSTO

Em 28 de abril, cerca de 200 alunos de quatro escolas judaicas da capital paulista (Bialik, Renascença, Iavne e Peretz), trocaram as salas de aula por uma visita ao Cemitério Israelita do Butantã, onde realizaram um ato solene em memória aos 6 milhões de judeus assassinados durante o Holocausto (dentre eles 1,5 milhão de crianças). Além dos alunos e professores das escolas judaicas, o ato contou com a presença de líderes comunitários e religiosos, do sobrevivente do Holocausto - Ben Abraham e de cerca de 40 alunos da EMEF Solano Trindade, que participam do programa “Educando para a Democracia e Cidadania” da B´nai B´rith, que envolve o ensino do Holocausto.

O evento marcou o Iom Hashoá - Dia do Holocausto e o Heroísmo, quando se honra a memória dos 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra. Neste dia, em Israel, as sirenes de alarme soam e guardam-se dois minutos de silêncio, sob o lema de "lembrar e recordar - jamais esquecer". A data escolhida marca o fim da revolta do Levante do Gueto de Varsóvia, quando pela primeira vez, um grupo de judeus confinados no Gueto, chefiados pelo jovem Mordechai Anilevicz, desafiou durante vários dias o poderoso exército nazista , que acabou assassinando todos os judeus habitantes daquela área de confinamento. O Ato no Cemitério Israelita foi promovido pelas Escolas Bialik, Renascença, Iavne e I.L Peretz, pela Associação dos Participantes da Marcha da Vida, e tem apoio da Sherit Hapleitá do Brasil e coordenação da Federação Israelita do Estado de São Paulo.


AS GRANDES DATAS DO ESTADO DE ISRAEL
DESDE SEU NASCIMENTO HÁ 60 ANOS

Estas datas foram determinantes ao longo dos 60 anos de existência do Estado de Israel, desde seu nascimento no dia 14 de maio de 1948:

  • 1948: O aniquilamento de mais de 6 milhões de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial reforça a idéia de dar um Estado aos sobreviventes. O Estado de Israel é criado em uma parte da Palestina no dia 14 de maio, quando expira o mandato britânico. No dia seguinte à declaração de independência, os países árabes vizinhos ao recém-criado Estado começam uma invasão simultânea, que é rechaçada pelas defesas israelenses em 1949. Cerca de 70.000 palestinos deixam Israel em direção aos países árabes da fronteira.

  • 1956: A nacionalização do canal de Suez pelo Egito leva ao início da segunda guerra árabe-israelense. Israel recebe o apoio de Grã-Bretanha e França, mas a União Soviética e os Estados Unidos obrigam as tropas inglesas e francesas a se retirar.

  • 1960: Os serviços secretos israelenses localizam e capturam na Argentina o criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann, que é levado a Israel. Lá, Eichmann é julgado e executado.

  • 1967: Começa a terceira guerra árabe-israelense, que ficou conhecida como a Guerra dos Seis Dias. Israel conquista o Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as colinas do Golan.

  • 1973: Os Estados árabes aproveitam o Yom Kipur, mais importante feriado religioso judaico, e voltam a atacar Israel, que de novo repele os invasores: é a guerra do Yom Kipur, em outubro.

  • 1978: O primeiro-ministro israelense Menahem Begin e o presidente egípcio Anuar el Sadat ratificam em Washington os acordos de Camp David, que servem de base para a assinatura, seis meses depois, em 1979, do tratado de paz israelo-egípcio, primeiro firmado entre Israel e um país árabe. Dois anos depois, em 1981, Sadat é assassinado em um desfile militar no Cairo.

  • 1982: O Exército israelense invade o Líbano (operação "Paz na Galiléia") e expulsa de Beirute a Organização para a Liberação da Palestina (OLP) de Yasser Arafat. As tropas israelenses ocuparam o sul do país até sua retirada em 2000. Em 2006, outra ofensiva foi lançada sobre o território libanês, desta vez em resposta a um ataque do Hezbolah contra Israel.

  • 1986: Um antigo técnico nuclear israelense, Mordeshai Vanunu, revela que seu país possui a bomba atômica, informação nunca desmentida ou confirmada por Israel e que até hoje é considerada verdadeira.

  • 1987: Os palestinos dos territórios ocupados se rebelam e dão início à primeira Intifada.

  • 1993: Israel e a OLP assinam em Washington uma "declaração de princípios" para estabelecer uma autonomia palestina transitória de cinco anos. É o primeiro acordo de paz entre Israel e os palestinos, ratificado pelo histórico aperto de mãos entre Yasser Arafat e o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin (assassinado em 1995).

  • 1998: Acordos provisórios de Wye Plantation (Estados Unidos), que prevêem a retirada israelense de zonas rurais da Cisjordânia em três fases.

  • 2000: Em setembro tem início a segunda Intifada, em meio a uma rodada de discussões israelo-palestinas em Camp David, Estados Unidos.

  • 2002: Israel levanta um muro de separação com a Cisjordânia para impedir a entrada de terroristas suicidas palestinos.

  • 2005: Israel se retira da Faixa de Gaza.

  • 2007: O grupo radical islâmico Hamas expulsa a Fatah, do presidente Mahmud Abbas, da Faixa de Gaza, assumindo o controle do território. Em Annapolis, Estados Unidos, o presidente George W. Bush lança a idéia de que palestinos e israelenses podem alcançar um acordo de paz antes do final de 2008.



ISRAEL: DE 1948 A 2008, 60 ANOS DE
CONFLITO COM OS PAÍSES ÁRABES VIZINHOS

Em seus 60 anos de existência, Israel conseguiu se impor como Estado perante a comunidade internacional, mas este país de fronteiras ainda incertas permanece em conflito com seus vizinhos árabes, sem que um acordo de paz pareça próximo. A ocupação dos territórios palestinos em 1967, segundo alguns analistas israelenses, sufoca a sociedade israelense e continua alimentando uma potencial ameaça de guerra na região. Uma situação que já trouxe sete guerras e inúmeros momentos delicados, mas nunca impediu que o Estado judaico estabilizasse sua economia, se transformasse em uma potência tecnológica, organizasse um poderoso Exército e desenvolvesse sofisticadas infraestruturas em um território sem recursos naturais. Uma aposta que ninguém faria em 14 de maio de 1948, dia de sua independência.

Após o genocídio nazista, a Grã-Bretanha assumiu o mandato das Nações Unidas sobre o então território palestino, enfrentando de imediato seu primeiro conflito com os vizinhos árabes. Com isso, teve início a expulsão de 700.000 palestinos para campos de refugiados no Líbano, na Jordânia e na Faixa de Gaza. "Este país conseguiu enfrentar uma sucessão de desafios únicos", afirma o cientista político Eytan Gilboa, da Universidade Bar Ilan de Tel Aviv. "O fracasso de Israel, compartilhado com seus vizinhos, foi o de não conseguir a paz com os países da região", pondera. Apesar de ter assinado acordos de paz com o Egito (1978) e a Jordânia (1994), Israel se mantém em estado de beligerância com os palestinos, além de Síria, Líbano e a maioria dos países árabes da região - principalmente o Irã, que já ameaçou destruir o país.

Em novembro do ano passado, o presidente americano George W. Bush organizou uma conferência em Annapolis para tentar elaborar um acordo de paz entre isralenses e palestinos antes do fim de 2008, mas essa iniciativa parece cada vez mais longe do sucesso. Os israelenses, por sua vez, oscilam entre o ceticismo e o pessimismo em relação a tudo que remeta ao conflito com os palestinos, e vêem passar os meses sem acreditar demais nas possibilidades de um acordo. "Não temos por quê festejar. O futuro de nosso país é nebuloso e nossa situação não é mais brilhante que a de nossos vizinhos", lamentou recentemente Shalom Kital, ex-empresário de comunicação. Sessenta anos depois da criação de seu Estado, os israelenses continuam permeados por um profundo sentimento de insegurança. Uma pesquisa recente do jornal Haaretz revelou que 34% deles temem a nuclearização do Irã, 22% uma crise econômica, 21% uma guerra com o Líbano e 14% têm medo de tudo isso. Apenas 4% da população não teme nada e outros 4% não sabem o que deveriam temer.

"Se a existência de Israel volta a ser ameaçada, o Irã e a questão nuclear nos faz lembrar do período anterior à Guerra dos Seis Dias, em 1967, ou à Guerra do Yom Kipur, em 1973", explicou à AFP Efraim Kam, especialista em defesa. Entre os problemas pendentes do Estado judaico, Akiba Eldar, especialista que estuda a sociedade israelense, cita a ameaça iraniana, a manutenção da ocupação e da colonização da Cisjordânia, o crescimento demográfico palestino, o aumento do poder do movimento radical islâmico Hamas e os disparos de foguetes contra o sul de Israel. "Recebi de herança de meus pais um Estado milagroso. Deixo para meus filhos um ponto de interrogação", resume. As comemorações do aniversário de Israel, que começam no dia 7 de maio, terão desfiles aéreos, pára-quedistas, espetáculos de luz e som e visitas de personalidades como o presidente americano George W. Bush e o pai da perestróika na ex-União Soviética, Mikhail Gorbachov, assim como de vários artistas internacionais. (Agencias Internacionais)



Acesse o site da CONIB e confira a
agenda nacional de eventos especiais
em homenagem aos 60 anos de Israel.
www.conib.org.br



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