24 de Setembro de 2017 English Español עברית

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Calendário Judaico

Sexta, 29 de Setembro - Iom Kipur (véspera)
O dia do perdão. É a data mais sagrada do calendário judaico. Sua origem está nos templos bíblicos e remete ao pecado cometido pelo povo judeu ao fazer o bezerro de ouro no deserto do Sinai. Segundo a Bíblia, no décimo dia do mês hebraico de Tishrei, Moisés recebeu a segunda versão dos Dez Mandamentos, e D’us concedeu pleno perdão ao povo. Desde então, a data tornou-se o Iom Kipur, o Dia da Expiação. "No décimo dia do sétimo mês (Tishrei) afligirás tua alma e não trabalharás, pois neste dia, a expiação será feita para te purificar; perante D’us serás purificado de todos teus pecados." (Vayikra/Levítico 16:1-34) O Iom Kipur é o fechamento de um ciclo anual para os judeus, que se inicia trinta dias antes, no mês de Elul, um período marcado pela reflexão. É uma época de renovação espiritual, na qual se busca uma aproximação maior com D’us e se costuma pedir perdão às pessoas que possam ter sido ofendidas ao longo do ano. Pela tradição judaica, assim como nos dias do bezerro de ouro, o Iom Kipur é o dia do julgamento. O jejum completo, de comida e bebida, que dura 25 horas, se inicia na véspera de Iom Kipur (no fim da tarde, já que o calendário é lunar), quando os judeus vão à sinagoga e ouvem a prece de Kol Nidrei, a declaração coletiva que anula promessas, votos ou juramentos feitos a D’us, mas que não foram cumpridos. Há outras proibições como banhar-se e manter relações conjugais. O objetivo do jejum e das outras limitações é causar aflição ao corpo, dando prioridade à alma e aos aspectos não materiais da vida. Pela perspectiva judaica, o ser humano é constituído pelo “yetzer hatóv” (o instinto de fazer as coisas corretamente, que é identificado com a alma) e o “yetzer ha ra” (o desejo de seguir os próprios instintos, que corresponde ao corpo). O judaísmo diz que um dos maiores desafios na vida é sincronizar nosso corpo com o “yetzer hatóv”. O cumprimento mais comum entre os judeus em Iom Kipur é “chatimá tová” (ou boa assinatura), pois a crença é que, nesse dia, D’us assina o nome das pessoas no chamado Livro da Vida, para que todos tenham saúde e sustento para mais um ano que se inicia.
Quarta, 20 de Setembro - Rosh Hashaná (véspera)
Festa que marca o Ano Novo Judaico. Sua tradução literal do hebraico é “cabeça do ano”. De acordo com a tradição judaica, a festa marca a criação divina de Adão e Eva. A primeira citação existente sobre a festa está na Bíblia: "No sétimo mês, no primeiro dia do mês, será um descanso solene para vocês, uma comemoração proclamada com o toque do shofar (trompete feito de chifres de carneiro), uma convocação santa" (Levítico 23:23-25). Pelo calendário hebraico, o sétimo mês é Tishrei. O primeiro é Nissan, mês da libertação do Egito (Pessach), quando o povo judeu se tornou uma nação. Até os tempos do domínio romano sobre Israel, Rosh Hashaná era comemorado apenas em um dia. A extensão da festa por mais um dia aconteceu por influência dos sábios ligados a Yochanan Ben Zakai, entre 30 D.E.C e 80 D.E.C.(depois da Era Comum). Isso aconteceu por divergências sobre os cálculos do calendário hebraico. Naquele período, a promulgação da lua nova em Jerusalém (que marca o início de cada mês) dependia de uma corte rabínica. Isso, eventualmente, causava discrepâncias no calendário. Para pôr fim a isso, os sábios decidiram realizar a festa em dois dias, de modo que ela sempre pudesse ser comemorada na data correta. Para os judeus, a festa de Rosh Hashaná é um tempo de renovação espiritual, quando se pede perdão às pessoas, por ofensas que possam ter sido cometidas contra elas durante o ano, e a D’us. Nesse período é costume se desejar às pessoas que sejam inscritas por D’us no “Livro da Vida”, que traz consigo a promessa de um ano bom. A crença judaica é que, durante Rosh Hashaná, os nomes são escritos no livro e, no Iom Kipur (Dia do Perdão), celebrado dez dias depois, o livro é selado. Este período de dez dias é chamado Iamim Noraim (dias temíveis). O cumprimento da festa é o tradicional “Shaná Tová” (Bom Ano). Entre os costumes culinários, Rosh Hashaná é marcado principalmente pela ingestão de alimentos doces, como a maçã com mel e o bolo de mel, como uma forma de augúrio para que o novo ano seja doce.