Câmara dos EUA aprova resolução contra o antissemitismo

A Câmara dos EUA aprovou ontem por 407 votos contra 23 resolução condenando o antissemitismo e todas as formas de intolerância. A decisão veio em resposta aos comentários antissemitas da parlamentar democrata muçulmana Ilhan Omar, que questionava, entre outras coisas, o apoio americano a Israel.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que não acredita que Omar entenda o “peso de suas palavras”, nem que suas declarações possam ser consideradas antissemitas. A resolução não faz referência a Omar. “Não é sobre ela. É sobre todas as formas de ódio”, disse Pelosi. “Não estamos policiando o discurso de nossos membros. Estamos condenando o antissemitismo, a islamofobia e a supremacia branca”, destacou Pelosi.

O senador Bernie Sanders disse que “o que está acontecendo na Câmara agora é um esforço para atingir a congressista Omar como uma maneira de sufocar esse debate. Isso está errado”.

Sanders se referia ao debate sobre a política dos EUA para Israel. “O antissemitismo é uma ideologia odiosa e perigosa que deve ser vigorosamente combatida nos Estados Unidos e no mundo”. “Não devemos, no entanto, equiparar o a condenação do antissemitismo à crítica ao governo de (Benjamin) Netanyahu em Israel”.

A senadora democrata Kamala Harris, pela Califórnia, declarou: “Precisamos nos manifestar contra o ódio”.  E a senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, disse que “associar a crítica ao governo de Israel ao antissemitismo tem um efeito inibidor e isso torna mais difícil buscarmos uma solução pacífica para o conflito entre israelenses e palestinos”.

A resolução adotada ontem na Câmara foi aprovada em resposta às recentes declarações de Omar de que os partidários de Israel têm pressionado os legisladores a se comprometerem com “lealdade” ao país. Omar já se desculpou por comentários anteriores críticos ao Estado judeu.