Câmara dos Representantes dos EUA aprova resolução condenando movimento palestino de boicote a Israel

Por 398 votos contra 17 e cinco abstenções, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou resolução condenando a campanha palestina de boicote a Israel (BDS – Boicote, Desinvestimento e Sanções). A resolução também pede mais segurança para Israel e defende a solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino.

Dezesseis democratas se opuseram ao projeto, entre eles Rashida Tlaib, de Michigan, e Ilhan Omar, de Minnesota, as primeiras mulheres muçulmanas eleitas para o Congresso americano. Ambas defendem o movimento BDS.

Apenas um republicano, Thomas Massie, do Kentucky, votou contra a resolução.

A medida “se opõe ao Movimento Mundial de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) visando Israel, incluindo o empenho para atingir empresas dos Estados Unidos envolvidas em atividades comerciais com israelenses, e todos os esforços para deslegitimar o Estado judeu”.

Também afirma que o movimento BDS “enfraquece a possibilidade de uma solução negociada para o conflito israelo-palestino exigindo concessões de uma parte e encorajando os palestinos a rejeitar as negociações, favorecidos pela pressão internacional”.

O grupo pró-Israel AIPAC – o Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel – aplaudiu a resolução.

“A resolução envia uma mensagem poderosa de que a Câmara dos Representantes rejeita de forma explícita a discriminação contra o Estado judeu”, disse o grupo. “Ressaltando a sólida posição pró-Israel da Câmara, a resolução foi co-patrocinada por 350 representantes – maiorias fortes de ambas as partes”.

Recentemente, Omar foi duramente criticada por dizer que o AIPAC pagou a políticos americanos para que assumissem posições pró-Israel, o que muitos consideraram uma posição antissemita.