Casos de antissemitismo aumentam em 74% na França

“O antissemitismo se espalha como um veneno”, denunciou o ministro francês do Interior, Christophe Castaner, ao revelar que os casos de antissemitismo na França cresceram em 74% no ano passado.

Esses atos passaram de 311 em 2017 para 541 no ano passado, informou o Ministério do Interior. Castaner chamou de “ataque à esperança” o vandalismo contra uma árvore plantada em Saint-Geneviève-des-Bois, em homenagem a Ilan Halimi, um jovem judeu morto em 2006. “Ao atacar um culto, atacando a memória de Ilan Halimi, a República é atacada”, disse o ministro, que também falou contra os “ataques às igrejas católicas”. “Em face dos maus ventos do antissemitismo, a República vai agir”, disse. “É sua honra, é seu dever”, tuitou o secretário de Estado da Segurança Interna Laurent Nuñez.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou a apresentação de uma queixa-crime em resposta às suásticas marcadas em imagens de Simone Veil no décimo terceiro distrito de Paris.

Várias suásticas e inscrições antissemitas apareceram neste fim de semana em diferentes locais na França. Em Paris, a palavra “Juden!” foi pintada de amarelo na janela de uma padaria. O ato de vandalismo aconteceu no sábado pela manhã em uma loja Bagelstein, no 4º distrito de Paris.

Muitos parisienses manifestaram no Twitter seu horror e indignação com o ato, segundo o jornal Huffington Post.

Na noite de sábado, Castaner tuitou: “Um rótulo antissemita no coração de Paris. É demais! “Juden” em letras amarelas, como se as lições mais trágicas da história tivessem sido apagadas de nossas consciências. Nossa resposta é fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para condenar o autor desta ignomínia. Não devemos permitir que este ato permaneça impune”. O porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, chamou o vandalismo de “antissemitismo sujo nas ruas da cidade da luz”.