CJM lança campanha para que o ensino do Holocausto seja adotado nas escolas americanas

Ao lembrar hoje o aniversário do diplomata português Aristides de Sousa Mendes, que ajudou a salvar a vida de milhares de judeus durante a Segunda Guerra, o Congresso Judaico Mundial (CJM) lançou campanha para que o Congresso americano aprove o ensino obrigatório do Holocausto nas escolas do país. “Pedimos que se juntem a nós, nos Estados Unidos, para garantir que a educação sobre o Holocausto seja ensinada nas escolas americanas”, diz a campanha, informando que 18.178 pessoas já assinaram o documento e que o objetivo é alcançar 25.000 assinaturas. Assine.

O diplomata português Aristides de Sousa Mendes ajudou a salvar a vida de milhares de judeus durante a Segunda Guerra, emitindo vistos e passaportes e, em alguns casos, concedendo, inclusive, identidade falsa portuguesa a milhares de pessoas que fugiam do nazismo.

No Brasil, numa conquista da Conib, o ensino do Holocausto foi aprovado no ano passado pelo Conselho Nacional de Educação como matéria curricular. O documento oficial sobre a Base Nacional Comum Curricular inclui como temas obrigatórios: “Judeus e outras vítimas do Holocausto” e o estudo “do extermínio de judeus (como o Holocausto)”.
Ambos os temas foram incluídos ao 9º ano do Ensino Fundamental, nas páginas 424 e 425 da BNCC.

“Creio que essa é certamente uma grande vitória para nós, judeus brasileiros, para os que ensinam história judaica e para as instituições representativas da comunidade judaica, que há muitos anos vêm lutando para que esse resultado fosse alcançado. O MEC e o ministro Mendonça (Filho) foram parceiros relevantes, o que merece ser registrado”. “Com isso, o Brasil passa a cumprir algumas das resoluções de organismos internacionais (ONU-UNESCO) que cobram a obrigatoriedade do ensino do Holocausto, o que também é digno de registro”. “Parabéns a todos os que ajudaram para que chegássemos a esse resultado!”, declarou na ocasião o presidente da Confederação Israelita do Brasil, Fernando K. Lottenberg.