Comunidade judaica argentina lembra o 27º aniversário do atentado à embaixada de Israel em Buenos Aires

A comunidade judaica argentina prestou homenagem neste domingo (17) às vítimas do atentado que matou 29 pessoas na embaixada de Israel em Buenos, em 17 de março de 1992. Centenas de manifestantes se reuniram nas esquinas das ruas Arroyo e Suipacha, local do atentado e que foi transformada em praça por inciativa de líderes da comunidade judaica, para homenagear as vítimas do ataque.

O ato foi convocado por uma organização de jovens da comunidade judaica sob o lema “Basta de impunidade”.
Recentemente, a justiça concluiu que tanto o ataque à embaixada como à AMIA foram praticados por iranianos em estreita colaboração com o Hezbollah e com a Jihad Islâmica e com o apoio de funcionários argentinos corruptos.

Recentemente, o ex-presidente Carlos Menem foi julgado por acobertar os envolvidos no ataque à AMIA e por dificultar as investigações. A justiça, porém, o considerou inocente, julgando culpados apenas outros três ex-funcionários do governo.

A comunidade judaica argentina, que tinha a esperança de que as investigações avançassem no atual governo, ficou decepcionada.

Em 17 de março de 1992, às 14h42, uma caminhonete conduzida por um homem-bomba e carregada de explosivos foi detonada na frente da embaixada de Israel, localizada na esquina de Arroyo e Suipacha. A embaixada, uma igreja católica e um prédio escolar próximos foram destruídos. Quatro israelenses morreram, mas a maioria das vítimas eram civis argentinos, muitas delas crianças. A explosão matou 29 pessoas e feriu outras 242. Foi o pior ataque terrorista até então na Argentina, sendo superado, dois anos depois, pelo atentado à AMIA.