Comunidade judaica vê com otimismo as relações Brasil-Israel

A comunidade judaica brasileira vê com bons olhos a aproximação do novo governo brasileiro com o Estado de Israel. A Conib há anos luta por uma relação bilateral rica e dinâmica, livre de preconceitos, que reconheça Israel como um país democrático e tolerante, com muito a oferecer ao Brasil e ao mundo, destacou o presidente da Conib, Fernando Lottenberg.

Em recente entrevista ao jornal israelense Times of Israel, Lottenberg declarou: “A comunidade judaica brasileira vê sinais promissores nas relações entre o Brasil e Israel nos próximos anos”.

Para Lottenberg, “Existe uma agenda muito rica em oportunidades, na qual temos trabalhado nos últimos anos e que podem ganhar uma nova dimensão, em áreas como tecnologia, cultura, meio ambiente, segurança, agricultura e outras”.

Para o presidente da Conib, “A presença do primeiro-ministro na posse (de Bolsonaro) é um sinal muito promissor”.

Foi a primeira visita de um primeiro-ministro israelense ao Brasil.

O governo israelense espera que os primeiros resultados da aproximação com o Brasil apareçam já na visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel, no primeiro trimestre de 2019. A expectativa é que a viagem produza um primeiro acordo de parcerias entre os dois países. No encontro com Bolsonaro, Netanyahu conversou sobre a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para a capital israelense, Jerusalém: “Bolsonaro me disse que a mudança da embaixada não é questão de ‘se’ e sim questão de ‘quando'”. Ele se reuniu com o presidente eleito na sexta-feira (28) para iniciar conversas sobre parcerias comerciais.

“Essa é uma visita histórica. É a primeira vez que um primeiro-ministro israelense visita o Brasil. Isto é incrível por conta de sermos um estado independente há mais de 70 anos. Já era hora. Minha impressão do presidente Bolsonaro foi excelente. Ele tem, assim como eu, a oportunidade de forjar uma aliança verdadeira de uma verdadeira fraternidade, para usar o poder econômico brasileiro e o potencial de crescimento juntamente com Israel, que é a força tecnológica global. Essa combinação pode trazer coisas maravilhosas para o povo brasileiro. Água, agricultura, saúde, transporte, cibersegurança. Você pode escolher”, disse Netanyahu em entrevista ao Jornal Nacional (Veja a íntegra).

Ao assumir o comando do Ministério das Relações Exteriores, Ernesto Araújo afirmou que reorientará a atuação da diplomacia na ONU, “em favor do que é importante para o Brasil, não as ONGs”. Em seu discurso de posse, o chanceler listou países com os quais o Brasil buscará alianças sem pedir permissão à ordem global. “Admiramos quem luta, por isso admiramos o exemplo de Israel, que nunca deixou de ser nação mesmo quando não tinha solo, em contraste com algumas nações de hoje que, mesmo tendo solo, igreja, castelo, já não querem ser nação”.