Conib lamenta a morte do jornalista Salomão Schvartzman

O jornalismo perdeu, neste sábado, o talento de Salomão Schvartzman. Sociólogo e advogado, Schvartzman morreu no sábado, em São Paulo. O jornalista atualmente apresentava o “Diário da Manhã”, na Rádio Cultura FM, e tinha uma coluna diária na BandNews.

Judeu nascido em Niterói, no Rio de Janeiro, Schvartzman se definia como um paulista de coração, sempre que se referia à cidade em que escolheu morar desde os seus 25 anos. O jornalista, que perdeu avô e tios assassinados no campo de extermínio alemão de Auschwitz, na Polônia, era crítico feroz do antissemitismo.

Uma das passagens marcantes de sua carreira foi a cobertura, em 1961, pela rádio Globo, do julgamento do nazista Adolph Eichmann. Outro foi a menção honrosa conquistada, em 1977, no Prêmio Esso de Jornalismo pela reportagem Doca Doca: Por que mataria a mulher que amava?, sobre o assassinato da socialite Ângela Diniz, publicada na revista Manchete.

A Conib solidariza-se com a família, amigos e fãs de Salomão Schvartzman e lamenta a falta que ele, com sua voz inconfundível, fará no jornalismo brasileiro.