Dois israelenses estão entre os mortos no acidente com avião da Ethiopia Airlines; Israel envia equipe à Etiópia

Um avião que levava 157 pessoas a bordo caiu neste domingo (10) durante voo entre a Etiópia e o Quênia. O Boeing da Ethiopian Airlines transportava 149 passageiros e 8 tripulantes, quando caiu próximo à cidade de Bishoftu, a 62 quilômetros da capital etíope, Adis Abeba. Não há sobreviventes. Entre as vítimas estavam 32 quenianos, nove etíopes e dois israelenses.

“Nossos corações estão com as famílias”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Autoridades israelenses enviaram uma equipe de emergência à Etiópia no local onde caiu o avião “para localizar e identificar as vítimas israelenses, recolher seus restos mortais e garantir que tenham um enterro de acordo com a lei judaica”, disse um membro do grupo.

Ainda não há detalhes sobre as causas do acidente. Registros mostram que o avião era novo. O banco de dados de aviação civil da Planespotters mostra que o Boeing 737-8 MAX foi entregue à Ethiopian Airlines em meados de novembro

Tewolde GebreMariam, diretor executivo da Ethiopian Airlines, disse a jornalistas que o piloto havia alertado os controladores que estava “com dificuldades” e precisava retornar. Ele recebeu autorização da torre de controle, mas não conseguiu pousar o avião.

A emissora estatal da Etiópia, a EBC, disse que havia a bordo passageiros de 33 nacionalidades.

A rota Addis Ababa-Nairobi é usada com frequência por israelenses, já que não há voos diretos entre Israel e o Quênia. O Canal 13 informou que o avião que caiu esteve em Israel na última quarta-feira.

“Infelizmente, nosso embaixador na Etiópia – Raphael Moran – nos informou que dois israelenses estavam entre os passageiros do avião. Nossos corações estão com as famílias”, disse Netanyahu em um vídeo postado do lado de fora do Ministério das Relações Exteriores, em Jerusalém.

A estatal Ethiopian Airlines, amplamente considerada a companhia aérea mais bem administrada da África, se considera a maior companhia aérea da África e tem ambições de se tornar a porta de entrada para o continente.

“Minhas orações vão para todas as famílias e associados daqueles a bordo”, disse o Presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta.

Segundo as autoridades, estavam no voo 18 canadenses; oito da China, dos Estados Unidos e da Itália; sete da França e da Grã-Bretanha; seis do Egito; cinco dos Países Baixos e quatro da Índia e da Eslováquia.