Em encontro com Bolsonaro, presidente da Câmara Brasil-Israel destaca importância da cooperação entre países

Jayme Blay, presidente da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria reuniu-se na terça-feira (2) com o presidente Jair Bolsonaro, durante almoço com empresários em Jerusalém.

Acompanhado de Renato Ochman, Mario Fleck e Jacques Sarfatti, vice-presidentes da Câmara, Blay chefiou a missão “Imersão em Inovação e Tecnologia – Israel 2019”, que foi a Israel na mesma semana em que Bolsonaro visitou o país, e que contou com a presença de 40 CEOs, presidentes de Conselho e empresários que visitaram as principais Startups , Universidades e Centros de High-Tech israelenses.

Ao presidente, Jayme Blay falou sobre a missão da Câmara a Israel e destacou a importância da cooperação entre Brasil e Israel, com a visita da comitiva de empresários profundamente interessados em tudo o que puderam ver durante a estadia.

“Tal qual no ano anterior, levamos empresários de alto nível para que eles tivessem acesso a informações e pudessem entrar em contato com empresários israelenses e com as startups do país. O grupo ficou altamente impressionado. Vários já se envolveram em conversas e tratativas que costumam levar ao fechamento de negócios”, avaliou Jaime Blay em entrevista à Conib.

“O grupo reuniu empresários de diversas áreas: alimentícia, energia, produção de equipamentos básicos para a indústria de construção, cyber security, IoT (internet das coisas), agrícola e de infraestrutura, entre outras”.

Sobre as missões, Blay afirmou: “Estas missões são trabalho permanente da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria. A deste ano coincidiu com a visita de Jair Bolsonaro, o que deu um caráter mais ostensivo à viagem”.
“Os empresários sempre procuram a melhor solução para suas questões, independente da ideologia política. Isso influencia pouco. Mas quando há uma indicação do governo, quando há um aceno para uma direção, que o empresário sabe que o governo não vai opor restrições, o cenário melhora. É um aspecto positivo. Nós estamos vendo com bons olhos o desenrolar e achamos que muitos negócios vão acabar surgindo”.

“Existem muitas soluções com as quais o Brasil pode se beneficiar imediatamente, para tanto é importante incentivar essas parcerias, fazendo com que todas as áreas em que Israel tem muita coisa a contribuir com o Brasil possam ser divulgadas”, destacou Blay.

Bolsonaro se mostrou bastante interessado sobre a tecnologia agrícola, com mapeamento por satélite que está sendo desenvolvido por uma empresa israelense e que tem a capacidade de detectar movimentos de terra incomuns em barragens e que podem provocar acidentes como o que ocorreu em Brumadinho.

“O encontro foi extremamente positivo. Bolsonaro parabenizou a Câmara por suas iniciativas e deixamos as portas abertas para a continuidade da nossa comunicação. Foi uma honra para a Câmara ter acesso direto ao presidente e poder partilhar com ele essas nossas observações”, finalizou Blay.

Em matéria publicada neste domingo (7) em O Estado de S.Paulo, o colunista Lourival Sant’Anna afirma que o estreitamento da cooperação com Israel, promovido pela visita do presidente Jair Bolsonaro na semana passada, é potencialmente vantajoso para o Brasil. Os dois governos concordaram em cooperar no setor de energia, nos segmentos do petróleo e gás, termoeletricidade e fontes renováveis. Um acordo de cooperação prevê também estreitamento nos campos de ciência e tecnologia. Haverá chamadas conjuntas para projetos de inovação e um programa para startups no Brasil. Basta dizer que o Waze é criação israelense.

Um acordo no setor de saúde e medicamentos, firmado em 2006 no governo Lula, terá continuidade, com troca de tecnologias e intercâmbio de especialistas. A promoção do comércio e de investimentos também será estimulada. Israel é um dos poucos países com os quais o Mercosul firmou, em 2007, acordo de livre-comércio, nessas três décadas de torpor que se seguiram à criação do bloco.

Houve acordos também nas áreas de defesa e segurança pública e cibernética. O governo israelense expressou seu apoio ao ingresso do Brasil na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que, ao que tudo indica, será um tema recorrente nas viagens de Bolsonaro.