Em mensagem a Israel, Bolsonaro explica declaração sobre o Holocausto

O presidente Bolsonaro procurou explicar declaração que deu na quinta-feira passada, de que seria possível perdoar o Holocausto, mas não o esquecer.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, publicou no sábado (13), em uma rede social, uma mensagem respondendo à declaração. “Nós sempre iremos nos opor àqueles que negam a verdade ou aos que desejam expurgar nossa memória – nem indivíduos ou grupos, nem líderes de partidos ou premiês. Nós nunca vamos perdoar nem esquecer”, escreveu Rivlin.

O centro de memória do Holocausto Yad Vashem também reagiu à declaração de Bolsonaro afirmando, em comunicado, que “não é direito de nenhuma pessoa determinar se crimes hediondos do Holocausto podem ser perdoados”.

Após essas reações negativas, Bolsonaro publicou a seguinte mensagem, por meio de rede social do embaixador de Israel no Brasil:

“Mensagem oficial do presidente para o povo de Israel: Deixei escrito no livro de visitantes do Memorial do Holocausto em Jerusalém: ‘Aquele que esquece seu passado está condenado a não ter futuro’. Portanto, qualquer outra interpretação só interessa a quem quer me afastar dos amigos judeus. Já o perdão, é algo pessoal, nunca num contexto histórico como no caso do Holocausto, onde milhões de inocentes foram mortos num cruel genocídio”.

A Conib considera que o Holocausto não deve jamais ser perdoado nem esquecido. Em memória das vítimas, por respeito aos sobreviventes e seus descendentes, bem como para que genocídios não ocorram novamente. Foi o que disse o presidente da Conib, Fernando Lottenberg, em discurso no Dia Internacional da Memória do Holocausto, em 27 de janeiro, citando a sobrevivente Liliana Segre, Senadora italiana: “Não esquecer, não perdoar”.