Em Paris, presidente israelense homenageia diplomatas que ajudaram a salvar judeus durante o Holocausto

Dias antes do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, no próximo domingo (27), o presidente israelense, Reuven Rivlin, inaugurou uma exposição em Paris para homenagear diplomatas que salvaram judeus durante a Segunda Guerra. No evento, Rivlin foi acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves le Drian.

A exposição “Além do Dever: Salvar Vidas Judaicas e Mostrar o Caminho”, é uma colaboração entre o Ministério de Relações Exteriores de Israel e o Yad Vashem e está sendo exibida em missões diplomáticas israelenses em vários países antes do Dia Internacional da Recordação do Holocausto no domingo.

“Cerca de 200.000 pessoas foram salvas pelas ações desses diplomatas”, disse Rivlin. “Suas histórias são uma parte única da história do Holocausto. Eles provaram que, como cidadãos e como representantes do povo e de países, sempre é possível manter a capacidade e a responsabilidade de fazer escolhas”.

Trinta e seis diplomatas de cerca de 20 países usaram sua autoridade e influência para resgatar judeus durante o Holocausto e foram reconhecidos por Israel como ‘Justos Entre as Nações’, de acordo com a Assessoria de Imprensa do Governo de Israel. “Eles simplesmente ignoraram as regras e regulamentos e deram aos judeus passaportes, vistos e refúgio diplomático em suas embaixadas”, disse Drian. “A exposição que estamos inaugurando hoje nos mostra as responsabilidades da humanidade”.

Um desses heróis, foi o embaixador brasileiro na França Luiz Martins de Souza Dantas, que salvou a vida de milhares de judeus europeus nos anos 30 e 40, por meio da concessão de vistos irregulares para o Brasil, contrariando ordens do Governo Vargas.