Entenda como funciona a eleição em Israel

Nesta terça-feira (9) serão escolhidos os novos integrantes do 21.º Knesset (Parlamento) de Israel. Além do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, há mais 12 postulantes ao cargo de premier.

O Knesset tem 120 assentos, dos quais a maioria é ocupada pelo Likud, partido do atual premiê e aliados. Desde que Israel foi fundada em 1948, nenhum partido formou maioria absoluta.

Os eleitores votam em partidos, e não em indivíduos, como candidatos para preencher os assentos do Knesset (Parlamento), que conta com 120 membros. Os assentos são divididos proporcionalmente com base na porcentagem de votos que cada grupo recebe. Qualquer um que consiga 3,25% ou mais de votos obtém ao menos um assento.

Se o partido não conseguir – e muitos partidos menores não conseguem – os votos deles não serão contados, o que aumenta a parcela de assentos concedidos aos outros grupos. Se um partido ganhar ao menos 61 assentos, consegue o direito de formar um governo, mas isso nunca aconteceu na política israelense. Então, assim que os assentos forem divididos, os partidos tentam formar coalizões que controlam a maioria dos assentos.

Netanyahu está no poder há quase 13 anos e enfrenta resistências internas em razão de investigações por denúncias de corrupção. Coube a ele, porém, a condução do país para uma era de crescimento econômico e estabilidade, além da aproximação com líderes árabes sunitas e da expansão dos laços comerciais de Israel com países da África, América Latina e Ásia.

Em comunicado, o Likud informou que pretende unir “as fileiras para garantir que os votos da direita não sejam perdidos”.

As pesquisas mais recentes, divulgadas na sexta-feira (5) mostram o Partido Azul e Branco, de Benny Gantz, ligeiramente à frente do Likud. Os posicionamentos políticos dos dois são similares e representam uma reflexão sobre como as políticas israelenses se voltaram cada vez mais para a direita sob o governo de Netanyahu.

O site americano JTA divulgou um quadro sobre o processo eleitoral israelense, detalhando quem é quem e analisando as possíveis formações de blocos e alianças do futuro governo. Veja.