Festival de Cinema Judaico traz a São Paulo 33 filmes premiados e panorama dedicado a Israel

De 03 a 14 de agosto, a Hebraica realiza o 23º Festival de Cinema Judaico de São Paulo, e traz à capital paulista 33 produções premiadas e apresentadas em diversos festivais internacionais. Veja a programação.

O programa deste ano inclui longas-metragens de ficção, documentários e curtas-metragens que serão exibidos no Teatro Arthur Rubinstein na Hebraica, no Sesc Bom Retiro, o Instituto Moreira Salles (IMS) e o Museu da Imagem e Som (MIS). As quatro salas terão ingressos a partir de R$ 4,00. Uma parceria com o Instituto Goethe traz ainda uma homenagem especial ao cinema alemão com a exibição de filmes dirigidos por Christian Petzold: Fênix e Em Trânsito.

De acordo Gaby Milevsky, Diretor Geral do Festival, essa edição apresenta uma seleção ainda mais robusta de filmes, que buscam cumprir o papel do evento de reunir e apresentar vários aspectos universais e da cultura judaica para toda a sociedade. “O Festival, definitivamente, se tornou uma referência na agenda anual da cidade e dos apreciadores da sétima arte. Isso reitera a preocupação de A Hebraica como forte incentivadora à cultura e a arte, pois, principalmente durante o Festival, conseguimos trazer um grande intercâmbio de experiências cinematográficas de diferentes países, sempre atentos para a tolerância e o respeito entre as culturas”, afirma.

A grande novidade deste ano é pré-abertura do Festival, no dia 3 (sábado), em evento voltado para o público jovem. Na ocasião, serão exibidos três importantes curtas-metragens: “1.000 beijos”, “The Chop” e o renomado “Skin”, vencedor do Oscar de melhor filme dessa categoria em 2019. Na sequência, o público poderá desfrutar um open bar de cerveja com aperitivos. O encontro acontece às 22h30, no Clube Hebraica, e tem como objetivo fomentar a discussão sobre a importância das salas de cinema em um período em que o streaming tem atraído cada vez mais a atenção das pessoas.

A abertura oficial do Festival acontece no dia 04 de agosto com a exibição do emocionante e dramático documentário “Quem Vai Escrever Nossa História?” Já nos dias subsequentes, o público poderá conferir filmes como recém restaurado “Cidade sem Judeus”, longa que estreou em 1924 e esteve desaparecido por quase 90 anos, tendo uma cópia encontrada em um mercado de pulgas de Paris em 2015. A incrível história pode ser encarada como uma assustadora premonição do Holocausto – uma vez que a premissa é a expulsão de todos os judeus da cidade como solução de uma crise. Baseado no livro distópico de Hugo Bettauer e originalmente concebido como sátira política, tornou-se objeto de controvérsia e censura, especialmente em conjunto com a ascensão do nazismo.