Filantropia e o trabalho das entidades judaicas

No judaísmo, há um importante conceito chamado Tikun Olam (melhorar o mundo). Ele é apoiado por três valores e práticas: tzedaká (justiça), compaixão (chessed) e paz (shalom). O Tikun Olam é o desafio do ser humano em buscar constantemente a justiça social, liberdade, igualdade, paz e o cuidado com tudo que cerca a vida humana, incluindo natureza e meio ambiente.

A comunidade judaica no Brasil e no mundo segue, desde a sua criação, o conceito do Tikun Olam, seja em pequenas ações, doando dinheiro ou o seu tempo para instituições ou pessoas, ou trabalhando em instituições voltadas a ajudar o próximo, as chamadas instituições filantrópicas. Independente da forma que cada um ajuda, o judaísmo acredita que o mais importe é agir.

Em nosso país, instituições judaicas são reconhecidas pelo seu trabalho de filantropia, conforme diz Ruth Goldberg, diretora da Conib “seja na área da saúde, educação, assistência social, alimentação, renda, cuidado com idosos, cuidado com pessoas com deficiência, nossas instituições judaicas sempre atuaram (e continuam atuando) para minimizar o sofrimento humano e serem parceiros do governo na equalização dos enormes desafios vivenciados pela sociedade brasileira”. No Brasil, a Unibes e o Hospital Albert Einstein são renomados pelo trabalho realizado, assim como várias outras personalidades e instituições judaicas.

Para o povo judeu, a ajuda ao próximo sempre esteve, e continuará, nos ensinamentos passados de geração em geração e, juntos com a filantropia mundial, seguirão fazendo a sua parte para termos um olhar cuidadoso com a nossa população e continuar melhorando o mundo.