Filme conta história do ‘cônsul desobediente’

Aristides de Sousa Mendes, cônsul-geral de Portugal na cidade francesa de Bordeaux, decidiu, contra ordens explícitas do governo de Salazar, seguir sua consciência e expedir vistos, no início dos anos 1940, para todos os que tentavam escapar da barbárie nazista.

O recém-produzido filme português “O Cônsul de Bordéus”, que foi exibido nesta quarta-feira no Museum of Jewish Heritage [Museu da Herança Judaica], em Nova York, conta sua história. Ainda não está marcada a data do lançamento oficial.

Em poucos dias, Mendes conseguiu salvar 30 mil pessoas, antes de ser forçado a voltar a Portugal. Lá, foi expulso do corpo diplomático, impedido de exercer a advocacia e teve sua aposentadoria cancelada. Morreu pobre, no dia 3 de abril de 1954.

Em 1987, o governo português desculpou-se pelo tratamento dado a Mendes e reabilitou-o. Em 1995, conferiu-lhe a mais alta condecoração civil do país.

O diretor do filme, Francisco Manso, declarou ao site português Público: “Aristides de Sousa Mendes foi um herói, uma personalidade mundial, e este filme é o mínimo que podemos fazer para evocar a sua memória”.

Veja depoimento de judeu belga que foi salvo pela ação de Mendes.