22/2/2012
 
   
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Aaron David Gordon

Precursor do sionismo trabalhista e inspirador do pioneirismo agrícola sionista (movimento “chalutziano”). Mais do que um teórico, aplicou seu pensamento na prática. Nasceu em 9 de junho de 1856 no vilarejo de Troyanov, coração do império czarista. Sua educação religiosa influenciaria obra e pensamentos. Autodidata, aprendeu diversos idiomas e outras disciplinas gerais. Ainda jovem, já se mostrava um educador carismático. Por vinte anos, ajudou a administrar as propriedades de um parente, o Barão Joseph Guenzburg. Mas em 1904, aos 48 anos, decidiu imigrar à então Palestina.

Gordon acreditava que todo o sofrimento e perseguição eram resultados do estado de imobilismo dos judeus na Diáspora e que a única forma de mudar isso seria a realização de trabalho na terra, do contato sagrado com o solo, na região em que os patriarcas e ancestrais judeus haviam vivido. A salvação e a redenção viriam, segundo ele, do esforço individual do judeu que trabalhasse na agricultura. Como meio de provar isso, mesmo sem nenhuma experiência com o trabalho rural, se tornou agricultor e trabalhou em localidades como Petach Tikva, Rishon Le Tzion e algumas aldeias na Galileia. Mais tarde iria se estabelecer no kibutz Degania.

Em seus escritos, afirmou ter criado a “religião do trabalho” e que essa era a melhor forma de unir e rejuvenescer o povo judeu. Como outros trabalhadores rurais, sofreu com a pobreza, o desemprego e doenças, como a malária. Isso o tornaria uma espécie de líder espiritual dos trabalhadores, que vinham até ele em busca de conselhos e de ajuda. Até o fim da vida, evitou a política e a filiação a partidos dentro da Organização Sionista. Recentemente, acadêmicos que estudam a obra de Gordon afirmaram que ele foi muito influenciado pelo novelista russo Leon Tolstoi, assim como pela cabalá e o chassidismo (*). Gordon morreu em 1922. Depois disso, um grande movimento juvenil na Europa, chamado de Gordonia, foi criado para perpetuar seus pensamentos e ensinamentos. Boa parte dos imigrantes europeus que fundou pouco tempo depois, a maioria dos kibutzim em Israel, saiu dessas fileiras.

(*) O “ch” transliterado do hebraico se pronuncia como um "RR" forte.


 

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