Kadima

Partido político israelense. Seu nome significa “adiante” ou “avante”. Foi fundado em 2005, pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon, após um racha do Likud. No espectro político de Israel, é classificado como uma legenda de centro. A atual líder é a deputada Tzipi Livni. A decisão de Ariel Sharon, quando ainda era líder do Likud, de promover a saída unilateral do exército e dos cidadãos israelenses da Faixa de Gaza foi o fato catalisador para a criação do novo partido. A retirada de Gaza gerou um desacordo dentro do Likud, ao mesmo tempo em que outros partidos de centro e de esquerda apoiaram a medida.

Em novembro de 2005, pouco depois da saída de Gaza, Sharon anunciou sua desfiliação do Likud, a fundação do Kadima e a convocação de eleições gerais para o mês de março do ano seguinte. Vários likudistas, como Ehud Olmert e Tzipi Livni, o acompanharam. Também se aliaram a ele figuras importantes do trabalhismo israelense, como Shimon Peres, que deixou o Partido Trabalhista depois de quase 60 anos de ativismo. A agenda principal do Kadima é o avanço do processo de paz em busca de um arranjo definitivo com os palestinos. Em janeiro de 2006, dois meses antes das eleições, Sharon sofreu um grave derrame cerebral que o deixou em estado de coma. Em seu lugar, assumiu Ehud Olmert. Nas eleições, o Kadima tornou-se a principal força do país, ao obter 29 assentos na Knesset, formando coalizão com os trabalhistas e o ortodoxo Shas.

Em 2008, Olmert renunciou à liderança do partido e convocou eleições antecipadas para o início do ano seguinte, após acusações de corrupção. Para seu lugar, foi escolhida Tzipi Livni. Na disputa de 2009, o Kadima conquistou 28 assentos no Parlamento, um a mais do que o Likud liderado por Binyamin Netanyahu. Mas o resultado geral das eleições mostrou um avanço dos partidos de direita, como o Israel Beitenu, o que deu a Netanyahu a chance de formar a nova coalizão de governo e deixou o Kadima como o principal partido de oposição.

Listagem completa