Knesset

Parlamento israelense. É unicameral e tem 120 integrantes. Seu nome, formato e número de deputados têm origem histórica na antiga Knesset Hagdolá (Grande Assembleia em tradução literal), o órgão representativo judaico convocado em Jerusalém, no século 5 A.E.C. (antes da Era Comum). A Knesset é eleita por um período de quatro anos, mas pode se dissolver ou ser dissolvida pelo primeiro-ministro em qualquer momento. Para se atingir a maioria absoluta, são necessárias 61 cadeiras. Desde a fundação de Israel, em 1948, nenhum partido conseguiu atingir esse número.

Para tornar-se lei, uma proposta deve passar por três leituras na Knesset. Na primeira, o texto é apresentado em plenário para um breve debate e votação do mérito. Aprovado, ele é remetido a uma das comissões que lidam diretamente com o assunto a ser votado. Nessa fase, o projeto pode sofrer emendas. Quando a comissão termina seu trabalho, a proposta retorna ao plenário para uma segunda leitura, durante a qual são apresentadas e votadas emendas ou restrições dos integrantes da comissão. Se houver novas modificações, o projeto volta às comissões para uma nova rodada de debates. Caso contrário, vai à votação em terceira leitura.

A sanção de leis aprovadas é diferente do Brasil, onde o sistema é presidencialista. Em Israel, a sanção é conjunta, feita pelo primeiro-ministro, pelo presidente do país, pelo presidente da Knesset e pelo ministro que será responsável pela implementação do texto aprovado.

O presidente de Israel, que tem um papel sobretudo cerimonial, é eleito pela Knesset para um mandato de sete anos. Após as eleições legislativas, cabe a ele conferir ao membro da Knesset que julga ser o mais apto a tarefa de formar uma coalizão de governo. Com a formação da coalizão, seu líder torna-se o primeiro-ministro.

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