Likud

Partido político israelense e uma das principais e mais tradicionais legendas do país. No espectro político, é classificado como centro-direita. Sua origem histórica é ligada aos ideais do sionismo revisionista.

Em 1965, o Herut se fundiu com o Partido Liberal e, dessa aliança, surgiu o Gahal (acrônimo em hebraico de Bloco Herut e Liberal). Sob a liderança de Menachem Begin ganhou espaço na Knesset, mas manteve-se como segunda força política do país, atrás da aliança de centro-esquerda que governava Israel. Embora na oposição, foi chamado a participar do governo de união nacional em 1967, por causa da ameaça de eclosão da Guerra dos Seis Dias. O Gahal ficou no governo até 1970. Três anos depois, uma nova fusão, dessa vez com uma série de legendas menores de centro-direita, deu formato final ao partido, que ganhou o nome de Likud (em hebraico, Consolidação). Na economia, sua plataforma sempre foi liberal, com a defesa da diminuição da presença do Estado no setor produtivo. Em relação às negociações de paz, era contra o princípio de trocas de territórios por paz e defendia a visão de uma “Grande Israel”, que incluía os territórios na margem ocidental do rio Jordão. Nos últimos anos, o partido vem adotando posições mais pragmáticas.

Em 1977, quatro anos depois da Guerra do Iom Kipur, o Likud, ainda sob a liderança de Begin, venceu as eleições e tirou do poder o trabalhismo, que predominou durante os primeiros trinta anos de Israel. Uma das principais marcas históricas do partido foi liderar o processo de paz com o Egito, até a assinatura do Tratado de Camp David, em 1979, que marcou uma grande transformação programática na legenda.

Begin assinou os acordos com o Egito e aceitou deixar a Península do Sinai em troca de relações estáveis com o país vizinho. Desde 1977, o Likud alternou-se no poder com os trabalhistas, em várias ocasiões. Em 2005, registrou seu primeiro grande racha histórico, após a decisão do então primeiro-ministro Ariel Sharon de retirar-se unilateralmente da Faixa de Gaza. Dessa divisão surgiu o Kadima, partido que ocupa o centro do espectro político e que atraiu figuras importantes tanto do Likud, como do trabalhismo.

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