Pessach

(Páscoa judaica)

Festa que comemora o êxodo dos judeus do Egito antigo, liderados por Moisés, e o surgimento de sua identidade como povo e nação. A tradução literal do nome da festa é “passar por cima”, em referência à última das dez pragas, à qual, segundo a tradição judaica, o faraó e o povo egípcio foram submetidos por não libertar os judeus da escravidão. Conforme o texto bíblico, o anjo da morte passou por cima das casas das famílias judias e entrou em cada lar ou propriedade egípcia, levando a alma de todos os primogênitos. Foi apenas depois dessa praga que o “coração do faraó teria amolecido”, permitindo a saída dos judeus do país. Pelo calendário hebraico, o êxodo ocorreu no mês de Nissan do ano de 2448, o que seria equivalente a abril de 1313 A E.C.. De acordo com a Bíblia, três milhões de pessoas deixaram o Egito, sendo que entre elas havia 600 mil homens adultos (acima dos 13 anos). O episódio está narrado no livro Êxodo, do Pentateuco.

A festa é comemorada por oito dias nas comunidades judaicas em todo o mundo. Em Israel, são sete dias de festa. Ela começa ao entardecer do dia 14 do mês Nissan. Pelos costumes judaicos, é vedado comer alimentos fermentados e à base de farinha de trigo, como forma de lembrar o que passaram os antepassados durante a saída do Egito. Nas primeiras duas noites, é realizado um jantar especial chamado de seder. Nele, é narrada a história do êxodo, faz-se a leitura de bençãos, cantam-se músicas judaicas e come-se o pão ázimo (matzá) e ervas amargas (maror). Nos últimos dias da festa, é costume realizar uma refeição para marcar o fim do período e reza-se em memória de familiares mortos.

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