Grupos palestinos aceitam cessar-fogo em Gaza após mediação do Egito

Após dois dias de intensos combates no fim de semana em que grupos terroristas lançaram mais de 650 foguetes no sul de Israel e as Forças de Defesa de Israel (IDFs) atingiram mais de 300 alvos em Gaza, o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina anunciaram que o Egito e outros representantes internacionais intermediaram com sucesso um acordo de trégua.

Israel teria concordado em implementar uma série de medidas dentro de uma semana, incluindo a suspensão de restrições à importação de muitos bens para a Faixa de Gaza, como parte do acordo de cessar-fogo com os grupos terroristas, segundo informou hoje uma autoridade de Gaza.

Vários sites de notícias árabes publicaram notícias detalhando os termos do acordo.
O alto funcionário de Gaza, que falou sob condição de anonimato, disse ao The Times of Israel que o acordo “basicamente se concentra em Israel implementar o que anteriormente havia concordado”, mas que, agora, “Israel prometeu, pela primeira vez, implementá-lo dentro de uma semana”.

Nos últimos anos, Israel restringiu a entrada em Gaza de produtos que poderiam ter “uso duplo”, o que significa que eles poderiam tanto ser utilizados para fins civis como militares.

Há muito tempo, Jerusalém afirma que suas restrições ao movimento de mercadorias visam impedir que o Hamas e outros grupos terroristas que juraram a destruição do Estado judeu obtenham armas e materiais para produzi-los.

A autoridade de Gaza também disse que Israel consentiu em permitir a transferência de fundos do Catar para o enclave costeiro voltado para pequenos subsídios para famílias pobres, pagamento de salários de funcionários públicos nomeados pelo Hamas e projetos de trabalho supervisionados pela ONU.