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| Professora Anita Novinsky lança livro sobre a Inquisição |
| A Editora Humanitas e a Livraria Cultura convidam para o "Café Filosófico", dia 11 de fevereiro, às 19h30, quando a profa. dra. Anita Waingort Novinsky estará lançando o livro `Gabinete de Investigação: uma `caça` aos judeus sem precedentes`. O evento tem como tema: `Reflexões sobre Inquisição e Intolerância` e contará com a presença do prof. dr. Boris Fausto, professor de Filosofia da Universidade de São Paulo e do psicanalista prof. dr. Renato Mezan, da Pontifícia Universidade Católica. O evento será na Livraria Cultura – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073.
Este é o quarto livro de documentos inéditos sobre a história de Portugal e do Brasil (e o nono lançado pela professora). Trata dos judaizantes no período holandês, procurados pelos agentes da Inquisição e também dos judeus portugueses que fugiram para a Holanda. A profa. Anita relata que o nome `Gabinete de Investigação é o título de um artigo de Assis Chateaubriand escrito após visitar a Sinagoga de Amsterdã, no qual ele diz que os brasileiros que desejam conhecer sua origem devem ir à Holanda e ver seus nomes escritos na sinagoga. `Por isso emprestei esse nome`, conta Anita. `A Gestapo portuguesa enviava seus agentes para todos os lugares do mundo – Holanda, França, Inglaterra, Brasil - em busca dos marranos, dos portugueses de origem judaica que tinham fugido e deixado suas propriedades em Portugal`. Se comprovasse que eram judaizantes, a Inquisição confiscava todos seus bens, incluindo os de seus filhos e netos. `Essa obra prova a enorme quantidade de marranos que viviam no Brasil, que segundo a nossa investigação chegava a 30% da população branca em Minas Gerais e no Rio de Janeiro`, destaca. Ela informa que o próximo livro, o quinto volume de documentos, tratará da pesquisa em outras regiões da Europa. |