Hezbollah enfrenta críticas crescentes no Líbano por conflito com Israel

O grupo terrorista libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, vem sofrendo inúmeras críticas no Líbano pelo recente conflito com Israel, em que atacou um comboio militar israelense e que resultou em grande ataque de retaliação por parte do Estado judeu.

Enquanto os meios de comunicação associados ao Hezbollah foram rápidos em relatar o incidente de domingo – no qual o Hezbollah disparou mísseis contra tropas israelenses na fronteira – como uma vitória para o Líbano, uma posição diferente começou a aparecer tanto na mídia tradicional quanto nas mídias sociais.

As críticas ao grupo, seu líder e seus benfeitores iranianos têm aparecido cada vez mais.

O ex primeiro-ministro Fouad Siniora, que liderou o país durante a guerra de 2006 entre Israel e Hezbollah, disse ao Sky News Arabic que o grupo xiita estava entrelaçando o Líbano em uma grande confusão e que seu país precisava de uma estratégia de defesa.

“É inconcebível que o Hezbollah lance uma operação dessas”, afirmou.

Enquanto isso, um membro do Parlamento, do partido do Movimento Futuro do primeiro-ministro libanês Saad Hariri, disse que apenas o governo de Beirute – e não o Hezbollah – deve tomar decisões sobre as políticas de defesa do país.

Outro parlamentar acusou o Irã de “estar manipulando” o Hezbollah e decidir pelo Líbano quando e onde esses ataques aconteceriam.

“Infelizmente, a decisão de ir à guerra está nas mãos do Hezbollah”, afirmou.

O atual governo de coalizão de Hariri inclui o Hezbollah, que obteve ganhos significativos nas eleições parlamentares do ano passado, enquanto o bloco de Hariri perdeu um terço de seus assentos.

O grupo agora possui dois ministérios e um ‘ministério de estado’, incluindo pela primeira vez o Ministério da Saúde, que possui um dos maiores orçamentos do país. O Ministério das Finanças permanece nas mãos de um aliado do Hezbollah, Ali Hassan Khalil.