História de menina assassinada em Auschwitz vira série no Instagram

Uma iniciativa ambiciosa pretende expor e envolver os adolescentes na recordação do Holocausto através de histórias no Instagram, recriando a verdadeira vida de uma menina que foi assassinada em Auschwitz.

As “Séries de Eva”, no instagram, uma iniciativa para comemorar o Holocausto de uma forma que atraísse adolescentes, provocaram debates nas mídias tradicionais e sociais em todo o mundo.

Eva nasceu em Nagyvárad, na Hungria, e começou a escrever seu diário em seu 13º aniversário, em 13 de fevereiro de 1944. Sua última anotação foi feita em 30 de maio, apenas três dias antes de ser deportada para Auschwitz com sua família, onde ela foi assassinada.

Um trailer de vídeo foi lançado no domingo, e as matérias serão postadas a partir de quarta-feira às 16h em Israel (10h no horário de Brasília).

Cerca de 78.000 usuários já estão seguindo a conta, e muitos expressaram apoio e entusiasmo pelo trailer, apesar das críticas anteriores, alegando que a ideia era inapropriada.

O projeto foi iniciado e produzido pelo empresário do ramo da alta tecnologia Mati Kochavi e sua filha, que investiram milhões de dólares nas filmagens. O diário que Eva escreveu foi transformado em um roteiro e filmado em Lviv, na Ucrânia, com a assistência de cerca de 400 atores, figurantes e assistentes de produção.

Histórias e fotos do Instagram mostrarão a invasão de sua cidade pelas forças nazistas, as leis raciais que ela teve que suportar. Mostrarão também sua família sendo transferida para o gueto, a violência que ela sofreu e, finalmente, a viagem de trem que levou ao campo de extermínio de Auschwitz, onde ela morreu.

“Esta é a maneira de tornar o Holocausto acessível ao público jovem”, disse Kochavi. “Apenas 2,7% da discussão total sobre o Holocausto em todo o mundo hoje é iniciada pela geração mais jovem, o que é um declínio significativo em comparação aos anos anteriores.”

“Numa época em que os sobreviventes do Holocausto são escassos, a atenção das pessoas está diminuindo – há uma necessidade de encontrar novos modelos de memória e testemunho”, disse Kochavi, que espera que sua iniciativa mostre uma nova maneira de lembrar o Holocausto nos dias de hoje.