Irã terá que indenizar em US$ 9 milhões vítimas de atentado terrorista cometido pelo Hamas, em Israel

Cinco judeus americanos que foram vítimas do terror iraniano ganharam decisão judicial em uma corte em San Diego, EUA, ordenando que recebam ativos iranianos de mais de US$ 9 milhões.

A história dos demandantes começa em fevereiro de 1997, quando eles ficaram feridos em um atentado suicida realizado pelo Hamas, em  Jerusalém. Cinco pessoas morreram no ataque, incluindo três garotas de 14 anos.  Muitas outras vítimas inocentes ficaram gravemente feridas.

Advogados do Shurat HaDin – Centro Legal de Israel entraram com ação em 2001 contra o governo iraniano e seu Ministério da Defesa, em nome das cinco famílias americanas cujos entes queridos foram feridos no ataque. Eles alegaram que o Irã forneceu apoio e recursos materiais para o Hamas. Em 2003, um tribunal de Washington DC concedeu às famílias mais de US$ 70 milhões em danos compensatórios – não pagos pelo Irã.

O caso se estendeu por mais 10 anos até a decisão da corte federal em San Diego. As vítimas ainda terão que esperar até que o Ministério da Defesa iraniano esgote o seu direito de apelação, para receber os fundos. O juiz, no entanto, ordenou que o dinheiro seja transferido para seus nomes.

“Esta é uma tremenda vitória para as vítimas do terrorismo islâmico”, disse a advogada Nitsana Darshan-Leitner, ativista de direitos humanos e fundadora do Shurat HaDin. “Nós e as famílias que representamos não perdoamos nem esquecemos o terror financiado pelo Irã e continuamos lutando pela justiça e por uma compensação dos regimes ilegais que apoiam organizações terroristas”.

O Shurat HaDin é uma organização israelense de direitos civis, líder mundial na luta contra  organizações terroristas e os regimes que as apoiam. Promove ações judiciais em tribunais de todo o mundo.

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Homem carrega mulher ferida no atentado terrorista cometido pelo Hamas, em fevereiro de 1997, em Jerusalém. Foto: Israel Matzav.