Judeu é atacado em Buenos Aires, em novo episódio antissemita

O judeu argentino Eliyahu Chamen foi brutalmente agredido na sexta-feira (17) quando saia da sinagoga Mikdash Yosef no bairro de Palermo, em Buenos Aires. “Eu deixei a sinagoga com um amigo e estávamos prestes a atravessar a rua quando, de repente, senti algo atingir minha cabeça e meu rosto”, disse Chamen ao Jerusalem Post. Ele disse que se virou para ver o que o atingiu e viu um homem pronto para atacar. “Ele gritava: ‘judeus’, ‘judeus'”. “E começou a gritar insultos antissemitas”, disse Chamen. “Tentei ligar para a polícia, mas não consegui. Então ele correu atrás de mim e quebrou a minha mão, mas eu continuei correndo”.

Chamen disse que várias pessoas testemunharam o incidente, mas nenhum interveio nem ofereceu ajuda após o ataque. “Isso me chocou”, disse.

“Talvez eles pudessem ter ajudado, talvez não, mas quando você vê algo assim acontecer, em que ninguém se oferece para ajuda, chamar a polícia, ou saber se a pessoa agredida está bem é chocante”.

Ele disse que notificou a polícia do ataque, mas não acredita que tenha motivações antissemitas.

“Isso não é comum em Buenos Aires”, disse ele, avaliando que o agressor estava bêbado ou drogado.

A maioria da retórica antissemita na Argentina vem de “pessoas sem instrução”, disse ele. “Eles simplesmente não sabem o que é antissemitismo. Eles sabem apenas que devem odiar os judeus”.

“A polícia me perguntou sobre o que eu diria ao agressor se o visse novamente. Eu tenho certeza de que, se eu perguntasse a ele por que fez isso, ele diria que não saberia dizer o motivo”.

Este não foi o primeiro ataque contra frequentadores da sinagoga Mikdash Yosef. No mês passado, duas pessoas atacaram fisicamente um grupo de cerca de 10 a 15 judeus quando deixavam local após o Shabat, dizendo insultos antissemitas.

Os atacantes gritaram: “Vamos matar vocês judeus”, disse o rabino do centro, Uriel Husni, após o ataque. Um dos atacantes jogou uma pedra no rabino, ferindo-o no pé.

Nesse incidente, vizinhos não-judeus e um guarda de segurança intervieram para ajudar.

“Nenhuma situação de ódio, discriminação e violência pode ser tolerada dentro da estrutura de uma sociedade democrática”, disse o Centro Comunitário Judaico da AMIA em Buenos Aires após o ataque.

Em fevereiro, o rabino-chefe da Argentina, Gabriel Davidovich, foi brutalmente espancado em sua casa em Buenos Aires no meio da noite.

Todos os três incidentes permanecem sob investigação das autoridades de segurança argentinas.