Judeus franceses se tornam alvo dos “Coletes Amarelos”

Os protestos dos “Coletes Amarelos” se transformaram hoje em manifestações antissemitas, com mensagens, nas ruas e em redes sociais, pedindo a saída dos judeus da França. As sinagogas de Paris foram fechadas, pela primeira vez, como medida de segurança, depois que a situação se agravou. Um grande banner pendurado na estrada principal que liga Paris a Marselha chama o presidente Emanuel Macron de ‘a prostituta dos judeus’. As redes sociais também se tornaram uma arena para disseminar o ódio aos judeus. Mensagens anônimas diziam: “Foram os judeus ricos que elegeram Macron, seu fantoche, e são eles os responsáveis pela redução de impostos sobre os mais ricos e por toda a atual situação econômica”.

O Beit Chabad emitiu nota afirmando: “Pela primeira vez, o Beit Chabad não vai abrir amanhã, na manhã de Shabat, por medida de segurança, porque a polícia não tem o controle da situação”. “E hoje é um dia muito perigoso”, alertou. Outras sinagogas e centros judaicos também suspenderam as atividades. “A sinagoga Eli Dray recomenda não realizar serviços na parte da manhã”, disseram Tova e Yehoshua Nagler que estavam hospedados em Paris para o Shabat.

Vídeos postados nas redes sociais criticam o acendimento das velas de Chanucá, afirmando: “O povo judeu celebra (Chanucá) enquanto os franceses não têm o que comer”. O artista francês antissemita Dieudonné M’bala M’bala e seus apoiadores juntaram-se aos manifestantes e fizeram a saudação nazista.

Outro vídeo, do músico francês Stephen Ballet, que mora em Istambul, circulou nas redes sociais incitando os manifestantes a “entenderem que o verdadeiro inimigo são os judeus”. Ballet, um músico com uma histórica reputação racista, postou vídeo no You Tube na semana passada que chegou a alcançar 36.000 visualizações antes de ser bloqueado. No vídeo, Ballet afirma que acender velas de Chanucá em frente à Torre Eiffel “é uma provocação deliberada dos judeus contra o povo francês”.

A Irmandade Internacional de Cristãos e Judeus, que ajuda judeus a imigrar para Israel, observou que após os eventos na França houve um aumento no número de judeus interessados ? em emigrar para Israel (Itamar Eichner, Ynet News)