Kushner anuncia plano para injetar US$ 50 bilhões em economias do Oriente Médio

Em entrevista concedida à agência Reuters antes da Conferência do Bahrein, o genro de Trump e assessor especial para o Oriente Médio, Jared Kushner, anunciou que o plano dos EUA para pôr fim ao conflito israelo-palestino inclui um investimento de US$ 50 bilhões em economias em crise no Oriente Médio nos próximos dez anos. Além disso, segundo anunciou Kushner, a proposta dos EUA criaria um milhão de empregos para os palestinos, reduziria o desemprego e a pobreza em mais de 20%.

Segundo Kushner, mais da metade dos fundos (US$ 28 bilhões) irá para a Cisjordânia e Faixa de Gaza, enquanto US$ 7,5 bilhões iriam para a Jordânia, US$ 9 bilhões para o Egito e US$ 6 bilhões para o Líbano.

“O objetivo é erguer a economia de toda a região, promovendo um fluxo mais rápido do comércio e indústria com mais empregos e qualidade de vida, ao invés de se investir em armas e guerras”, disse Kushner, enquanto a Casa Branca divulgava um documento de 40 páginas intitulado “Da paz à prosperidade”, detalhando as inciativas destinadas a promover o “potencial econômico e melhorar a governança palestina”.

De acordo com o documento, quinze bilhões, do total de US$ 50 bilhões, viriam de doações, US$ 25 bilhões de empréstimos subsidiados e aproximadamente US$ 11 bilhões de capital privado.

O plano também financiaria 179 projetos econômicos para criar infraestrutura nos setores de água, energia, telecomunicações, turismo e instalações médicas; 147 dos projetos seriam nos territórios palestinos, 15 na Jordânia, 12 no Egito e cinco no Líbano.

Dezenas de milhões de dólares em fundos seriam destinados a projetos que ajudariam a ligar a Faixa de Gaza à Península do Sinai, no Egito, através da modernização das linhas de energia e do aumento do fluxo de eletricidade.
O plano também visa injetar US$ 950 milhões na indústria turística palestina, segundo a Reuters.

O assessor de Trump que lidera os esforços de paz de Washington disse à agência de notícias que o plano criaria cerca de 1 milhão de empregos em Gaza e na Cisjordânia, reduziria o desemprego de 30% para um dígito, reduziria a taxa de pobreza palestina pela metade e dobraria seu PIB.

Cinquenta e três por cento dos palestinos em Gaza vivem na pobreza, segundo um estudo da ONU de junho de 2018. Oitenta por cento dependem da ajuda internacional, de acordo com a Agência de Ajuda e Trabalho das Nações Unidas, a principal organização internacional que fornece serviços de saúde, educação e outros aos refugiados palestinos.