Muçulmano protesta contra retórica anti-Israel em Conselho de Direitos da ONU

“Este conselho tem demonizado sistematicamente Israel, ignorando os ataques terroristas palestinos e as vítimas reais dos abusos dos direitos humanos em todo o mundo”. A declaração foi feita pelo muçulmano britânico Kasim Hafeez no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em protesto contra a condenação das ações de Israel em Gaza.

“Como este corpo tem mentido sistematicamente sobre as ações de Israel em Gaza, o ódio contra o Estado judeu persiste”, disse Hafeez, referindo-se a sua própria formação como muçulmano. Ele disse que o ódio estava tão arraigado em sua identidade “que aos 20 anos decidi que precisava me posicionar contra o terrorismo que assassinava civis”.

Hafeez disse que uma viagem a Israel lhe deu uma nova perspectiva sobre o país e que o fez ver que “os relatos da mídia e as acusações internacionais ao Estado judeu não passavam de mentiras”. “Israel é um Estado livre e democrático”.

Na semana passada, Hafeez participou do #DigiTell, um encontro de 100 blogueiros pró-Israel e gestores de redes sociais de todo o mundo, onde falou sobre as ideias radicais anti-ocidentais, antissemitas e anti-Israel a que foi exposto.

Ele contou que cresceu ouvindo essa ideologia radical contra Israel e chegou a tornar-se muito ativo nesse movimento contra o Estado judeu até o início dos ano 2000, quando encontrou o livro de Alan Dershowitz, The Case for Israel.

“Eu estava tão convencido de que estava certo, que resolvi comprar o livro e ler sobre as ‘mentiras sionistas’, disse ele ao Jerusalem Post. “Eu fui apresentado a ideias e argumentos que nunca havia imaginado até então e, embora eu tenha descartado todos eles como mentiras, resolvi me assegurar de que estava certo”.

“Foi então que comecei a observar uma falta de argumentos na retórica anti-Israel”. Hafeez disse que teve um “período de pesquisa” que durou quase dois anos e o deixou dividido. Em 2007, ele viajou para Israel pela primeira vez, “esperando ver o cenário de pesadelo e enxergar o apartheid e o racismo” que ouvira tanto falar. Mas, para sua surpresa, o que viu foi o contrário. “Vendo a realidade, encontrando o povo, conversando com árabes e judeus, percebi que estava errado e, no final, me apaixonei por Israel”, disse ele. “Quando voltei para o Reino Unido, senti-me na obrigação de dizer a verdade. Quantas mentes eu tinha envenenado com mentiras antes de pôr os pés em Israel?”