Neonazista é candidato à presidência da Argentina nas eleições de outubro

O neonazista argentino Alejandro Biondini é candidato presidencial pelo partido Frente Patriótica às eleições de 27 de outubro e já advertiu a comunidade judaica de que, se eleito, expulsará o embaixador israelense. “Eu disse à DAIA – a organização política judaica da Argentina – que aqui é Argentina, não é Israel”. “Eu repudio o sionismo genocida colonialista e reafirmo: quando for presidente, expulsarei os britânicos e o embaixador israelense”, advertiu ele em ato de campanha, referindo-se, inclusive, ao conflito que a Argentina manteve contra os britânicos pela posse das Ilhas Falkland, em 1982.

Em entrevista a uma emissora de TV em 1991, ele afirmou: “Nós reivindicamos Adolf Hitler”. E, três anos antes, ele liderou uma manifestação da extrema-direita em Buenos Aires aos gritos de “Morte a traidores, covardes e judeus”.

Seu partido anterior, New Triumph, foi banido pelo tribunal eleitoral da Argentina em 2009. Mas, em novembro de 2018, um juiz federal em Buenos Aires concedeu aprovação ao novo partido de Biondini, Frente Patriótica. A DAIA condenou a decisão do juiz e advertiu em comunicado que o partido é um “movimento neonazista e ultranacionalista, um perigo para uma sociedade igualitária”.

As eleições de 27 de outubro escolherão o próximo presidente para um mandato de quatro anos, assim como os governadores das 24 províncias, prefeitos e legisladores locais e federais.