Netanyahu ainda vê chances de acordo para formar governo, mas partido já admite fazer novas eleições

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou, neste domingo, que um acordo ainda é possível para montar uma coalizão a poucos dias da data limite para formação do governo, na próxima quarta-feira. Apesar do otimismo de Netanyahu, o seu partido, Likud, divulgou um comunicado admitindo a possibilidade de novas eleições.

Netanyahu venceu as legislativas de 9 de abril, mas até o momento não conseguiu atender às exigências de possíveis aliados para formar o governo. As negociações se chocaram com uma proposta de lei para obrigar judeus ultraortodoxos a fazer o serviço militar.

“Acredito que o problema pode ser resolvido com boa vontade, se for o que as pessoas desejam”, declarou Netanyahu durante reunião do conselho de ministros. “Não acredito que o país tenha necessidade de ser conduzido a outras eleições, mas talvez haja alguém que queira isso”.

O líder do partido de extrema direita Israel Beitenu, Avigdor Lieberman, seria o ministro da Defesa. Mas, ele afirmou estar disposto a apoiar novas eleições caso não se adote a lei sobre o serviço militar dos ultraortodoxos.

Os partidos ultraortodoxos por sua vez se negaram a apoiar a medida.

A questão é que Netanyahu precisa tanto do Israel Beiteinu como dos ultraortodoxos para formar o governo. Seu partido e seus aliados conseguiram 65 dos 120 assentos do Parlamento, com cinco deputados do Israel Beiteinu e 16 das formações ultraortodoxas.

“Se Lieberman continuar insistindo, o Likud vai começar a se preparar para as eleições”, disse o partido em comunicado. “Por enquanto não há nenhuma decisão sobre a dissolução do Knesset (Parlamento israelense)”.