As Operações Israelenses contra o Hamas
A operação começou na quarta-feira de manhã (27 de fevereiro), quando soube-se da intenção de uma equipe especial de terroristas do Hamas que havia chegado da Síria e Irã para entrar em Israel e executar ataques, além de tentar seqüestrar soldados e civis. Protegidos pelo mal tempo, eles pretendiam entrar em Israel por um túnel ou usar cordas para escalar a cerca de segurança e então entrar em uma instalação militar ou assentamento civil para tentar seqüestrar civis. As ordens para a operação vieram diretamente de Damasco e Teerã. Forças isrealenses, conseguiram localizar e matar cinco integrantes do grupo terrorista, e em resposta, o Hamas tentou criar uma nova equação na região onde eles disparariam foguetes após em retaliação a cada ataque israelense.

Mísseis iranianos GRAD de 122 mm.,que estão sendo contrabandeados para dentro da Faixa de Gaza, foram disparados contra Ashkelon durante os eventos em Rafiah. Os foguetes foram empregados como modo de aumentar o poder de fogo do Hamas, colocando mais israelenses na linha de fogo. O atual estoque de foguetes do Hamas é adequado para lançar algumas dezenas de foguetes diariamente, por muitos dias. Entretanto, isso depende também das ações israelenses. No sábado (1 de marco de 2008), Israel atacou uma das bases de lançamento de foguetes, destruindo centenas de morteiros. A estratégia das Forças de Defesa de Israel é tentar alvejar o estoque de foguetes e instalações de lançamento. Alguns dos foguetes tem um alcance de 20 quilômetros; eles se originaram do Hezbolá no Líbano, e a Síria e o Irã conseguiram contrabandeá-los para dentro de Gaza quando a fronteira de Rafiah foi rompida. A quantidade exata de foguetes que foram contrabandeados é desconhecida.

O Hamas tem seguido uma política de malabarismo politico desde junho de 2007, em uma tentativa de reter o poder.

Uma grande força israelense, formada pela Brigada Givati estacionada perto de Jabaliya, entrou na Faixa de Gaza na sexta-feira (29 de março) e lutou contra os terroristas.

Não se sabe ao certo o número de baixas palestinas, já que os relatórios da mídia diferem dos fatos concretos. Enquanto há com certeza vítimas civis, é uma tática reconhecida do Hamas usar civis como escudos humanos, e lançar foguetes de áreas densamente povoadas por civis. Quando os civis reclamam destes atos, o Hamas os transfere para outros locais.

Estimativas israelenses atuais, predizem que o lançamento de foguetes continuará. Parte da liderança do Hamas fugiu, enquanto todas as instalações onde a liderança do Hamas vivia encontra-se vazia. Parece claro que o governo israelense decidiu mostrar à liderança do Hamas que foi um erro lançar foguetes de longo alcance.

O tamanho e extensão da operação depende de uma decisão governamental. Neste estágio parece que a extensão da operação será maior que as operações anteriores, já que é necessário contender não apenas com a capacidade bélica do Hamas, como também suas intenções e mostrá-los que eles não podem continuar atacando Ashkelon e Sderot impunemente. Esta não é a operação contra Gaza de maior escala comentada anteriormente. O Hamas apoiado pelo Irã e Síria tem aumentado suas atividades. A liderança do Hamas não é o alvo no momento mas isso poderá mudar no futuro já que isso é uma questão de política.

Enquanto nenhuma operação limitada pode deter os foguetes, a operação atual tem dois objetivos:

1 - A operação iniciou-se em Jabalayia, a área da qual a maior parte dos lançamentos ocorre.
2 - Demonstrar ao Hamas que eles sofrerão baixas adicionais se o lançamento de foguetes continuar. Se essa política continuar, ela atrairá a operação militar em larga escala.

Os Instrutores do Hamas e da Jihad Islâmica que foram treinados no Irã e na Síria, e que entraram em Gaza através do Egito, agora estão treinando as forças do Hamas na Faixa de Gaza.

Enquanto foi problemático para o Hamas contrabandear certos tipos de armamentos através das dezenas de túneis debaixo da fronteira, durante o período que a fronteira estava aberta, eles conseguiram trazer caminhões pesados cheios de armamentos e munições. Os sírios e iranianos foram capazes de arrumar o fornecimento de novas armas, sendo este o motivo pelo qual Israel deve agora ir para o combate com armas antes desconhecidas.