A resposta Israelense às alegações da Organização Mundial da Saúde
Houve uma reunião entre Cel. Nir Press, Chefe do Departamento de Informações e Coordenação da passagem de Erez (fronteira de Israel com Gaza), o chefe da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a a Faixa de Gaza e seu diretor operacional para externar as objeções do Estado de Israel ao relatório da OMS e a maneira na qual o mesmo foi apresentado na coletiva de imprensa de ontem.

Foi enfatizado que há uma coordenação constante entre o Departamento e a OMS no que se diz respeito ao transporte de equipamentos médicos e que todas as solicitações são prontamente e positivamente atendidas. A OMS, que não coordena a passagem de pacientes de Gaza para tratamento médico em Israel, publicou um relatório baseado em informações inconsistentes e está utilizando o mesmo sem verificar com o lado israelense a veracidade de tais dados.

As declarações feitas ontem por parte da OMS, que opera sob o amparo das Nações Unidas, apresentam um posicionamento unilateral, equivocado e ilusório.

O Estado de Israel, em absoluto contraste com as afirmações presentes no relatório, caracteriza seus serviços pela abordagem humanitária e benevolente a cada hora de todos os dias, apesar da constante ameaça à sua segurança.

Foi lembrado ao chefe da OMS que a Faixa de Gaza é controlada por uma organização terrorista que é responsável pela população da área, que não reconhece Israel e perpetra e encoraja ataques terroristas diariamente. A OMS não impôs nenhuma incriminação contra o Hamas por reter os pacientes na passagem de Erez com seu incessante ataque de morteiros contra a passagem. Nem mesmo houve menção alguma a respeito da exploração da política humanitária de Israel por parte do Hamas, incluindo permissões para deixar Gaza pra tratamento médico, que são utilizadas por terroristas para realizar ataques em Israel.

Assim, em Maio de 2007, por exemplo, duas mulheres chegaram à passagem de Erez sob o pretexto de terem exames médicos no hospital Ramallah, mas ficou claro que suas reais intenções apontaval para ataques suicidas em Netanya e Tel Aviv.

Estes incidentes obrigam Israel a realizar checagens de segurança obrigatórias, e os atrasos resultantes são causados pelos terroristas Palestinos, que cinicamente exploram as práticas humanitárias.

Em relação às declarações do chefe da OMS onde as partidas de Gaza são permitidas somente em casos excepcionais, as estatísticas claramente indicam o contrário. No ano de 2007, 7.226 permissões de saída foram emitidas para pacientes e outras 7.922 para os acompanhantes familiares, um aumento de 50% em relação a 2006.

Esta tendência continua em 2008: no primeiro trimestre, 2.317 permissões de saída foram obtidas para pacientes e um número semelhante para seus acompanhantes familiares. As vidas de centenas de pessoas foram salvas pelo tratamento urgente recebido em Hospitais Israelenses.

Foi mencionado que dúzias de pacientes partem para diversos tratamentos em Israel diariamente, graças à coordenação entre a equipe do Departamento de Informações e Coordenação e representantes da saúde sob o comando do Presidente Abu Mazen. Nos últimos meses, foi coordenado o transporte de dez caminhões repletos de equipamentos médicos e fornecimentos para a OMS. Todas as solicitações foram aprovadas. Se há falta de algum equipamento ou remédio, isto se deve ao redirecionamento de grandes quantidades de dinheiro por parte do Hamas para atividades terroristas, ou invés do uso destes recursos para melhorar as condições dos hospitais em Gaza. O mesmo pode ser dito para as demais organizações e instituições que operam na Faixa de Gaza e que solicitam equipamentos médicos e medicamentos.

Se a OMS tivesse contactado o Departamento de Informações e Coordenação para verificar as estatísticas tendenciosas apresentadas no relatório, como exige a probidade profissional, teriam apurado uma realidade diferente.

Em relação aos casos específicos mencionados no relatório:

Mona Nofel, uma paciente de câncer, cuja a saída foi obtida em três ocasiões distintas e que foi tratada em Israel em Julho de 2007, Agosto de 2007 e Outubro de 2007. Ela morreu em Gaza em conseqüência de sua enfermidade.

O pedido de Fatma Abed Alaal's foi aprovado pelo Departamento de Informações e Coordenação em Novembro de 2007. Uma mensagem a respeito de sua situação foi entregue ao representante de saúde palestino, mas a mulher nunca chegou e nenhuma outra solicitação foi feita.

A solicitação de Kassem Harara para poder ser deslocar ao Egito para tratamento médico foi aprovada e coordenada pelo Departamento de Informações e Coordenação em Julho de 2007. Desde então nenhuma solicitação adicional foi recebida.

Amir Yazji - uma solicitação para o menino foi enviada para o Departamento de Informações e Coordenação em 18 de Novembro de 2007 e a sua saída foi aprovada no mesmo dia. Na solicitação dos palestinos, sua saída foi postergada até o dia seguinte devido a deterioração de sua condição médica, conforme determinado pelo médico responsável em Gaza. Nós, obviamente, concedemos a postergação.

Mahmoud Abu-Taha chegou à passagem de Erez e foi negada a sua saída devido aos avisos de segurança rígidos à época. Finalmente o mesmo foi transferido para um hospital em Israel para tratamento médico e morreu no local.

De acordo com uma verificação preliminar dos nomes nos outros 27 casos que chegaram ao nosso conhecimento, alguns foram admitidos para tratamento médico em hospitais israelenses e outros foram autorizados mas não apareceram na passagem; e alguns são desconhecidos para nós - possivelmente nenhum pedido foi solicitado em seus nomes.

Foi reiterada a solicitação para que a OMS apóie o desenvolvimento de sistemas de saúde independentes na Faixa de Gaza e que trabalhe com as autoridades competentes para retirar o sistema de saúde palestino em Gaza das garras do ódio e a exploração cínica.

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Fonte:
Departamento de Comunicação e Relações Públicas
Embaixada de Israel - http://brasilia.mfa.gov.il