Ministra de Relações Exteriores de Israel encontra-se com Embaixadores estrangeiros
A Vice-Primeira Ministra e Ministra de Relações Exteriores Tzipi Livni recebeu hoje embaixadores estrangeiros e missões diplomáticas em Israel para uma visita ao Centro de Coordenação Administrativa em Erez (fronteira de Israel com a Faixa de Gaza), junto com autoridades do Ministério de Relações Exteriores. Eles se reuniram com o General Brigadeiro Moshe Tamir, comandante da Divisão das Forças de Defesa de Israel em Gaza e Coronel Nir Peres, chefe do Centro de Coordenação Administrativa. Ao início da visita, a Ministra Livni afirmou: "Israel tomou a decisão de retirar-se da Faixa de Gaza. Oferecemos aos palestinos a esperança e a situação na região é de puro terror. O Hamas está ganhando força em Gaza. A comunidade internacional também apoiou a retirada das forças da FDI do Corredor Philadelphi e o Hamas está se aproveitando disso para organizar um exército que é pequeno em número, mas poderoso dentro de Gaza. Os tomadores de decisão em Israel e o mundo devem ficar atentos a este fato.

Nossa estratégia foi e ainda é fazer a distinção entre moderados e extremistas, entre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. O Hamas é uma organização terrorista islâmica, que deve ser combatida e a sua ilegitimização deve ser mantida. Estamos dando continuidade a negociações com os moderados na Autoridade Palestina, mas precisamos ser realistas. Somente as negociações não irão resolver os problemas criados por Gaza, e certamente isso não ocorrerá em um curto período de tempo. Pelo contrário, a situação em Gaza irá afetar nossa habilidade de implementar as resoluções destas negociações. Os entendimentos alcançados em Annapolis demonstram nossa vontade em negociar, mas as negociações dependem da total implementação do Mapa de Caminhos. O Mapa de Caminhos baseia-se na idéia que a criação de um estado palestino deve passar por uma guerra com o terrorismo. A mundança de fato deve ocorrer antes do estabelecimento de um estado palestino, se há a intenção de incluir a Faixa de Gaza.

Há três aspectos com os quais não podemos concordar: não permitiremos o estabelecimento de um estado terrorista, não podemos aceitar um estado islâmico extremista fazendo fronteira com Israel e não podemos aceitar um estado fraco e falido. Em nossas negociações atuais com os palestinos, estes assuntos estão nas discussões e acredito que estes são de interesse mútuo. A essência das negociações devem proporcionar uma resposta concreta para a experiência negativa de Gaza. Quaisquer acordos futuros devem portanto assegurar as necessidades de segurança de Israel. Quaisquer acordos futuros estarão sujeitos à situação real e devem mudar esta situação. Gaza é controlada pelo Hamas e este fato claramente afeta o futuro dos palestinos. Israel não deseja punir todos os palestinos e a situação deve ser mudada.

Israel adotou uma estratégia dupla - pressão contínua sobre as organizações terroristas e negociações com os moderados da Autoridade Palestina. Esta é a política correta. Israel luta contra o terror e continuaremos lutando contra o terror. Esta é a nossa obrigação. Proporcionar uma resposta a ameaça do terror na região não é apenas interesse de Israel, também deve ser interesse dos moderados palestinos e de toda a comunidade internacional que apóia o processo de paz. General Brigadeiro Moshe Tamir, comandante da Divisão da FDI em Gaza, apresentou às missões diplomáticas o escopo da ameaça de terror que é direcionada a Israel à partir da Faixa de Gaza. Coronel Nir Peres, chefe do Centro de Coordenação Administrativa, apresentou evidências da exploração de instituições internacionais para o disparo de mísseis Kassam por organizações terroristas e relembrou o âmbito da ajuda humanitária sendo fornecida atualmente à Faixa de Gaza.

Após sua apresentação, a Ministra Livni afirmou: "A situação na região é intolerável, e a ameaça de terror de Gaza cresce a cada ano. O problema não está apenas nos mísseis Kassam, mas também no fortalecimento das organizações terroristas. Israel deve agir para reduzir estas ameaças. Mesmo que ocorra uma redução nos disparos, não deixemos que esta calmaria nos engane. As organizações terroristas crescem em força e o planejamento para o futuro deve se basear no entendimento desta ameaça agora, no presente. O mundo deve entender a verdadeira natureza do Hamas. As atitudes desta organização não buscam a ocupação e o fato é que a mesma persiste em buscar o terrorismo mesmo após Israel ter deixado Gaza. O Hamas está associado a organizações islâmicas extremistas na região e ameaça não somente Israel mas também os moderados na Autoridade Palestina. Não somos ingênuos e não acreditamos que o diálogo político possa proporcionar uma resposta para esta ideologia." Os embaixadores estrangeiros então visitaram o campus educacional Sha'ar Hanegev que sofreu ataques de mísseis Kassam.