|
|
| Taglit proporciona viagem inesquecível a Israel |
| por Leonardo Scheinkman
14/01/08 - O Taglit leva jovens do mundo inteiro para conhecer a terra prometida, a terra de Abrão, a terra do povo judeu, a nossa Israel. Para isso, prepara um roteiro todo especial para explicar, mostrar e não deixar nada em falta com os participantes. Os 450 participantes do Brasil foram divididos em grupos. Cada grupo tinha seu próprio ônibus com uma média de 40 integrantes cada. O objetivo do Taglit é mostrar aos jovens que Israel é um país moderno, que tem muitas histórias e da importância desse país para o povo judeu que vive na diáspora. Por vários motivos, uma viagem a Israel não consta frequentemente no roteiro de férias dos jovens. Estes preferem ir para os Estados Unidos e Europa. Fora que o custo de uma viagem para Israel e as notícias diárias negativas inibe muita gente em visitar o país. Portanto, a vinda desses jovens a Israel é essencial para mostrar aos jovens do mundo inteiro, no momento mais de 150 mil já visitaram através do programa, que Israel é um país que pertence a todos nós judeus e que é especial. Portanto, uma vez que o jovem visita o país, tudo muda! Existe um revival espiritual, tabus são quebrados e os jovens se sentem em casa literalmente. Os jovens chegaram a Israel no dia 3 de janeiro, onde, após se hospedarem no hotel já tiveram orientações do programa, seguido de uma jantar, em Jerusalém. No dia 4 então começaram as visitas ao país e, enfim, os jovens começaram a conhecer e se emocionar com o país. Logo cedo, sem preguiça para acordar, tamanha a ansiedade para começar a excursão, os grupos foram para: “escavações sul” da Cidade Velha; Kotel (momento de emoção para muitos jovens); cidade velha de Jerusalém; e Kabalat Shabat no próprio Kotel. Após estas visitas, os grupos retornaram ao hotel e, após a jantar, ainda tiveram atividade com os madrichim. Em 5 de janeiro o dia começou com um tempo reservado às visitas de parentes. Após as duas horas destinadas a isso, foi iniciada uma caminhada ao Kotel. Lá vários participantes tiveram a oportunidade de fazer o Bar-Mitzva pela primeira vez. Melhor maneira, impossivel: no Kotel, em Jerusalem, lendo a Torah pela primeira vez. O grupo de jovens celebraram esse momento inesquecível com danças e música em frente ao Kotel. Após isso, teve atividade de atualidade, Avdala, saída a Bem lehuda na nite de Jerusalém e uma atividade de preparação ao Yad Vashem, museu do Holocausto. No dia seguinte, 6 de janeiro: Museu da Tolerancia, Migdal David, Har Herzl, Yad Vashem. Além disso, os grupos tiveram uma palestra na Universidade Hebraica e participaram de um evento de música, em que mais de 3 mil pessoas estiveram presentes, 450 delas brasileiras. Após a agitação e o descanso merecido, no dia 7 os grupos visitaram a Menora de Knesset – o parlamento de Israel. Após, uma atividade de voluntariados, fizeram uma viagem ao sul e passearam em camelos – conhecimento da minoria beduína e sua adaptação ao deserto + jantar. No dia em que o grupo acordou mais cedo, todos subiram a Massada ao amanhecer e sguiram a caminhada para chegar ao mar morto. Após, fizeram uma visita ao túmulo e casa de David Bem Gurion – Sde Boker. Às 16 horas, aproximadamente, chegaram a Tel Aviv e tiveram uma atividade de danças modernas (improses). Pela manhã no dia 9, Beit Hatfutsot, passeio por Neve Tzdek – o primeiro bairro de Tel Aviv. À tarde, o grupo visitou o Museu da Independência, Kitar Rabin e, pela noite, passeio por Yaffo +PUB. Ainda em Tel Aviv, no dia 10, visitaram a Universidade de Tel Aviv, fizeram viagem ao norte, Cesareia, Haifa e Rosh Hanikra. Após diversas atividades também no dia 11, no dia seguinte os jovens tiveram mais um tempo para visita de familiares e iniciaram o fechamento do programa, que terminou em Águas termais de Hamat Gader, com janta especial de despedida. No dia 13, os grupos se despediram entre si e de Israel e retornaram a seus países. Para os jovens que participam do Taglit não é uma missão fácil descrever como é conhecer Israel e todas as suas peculiaridades. A emoção e a falta de adjetivos para descrever este momento único em suas vidas ficam estampadas no rosto de cada um ao tentar resumir o sentimento de conhecer o país. Para um dos participantes, Daniel Silva, “uma coisa é você ouvir falar de Israel, ver fotos, experiência de parentes, amigos. Outra coisa é você estar em Israel e sentir o que é Israel”. O jovem também afirmou que se surpreendeu e que a visita superou suas expectativas. “É muito mais do que eu esperava. Nem se compara com o que a gente ouve, vê e que acha que é”. O fascínio é tanto que Silva já declarou interesse em retornar ao país quantas vezes for possível. “Fiz de tudo pra vir para Israel, estou muito feliz e quero voltar muitas outras vezes”. Para outro participante do Taglit, “não tem palavra. É o sonho da vida inteira vir aqui, rezar aqui, não há nada igual”, durante um dos passeios. “Diferente de qualquer coisa que a gente possa sentir. Esse lugar é diferente, a gente sente isso e vê que é um momento único nada vida”, complementou. A emoção não toma conta apenas daqueles que estão conhecendo o país e que estão pela primeira vez lá. O monitor Iair do Grupo Brasil 2, do Rio de Janeiro, já experiente nesta função, afirma que ano após ano o sentimento é o mesmo em ver a experiência e o sentimento que as pessoas demonstram diante de tudo que vêem. “Num primeiro momento, meu sentimento vendo os brasileiros aqui é emoção. Ver as pessoas que nunca tinham vindo para Israel, conhecendo a Terra Santa, Israel, Jerusalém. Só de ver a emoção deles já me causa o mesmo sentimento. Além disso, tem a alegria e a amizade que temos durante o contato com o grupo, pois sempre as pessoas acabam se conhecendo aqui e mantém contato após a visita”. Disse o guia, que afirmou também manter contato com diversos participantes que já passaram por Israel. Há quem faça relações com experiências da vida para demonstrar o que é estar em Israel e conhecer o judaísmo de perto. “Estar em Israel pela primeira vez e mais do que se estivesse de lembrar do primeiro beijo, do primeiro amor, do primeiro jogo de futebol no Maracanã. Ou seja, não tem como esquecer esse momento único na vida. Muitas pessoas passam a vida inteira rezando, orando por Israel para ir para lá, mas nunca tem a oportunidade”. Brasileiros dão show em Mega Evento do Taglit O Taglit não proporciona apenas passeios e momentos de reflexões aos participantes. A organização sempre acha por bem levantar o astral ainda mais dos jovens com um grande evento. No dia 6 de janeiro, foi organizado o “MEGA do Taglit”, uma grande festa, com muita música e shows de bandas locais. E quando se está num ambiente deste, os brasileiros se sentem em casa. Não foi a toa que os 450 que estavam lá presentes contagiaram o local com a alegria tradicional do povo tupiniquim. Com 3 mil pessoas presentes na casa de show e a maioria dos Estados Unidos, foram os brasileiros que deram o tom da festa que encerrou o Taglit deste inverno de 2008. |