Comunidade Judaica celebra Pessach, a Páscoa Judaica
Festa que marca a libertação do Povo Judeu é cercada de simbolismos, principalmente na alimentação

Na noite de 19 de abril, cerca de 120 mil judeus, de todo o país dão início às comemorações de Pessach, a Páscoa Judaica, celebração que marca a libertação do povo judeu dos anos de escravidão no Egito. O Pessach é comemorado por oito dias e durante esse período é proibido comer, beber ou ter posse de qualquer alimento fermentado, substituindo-se o pão e seus derivados por um pão ázimo e sem fermento chamado “matzá”.

A celebração é marcada por dois jantares em dias seguidos, nos quais a mesa é decorada com seus melhores acessórios, entre eles candelabros com velas acesas, e a história da Páscoa Judaica é lida, estimulando a participação das crianças da família. Alimentos simbólicos são colocados em um prato especial (“keará”) em frente ao lugar do chefe da família. Ao lado deste, coloca-se uma vasilha com água salgada para lembrar as lágrimas derramadas. Nessa água devem ser molhadas todas as verduras antes de serem levadas à boca.

Segundo Boris Ber, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), “ O Pessach é uma festa que trata da liberdade física e espiritual do ser humano. Nosso desejo é de que se consiga logo a paz definitiva entre as nações e os homens, garantindo esta almejada liberdade para todos, agora e sempre. Defendemos a liberdade para todos os povos, não apenas para o povo judeu”.

A Federação Israelita do Estado de São Paulo é a representante oficial da comunidade judaica paulista e congrega 54 organizações e entidades beneficentes, entre elas Unibes, Ten Yad e Sociedade Cemitério Israelita Chevra Kadisha, sinagogas e escolas judaicas, além de instituições bastante conhecidas como A Hebraica e o Hospital Israelita Albert Einstein.

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Conheça a simbologia dos alimentos de Pessach:

Matzá – alimento básico do Pessach, é uma espécie de bolacha não fermentada feita de farinha de trigo e água, sem sal nem açúcar. A matzá relembra o pão da miséria que foi comido na terra do Egito e desperta a consciência de que ainda há muitas pessoas desprivilegiadas nos dias de hoje.
Zeroá - Pedaço de osso de cordeiro ou galinha grelhado - simboliza o poder com que Deus tirou os judeus do Egito e recorda o carneiro pascal.
Maror – Escarola ou raiz forte - erva amarga que remete ao sofrimento dos judeus escravos no Egito.
Charosset - Mistura de nozes, canela, cravo, passas , maçã e vinho tinto- representa a argamassa com a qual os judeus trabalhavam nas construções das edificações do faraó.
Beitzá - Ovo cozido – simboliza uma lembrança do sacrifício que se oferecia em cada festividade.
Karpass – Salsão - A verdura molhada em vinagre ou água salgada remete ao difícil sabor do “Êxodo”.