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| Evento sobre o ensino do Holocausto reúne 200 educadores em Curitiba |
| Fonte: BB Press - A partir da sexta-feira, 6 de junho, os professores da rede municipal de ensino de Curitiba (PR) têm um novo desafio: incentivar os alunos do ensino fundamental a participar de um Concurso de cartas sobre o Holocausto. Um auditório lotado assistiu a I Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto de Curitiba e V Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto da B'nai B'rith do Brasil, sobre o tema: "Histórias de Muitas vidas... Metodologias e novas abordagens.
O evento realizado dia 6 de junho, é fruto da parceria da B'nai B'rith do Brasil, B'nai B'rith do Paraná (Loja Chaim Weizman), Secretaria Municipal da Educação de Curitiba e LEER/USP - Laboratório de Estudos da Etnicidade, Racismo e Discriminação da Universidade de São Paulo. O Centro de Capacitação da Secretaria Municipal de Curitiba recebeu 191 professores do Ensino Fundamental, pedagogos e diretores de escolas, ( das 220 da rede) além de equipes técnico pedagógicas da Secretaria da Educação e convidados, totalizando 240 pessoas, que permaneceram desde o início dos trabalhos às 8h00 até o encerramento, às 17h30. A Secretária Municipal da Educação Eleonora Bonato Fruet, entusiasta do projeto, presente na abertura dos trabalhos destacou: "Desde o início percebemos que esta Jornada era uma proposta séria e consistente. Mobilizar escolas e pedagogos exige uma responsabilidade muito grande da nossa parte. Estamos aqui para aprender com a história, para que possamos propagar a democracia e a paz nessa rede de 115 mil alunos". Ela ressaltou a postura pacifista ativa contra a violência nas grandes cidades. "A mobilização da paz, da democracia, da cultura, dos direitos humanos, deve ser tratada com muita atenção pela rede municipal", disse falando em nome do prefeito Beto Richa. A mesa que dirigiu os trabalhos iniciais foi composta também por Abraham Goldstein, presidente da B'nai B'rith do Brasil, Meroujy Giacomassi Cavet, superintendente de Gestão Educacional, Roland Hasson, presidente da Loja Chaim Weizmann, Isaac Cubric, diretor executivo, Leon Knopfholz e Nara Luz C. Salamunes, diretora de Ensino Fundamental da SME. O conteúdo da Jornada, coordenada pela profa. dra. Maria Luiza Tucci Carneiro, diretora do LEER/USP, e equipe formada pelo prof. dr. Wagner Pinheiro Pereira, pelo romancista Lucius de Mello, pela diretora teatral Leslie Marko, o ator Thiago.... (todos de São Paulo) e profa. dra. Marili Berg, (Federação Israelita do Rio Grande do Sul) mestre em Direitos Internacional pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mobilizou os professores. A comitiva paulista contou também com a presença de Abraham e Irene Goldstein, Edgar Lagus, vice-diretor de Direitos Humanos e Lia Bergmann, assessora de Direitos Humanos e Comunicações da B'nai B'rith do Brasil. O evento conscientizou os educadores da necessidade de incorporar o racismo e o anti-semitismo como temas transversais na sala de aula, sugerindo e fornecendo material didático e conteúdos para favorecer a construção da cidadania e o compromisso que a escola tem em ser uma espaço de transformação, de dignidade da pessoa humana, da igualdade e do direito à vida. Os docentes vibraram com somatória de estratégias pedagógicas propostas durante todo o dia, a partir do tema "Por uma Pedagogia da Tolerância-Por que estudar e ensinar sobre o Holocausto? Uma proposta interdisciplinar", apresentada pela profa. Maria Luiza. Aprenderam que o tema do Holocausto pode ser trabalhado através de diversas disciplinas – de matemática a geografia - a partir da história de uma família, de um diário, de um testemunho, de formas, cores, números, da força dos símbolos, do cinema, do teatro, de uma foto... A dramatização mostrada pelo ator Thiago... em uma cena simples e comovente, a partir de uma carta enviada por uma menina ao chanceler Oswaldo Aranha, contando a situação de sua família na Polônia, mostrou aos professores outra forma de trazer o tema do Holocausto para debate na escola, mobilizando os alunos e o público expectador. O depoimento do sobrevivente de campos de concentração Moisés Kosovsky, emocionou a todos, e levando muitos às lágrimas. Ao final, foram sorteados livros de Ben Abraham, presidente da Associação dos Sobreviventes do Nazismo. Lançado na ocasião, o concurso de cartas, que serão produzidas pelos alunos até o dia 30 de junho. Professores e alunos vencedores receberão computadores, bicicletas, MP3 e pen-drives. Todas as produções serão enviadas ao Yad Vashem em Jerusalém, e os materiais deverão chegar aos sobreviventes e seus descendentes e a todos que compartilhem uma visão humanista e igualitária do mundo. A importância do professor como multiplicador para que temas como Holocausto, Etnicidade, Racismo e Discriminação sejam trabalhados com todos os alunos das 220 escolas da rede pública de ensino de Curitiba foi à tônica do evento, e esta mensagem foi muito bem recebida. Foi entregue aos participantes uma apostila com todas as palestras, que depois receberão um vídeo do evento. O apoio da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba, que se envolveu efetivamente na preparação do evento e mobilização dos professores e a ação da diretoria da B'nai B'rith do Paraná em consonância com a do Brasil e do LEER/USP, foi fundamental para o sucesso da iniciativa, que recebeu ampla divulgação por parte da mídia local. Parabéns à B'nai B'rith de Curitiba pelo empenho e dedicação. Os resultados mostraram que valeu a pena! |